Open-access Violência sexual contra meninas negras: o silenciamento do debate racial na produção científica nacional

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar como a produção científica nacional do campo da saúde discute a questão étnico-racial nos estudos sobre violência sexual (VS) contra meninas. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com análise temática dos estudos encontrados. As buscas foram realizadas em três bases indexadas, abrangendo os anos de 2013 a 2022. Foram selecionados 57 artigos para análise, organizados em quatro eixos temáticos: 1. caracterização da VS e perfil das crianças e adolescentes; 2. repercussões e consequências da VS; 3. atenção à saúde das vítimas de VS e; 4. as percepções dos profissionais, e qualidade e evolução dos registros de VS, notificações e subnotificações. Os estudos epidemiológicos predominam, mas nem todos sequer incluem a variável raça/cor, a despeito da melhoria da qualidade da informação observada no período. A literatura revela uma lacuna significativa no que diz respeito à discussão racial nos estudos sobre VS, apesar do aumento de registros envolvendo meninas negras. A ausência de discussão sobre os impactos do racismo e a falta de estratégias específicas para abordar a dimensão racial dessa problemática são evidentes. A invisibilidade das violências contra as infâncias negras diminui o alcance das ações de enfrentamento à VS.

Palavras-chave:
Delitos Sexuais; Abuso sexual; Racismo; Criança; Adolescente.

Abstract

This article aims to analyse how national scientific production in the field of health discusses the ethnic-racial issue in studies on sexual violence (SV) against girls. An integrative literature review was conducted, with thematic analysis of the selected studies. Searches were carried out in three indexed databases, covering the years 2013 to 2022. Fifty-seven articles were selected for analysis, organised into four thematic axes: 1. characterization of SV and the profile of children and adolescents; 2. repercussions and consequences of SV; 3. healthcare for SV victims and professionals’ perceptions; 4. Tthe quality and evolution of SV records, reports, and underreporting. Epidemiological studies predominate, yet not all even include the race/colour variable, despite the observed improvement in information quality during the period. The literature reveals a significant gap regarding racial discussion in SV studies, despite the increase in records involving Black girls. The absence of discussion on the impacts of racism and the lack of specific strategies to address the racial dimension of this issue are evident. The invisibility of violence against Black childhood diminishes the reach of actions to combat SV.

Keywords:
Sexual Offenses; Sexual Abuse; Racism; Child; Adolescent.

Introdução

As crianças e adolescentes negras brasileiras frequentemente vivenciam desigualdades profundas, enfrentando a discriminação racial em diversos espaços sociais regidos pelo racismo. Os efeitos nefastos do racismo nas infâncias transcendem gerações, manifestando-se em condições de vida caracterizadas por extrema pobreza, falta de acesso a oportunidades educacionais de qualidade e dificuldades na construção de uma autoimagem positiva (Gomes; Araújo, 2023). Observam-se vários mecanismos de produção de um sentimento de inferioridade e uma interrupção prematura das vidas dessas crianças, fenômeno recentemente denominado como “necroinfância” (Noguera, 2020).

Nesse cenário, dentre as variadas violências vividas na infância, a violência sexual (VS) contra meninas emerge como um problema de saúde pública, sendo acirrada por sistemas convergentes de opressão nas intersecções de gênero, raça e classe (Crenshaw, 2002; Akotirene, 2019). Estudos reafirmam que crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual costumam sofrer também outros tipos de violência, como a física e a psicológica; podem apresentar problemas de crescimento e de desenvolvimento cognitivo, físico e emocional, ideias e tentativas de suicídio. Os efeitos na fase adulta são inúmeros, como desenvolvimento de transtornos mentais, Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão e abuso de substâncias (Lira et al., 2017; Cruz et al., 2021).

