Órgãos subterrâneos das plantas, geralmente os mais espessados, podem produzir gemas que permitem novo crescimento de brotos quando sua parte aérea é eliminada. Alguns vegetais possuem raízes que produzem gemas, que podem ou não ser sistemas ramificados, mas que permitem o desenvolvimento vegetativo em ambientes desfavoráveis, devido à presença de carboidratos de reserva. Este estudo teve como objetivo analisar e comparar a estrutura anatômica das raízes gemíferas de duas espécies brasileiras, Apeiba tibourbou e Pachira aquatica, que apresentam grãos de amido e capacidade de propagação vegetativa. O material de ambas as espécies foi analisado in loco, coletado e métodos anatômicos padronizados foram utilizados para comparação das espécies. Também foram feitos testes para detecção de carboidratos. Análises anatômicas mostraram que essas raízes produzem gemas endógenas, originadas de células do periciclo em A. tibourbou e de raios do parênquima em P. aquatica. Ambas as espécies apresentaram amido como reserva de carboidratos. Os resultados demonstraram a diversidade não só em relação ao alto potencial de diferenciação e especialização das células vegetais, mas também em relação a estratégias reprodutivas adotadas por espécies da família Malvaceae, estejam elas associadas ao ambiente ou não.
Palavras-chave:
raízes gemíferas; reserva de carboidratos; amido; sistemas subterrâneos; propagação vegetativa.
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