A VS está intrinsecamente ligada às desigualdades de gênero, definidas estruturalmente pelo poder patriarcal e que ganham materialidade através dos diferentes modelos culturais de machismo. Trata-se de um sistema estrutural de relações sociais, políticas e econômicas que perpetuam a subordinação das mulheres, produzindo ciclos de violência que vulnerabilizam de forma sistemática os corpos femininos e feminilizados, criando condições de vulnerabilidade às demais violências (Segato, 2012). Todavia, tais segregações integram um processo histórico contínuo vivenciado por meninas negras, que enfrentam, desde a colonização, múltiplas formas de marginalização, desvalorização e objetificação sexual de seus corpos, gerando traumas em diversas esferas de sua vida social e em sua saúde, além de trazer repercussões negativas na sexualidade e autoestima (Werneck, 2016).

Apesar das subnotificações, o Boletim epidemiológico de 2023 revela que no Brasil, entre 2015 e 2021, foram registradas 116.095 notificações de VS contra meninas pretas e pardas de 0-19 anos, e 71.760 contra meninas brancas. Apenas em 2021, foram registradas 10.829 notificações de VS contra meninas negras de 0 a 19 anos, e 5.708 contra meninas brancas. Já em 2022, observou-se também um aumento de 8,6% nos casos de estupro de vulnerável em relação ao ano anterior, totalizando 56.820 ocorrências, com destaque para a faixa de 10 a 13 anos como a mais afetada. A predominância feminina entre as vítimas permanece constante, com 88,7% dos casos, e as pessoas negras continuam sendo as principais vítimas, com um aumento proporcional em comparação com 2021, representando 56,8% das vítimas, em contraste a 52,2% do ano anterior (FBSP, 2023; Brasil, 2023).

Embora a população negra brasileira seja maior e tenha vivências específicas de adoecimento e agravos por violências que são atravessadas pelos diversos tipos de racismos (estrutural, interpessoal, institucional), há ainda escassez de produção científica sistemática de conhecimentos e estratégias de enfrentamento acerca desses temas.

Este artigo tem como objetivo, portanto, analisar como a produção científica nacional do campo da saúde discute a questão étnico-racial nos estudos sobre VS contra meninas, entendendo a importância de direcionar o foco das discussões e pesquisas sobre as infâncias negras, cuja presença muitas vezes é negligenciada nas políticas públicas e agendas de pesquisa. Analisamos o acervo a partir de uma ancoragem teórica que agrega as categorias de violência de gênero, racismo, racismo estrutural e infâncias negras.

Métodos

Trata-se de uma revisão integrativa de literatura. Essa abordagem metodológica apresenta o estado da arte sobre um determinado fenômeno, permitindo a análise ampla e abrangente de estudos empíricos ou teóricos, experimentais e não experimentais, identificando lacunas existentes na pesquisa e oferecendo subsídios para direcionar o desenvolvimento de estratégias de intervenção no campo da saúde (Souza; Silva; Carvalho, 2010).

Para a realização do estudo, foram seguidas as seguintes etapas: identificação do tema e da questão norteadora; estabelecimento de critérios de inclusão/exclusão; categorização dos estudos; análise dos estudos; interpretação dos resultados e síntese do conhecimento (Mendes; Silveira; Galvão, 2008).

Na primeira etapa, formulamos a seguinte questão norteadora: “Como a produção científica nacional no campo da saúde discute a questão étnico-racial nos estudos sobre violência sexual contra crianças e adolescentes do sexo feminino?”, focando o interesse investigativo nas questões raciais e de gênero.

Na segunda etapa, foram adotados os critérios de inclusão e exclusão para a seleção dos estudos:

- Critérios de inclusão: artigos científicos de estudos realizados com a população brasileira, estar publicado em revistas do campo da saúde (saúde coletiva, saúde pública, medicina, enfermagem, psicologia, entre outras áreas do conhecimento), nos idiomas português, inglês ou espanhol, com disponibilidade de acesso ao texto completo, e ter como tema central a VS contra crianças e adolescentes do sexo feminino.

- Critérios de exclusão: artigos incompletos, literatura cinza (capítulos de livros, teses, dissertações), artigos não relacionados à saúde, mesmo de outras áreas próximas (pedagogia, direito, entre outras), artigos duplicados, artigos que não abordaram a VS contra crianças e adolescentes do sexo feminino, artigos que não tivessem a VS como tema principal, assim como estudos internacionais e fora do recorte temporal pré-estabelecido. Foi demarcado o recorte temporal entre os anos de 2013 e 2022.

A busca bibliográfica foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no Portal Brasileiro de publicações e dados científicos em acesso aberto (OASISbr) e na Scientific Electronic Library Online (SciELO).

Para gerenciar e organizar os dados bibliográficos, os 594 documentos foram exportados para o software Rayyan (https://www.rayyan.ai/). A utilização do Rayyan permitiu organizar os artigos, eliminar duplicatas e facilitar o processo de triagem dos títulos e resumos. Após a exportação de referências, foram removidos 116 documentos duplicados, restando 478 para leitura de títulos e resumos.

A leitura criteriosa dos títulos e resumos foi feita de forma independente e pareada pelas autoras. Foram removidos 267 estudos, seja por estarem fora do tema, relacionados a outros grupos/faixa etária, fora da área da saúde, documentos de literatura cinza (teses e dissertações), artigos internacionais ou fora do recorte temporal (Figura 1).

Figura 1
Fluxograma do processo de busca e seleção dos artigos

Dos 211 artigos restantes, após a leitura na íntegra, excluímos 154 artigos: 105 artigos em que a VS foi abordada de forma secundária, 26 fora da área da saúde (justiça criminal e ciências sociais aplicadas), 15 incompletos e 8 relacionados a outras populações.

Após aplicação de todos os critérios de seleção/exclusão, foram selecionados 57 artigos para análise qualitativa (Figura 1).

Para o processamento dos dados, foi elaborada uma tabela, contendo o título, autores, ano de publicação, revista/periódico, campo de conhecimento (saúde coletiva, psicologia etc.), sexo dos autores, instituição e estado do primeiro autor, objetivos, metodologia empregada, resultados e discussão. Posteriormente, foi realizada análise interpretativa de cada artigo problematizando tais variáveis, no intuito de responder aos objetivos propostos no trabalho.

Para análise do acervo encontrado foi realizado o agrupamento dos estudos por similaridade em categorias, critério utilizado para realização da análise temática, método de análise utilizado neste trabalho (Braun; Clarke, 2006).

Os resultados da revisão foram estruturados em quatro eixos temáticos. O primeiro eixo, caracterização da VS e perfil das crianças e adolescentes (n=34), reúne estudos predominantemente de cunho epidemiológico, com ênfase na descrição dos casos notificados, perfil sociodemográfico das vítimas e agressores, dinâmicas do abuso e contextos de vulnerabilidade. O segundo eixo, repercussões e consequências da VS (n=8), contempla investigações que analisam os impactos físicos, psicológicos e sociais da violência, evidenciando a interseccionalidade entre gênero, raça e desigualdades estruturais nos desdobramentos vivenciados pelas vítimas. O terceiro eixo, atenção à saúde das vítimas e percepções dos profissionais (n=9), explora os protocolos de atendimento e os desafios enfrentados pelas equipes de saúde diante da complexidade do cuidado em casos de VS infantil, incluindo lacunas formativas, vieses institucionais e barreiras no acolhimento. O quarto eixo, qualidade e evolução dos registros, notificações e subnotificações (n=5), discute os limites e avanços dos sistemas de informação em saúde.

Resultados

Caracterização do acervo

Os estudos conduzidos por autoras do sexo feminino (43) foram os mais frequentes, seguidos por 12 estudos realizados por autores de ambos os sexos e 2 estudos realizados por autores do sexo masculino.

A respeito do delineamento metodológico, 39 estudos foram categorizados como quantitativos (transversal, coorte, ecológico), seguidos por 8 estudos de abordagem qualitativa, 9 artigos de revisão (integrativa, sistemática, narrativa) e 1 estudo de abordagem mista.

Predominaram estudos realizados no Nordeste (22), com maior número de produções nos estados da Bahia e Piauí, seguido pela Região Sudeste (18), com mais estudos no estado de São Paulo e Rio de Janeiro, Região Sul (12), com maior parte dos estudos no estado do Paraná e Rio Grande do Sul. Já as regiões Centro-oeste (3) e Norte (2) estiveram presentes de forma mais discreta.

As instituições mais frequentes de filiação dos primeiros autores foram: a Universidade Federal do Piauí, (4) a Universidade de São Paulo (3) e o Instituto Fernandes Figueira, Fiocruz (3).

Os periódicos nacionais que mais publicaram sobre o tema da VS foram Revista Ciência e Saúde Coletiva (12), Research, Society and Development (7), Brazilian Journal of Health Review (4).

Eixo “Caracterização da violência sexual e perfil das crianças e adolescentes”

O Quadro 1 apresenta os estudos que tiveram o objetivo de analisar o perfil das vítimas de VS e caracterizar o fenômeno. Em relação à faixa etária e escolaridade, a maioria das vítimas tinha entre 10 e 14 anos e não havia completado o ensino fundamental ou não frequentava a escola. A VS ocorreu principalmente dentro da residência, cometida por pessoas próximas às vítimas, do sexo masculino (familiares ou conhecidos).

Quadro 1
Síntese dos artigos que caracterizam a violência sexual e o perfil das crianças e adolescentes vítimas (N = 34)

Nesse grupo temático, 21 artigos incluíram a variável raça/cor, evidenciando a predominância de vítimas autodeclaradas pardas. No entanto, apenas quatro estudos realizaram uma análise crítica dos dados sob a perspectiva étnico-racial (Santos et al., 2019, Araújo et al., 2019, Santarém et al., 2020; Carli; Porfírio; Figueiredo, 2022).

E, ainda, 5 estudos foram realizados na Região Sul com vítimas de VS majoritariamente brancas, o que pode estar relacionado à composição populacional da região (Justino et al., 2015; Platt et al., 2018; Kataguiri et al., 2019; Maluf et al., 2021; Brito; Costa; Souza, 2022).

Oito estudos mencionaram a categoria indígena nos resultados (Moreira et al., 2015; Delziovo et al., 2017; Platt et al., 2018; Araújo et al., 2019; Kataguiri et al., 2019; Lemos et al., 2021; Caracas-Moreira et al., 2022; Brito; Costa; Souza, 2022), mas não apresentaram aprofundamento crítico sobre os dados.

Além disso, 9 estudos incluíram outras variáveis importantes: seis analisaram a presença de deficiência ou transtornos mentais (Justino et al., 2015; Platt et al., 2018; Sena; Silva; Falbo Neto, 2018; Nery et al., 2020; Maluf et al., 2021; Leite et al., 2023), e 3 consideraram a orientação sexual da vítima, identidade de gênero, se possui parceiro(a), religião, ocupação e se realiza acompanhamento psicológico/psiquiátrico (Santarém et al., 2020; Maluf et al., 2021; Caracas-Moreira et al., 2022).

Eixo “Repercussões e consequências da violência sexual”

No quadro 2, a literatura reitera os impactos negativos da VS na vida de crianças e adolescentes, refletindo em seu desenvolvimento físico, psicológico, social e cognitivo, com consequências a curto e longo prazo. Entre as repercussões mais comuns, destacam-se as consequências à saúde mental das vítimas.

Quadro 2
Síntese dos estudos que apresentam as repercussões da violência sexual (n=8)

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) aparece de forma constante, indicando suas consequências como pensamentos intrusivos, hipervigilância, insônia, ansiedade, entre outros efeitos. Fontes, Conceição e Machado (2017) destacam que as mulheres sofrem mais de solidão e isolamento do que os homens. O estudo também aponta a importância do acompanhamento psicológico e de propostas de prevenção à VS nos serviços de saúde. Alguns estudos apontam que nem todas as vítimas apresentam os efeitos imediatamente, variando de acordo com outros fatores, como apontam Henz e Leite (2013). Estes incluem a idade da criança, a duração do abuso, o uso de força pelo agressor, a diferença de idade entre o abusador e a vítima, o tipo de vínculo com o agressor, a relação familiar, além do grau de sigilo e ameaça vivenciado pela criança. Algumas vítimas só sentem as consequências na fase adulta. Nesse sentido, Florentino (2015) destaca a dificuldade de nomear todos os efeitos da VS, uma vez que dependem das experiências e singularidades de cada indivíduo, alertando para a importância de não generalizar os impactos da VS.

A questão étnico-racial não foi abordada em nenhum dos estudos incluídos nesse grupo temático e nem sequer incluíram a variável raça/cor, impossibilitando a discussão das repercussões da VS sob essa perspectiva.

Eixo “Atenção à saúde das vítimas de violência sexual e as percepções dos profissionais”

No Quadro 3, identificam-se nove estudos que tratam da atenção à saúde das crianças e adolescentes vítimas de VS e as percepções dos profissionais que atendem esse público foram temas abordados em nove estudos. Predominaram estudos quantitativos (coorte, transversal), envolvendo diversas populações, incluindo crianças e adolescentes vítimas de VS, meninas a partir de 10 anos, profissionais de saúde de diversas áreas, conselheiros tutelares, entre outros. Cinco estudos não mencionam variáveis demográficas, dois estudos incluíram raça/cor e outros dois estudos não contemplaram essa variável.

Quadro 3
Síntese dos estudos que objetivaram analisar a atenção à saúde das vítimas e percepções dos profissionais que atendem casos de VS (n=9)

Deslandes e Campos (2015) e Deslandes et al. (2016) destacam a carência de instituições especializadas para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de VS, além de sublinhar o número crescente de demandas que dificultam a articulação da rede, enquanto carecem de equipes multiprofissionais completas, salientando a falta de serviços básicos, como os de saúde mental, por exemplo. Nessa mesma linha, aprofundam a discussão sobre a necessidade de um fluxo intersetorial mais eficaz para evitar a fragmentação da assistência à saúde minimizando a exposição das vítimas a outras formas de violência. Além disso, os estudos destacam o despreparo dos profissionais para o atendimento a essas demandas.

O estudo de Broseguini e Iglesias (2020) ressalta a falta de produção sistemática e discussões teóricas sobre o funcionamento das redes de atendimento às vítimas e suas famílias, destacando a importância de integrar a atenção primária a essa rede.

Conceição et al. (2022) enfatizam que os profissionais perceberam que as crianças e adolescentes não tinham maturidade e consciência de sua sexualidade, destacando que tal desconhecimento pode contribuir para o aumento da vulnerabilidade em relação à VS, entendendo a necessidade da educação sexual em saúde para as vítimas, seus familiares e também os profissionais da saúde que atendem a essa demanda.

Eixo “Qualidade e evolução dos registros de violência sexual, notificações e subnotificações”

Os estudos apresentados no Quadro 4 visavam analisar a qualidade dos registros (consistência, completude e duplicidade) e notificações de VS. Em todos os estudos, foi observado um aumento significativo nas notificações de VS ao longo dos anos, bem como um aumento no preenchimento dos dados relacionados à raça/cor.

Quadro 4
Síntese dos artigos que analisam a qualidade e evolução dos registros de violência sexual, notificações e subnotificações (n=5)

Gaspar e Pereira (2018) analisaram a evolução das notificações de VS no Brasil entre 2009 e 2013, constatando um aumento nas notificações entre a população de 10 a 19 anos, do sexo feminino, com baixa escolaridade e casos de VS de repetição. Houve um aumento das notificações na população indígena, contudo, não houve aprofundamento neste estudo quanto à tal discussão.

A tendência temporal das notificações de VS contra adolescentes do sexo feminino no Brasil foi analisada por Viana et al. (2022) que concluíram ter havido um aumento geral de notificações de VS em todas as regiões do país, o que pode estar relacionado ao aumento real dos casos, bem como à melhoria da informação dos órgãos notificantes.

Os diversos fatores que contribuem para a subnotificação de VS foram analisados por Souza et al. (2022) que identificaram o medo de retaliações por parte do agressor, a falta de educação sexual, o temor de ser desacreditado e a falta de capacitação profissional para identificar esse tipo de violência.

O estudo de Delziovo et al. (2022) concluiu que as notificações de VS, no período estudado, apresentaram percentuais de não duplicidade e consistência próximos a 100%, consideradas aceitáveis, e completitude próxima a 95%, tida como excelente.

Houve um aumento expressivo no número das notificações de VS contra a mulher no período estudado, e os resultados apontam a possibilidade de utilizar o Sinan como fonte segura de informações para diagnóstico, planejamento, monitoramento, avaliação e execução de políticas públicas.

Discussão

A VS contra crianças e adolescentes é uma realidade que transcende as fronteiras socioeconômicas, raciais e culturais, afetando indivíduos em todas as esferas da sociedade. No entanto, certos fatores e marcadores sociais podem aumentar a vulnerabilidade de crianças e adolescentes a esse tipo de violência (Platt et al., 2022). Os achados sobre a caracterização do perfil das vítimas indicam um cenário já conhecido, apesar de ainda alarmante: as meninas, especialmente as de raça/cor parda, na faixa etária de 10 a 14 anos figuram como as mais afetadas, corroborando pesquisas recentes (Brasil, 2023).

As publicações analisadas indicam a predominância de produções realizadas por instituições científicas na Região Nordeste, o que foge ao esperado predomínio do eixo Rio de Janeiro e São Paulo. Prevalecem os estudos conduzidos por instituições públicas no âmbito Federal e Estadual, corroborando um estudo recentemente realizado que destaca que as universidades públicas correspondem a mais de 95% da produção científica no Brasil (Moura, 2019). Além disso, foi constatado que maior parte dos estudos foi conduzida por autoras mulheres, tendências já conhecidas na produção científica brasileira no campo da Saúde (Bonan; Guimarães; Brandão, 2021).

A literatura recente aponta para um notável aprimoramento nos Sistemas de Informação dedicados ao registro da violência contra crianças e adolescentes, refletido num aumento significativo no volume de notificações e registros, além de uma avaliação positiva na sua qualidade (Viana et al., 2022). Todavia, esse avanço não repercutiu em uma inclusão abrangente de informações sobre raça/cor nos estudos.

Apesar dessas melhorias, é inegável a persistência da subnotificação dos casos de VS, influenciada por diversos fatores, como o pacto de silêncio decorrente de tabus sociais sobre sexualidade, dinâmicas familiares e da falta de suporte psicológico para as vítimas comunicarem o ocorrido. Pesquisas recentes durante a pandemia (Pantoja et al., 2022; Carli; Porfírio; Figueiredo, 2022) indicam que o fechamento das escolas devido às medidas de isolamento social pode ter aumentado a vulnerabilidade das crianças e, consequentemente, contribuído para a subnotificação dos casos.

Pode-se observar um maior interesse dos estudos em caracterizar e descrever o fenômeno e suas vítimas. Nesse grupo predominam os estudos de natureza epidemiológica. Todavia, nem mesmo nesse grupo, a variável raça e cor, que é um dado sociodemográfico essencial, esteve presente na totalidade das pesquisas. E, mesmo quando assinalada tal variável, não se observou a problematização dos agenciamentos étnico-raciais envolvidos na questão. Da mesma forma, nos estudos sobre as consequências deletérias das VS e sobre a prestação de cuidados de saúde às vítimas, é notável a exclusão sistemática da variável sociodemográfica de raça/cor e do debate racial.

Dentre os estudos que incluíram a variável raça/cor, somente quatro abordaram a complexidade e importância da questão racial no debate sobre a VS. Esses achados sugerem que simplesmente incluir a variável raça/cor em estudos não é por si só suficiente para provocar o necessário e urgente diálogo sobre a VS no contexto das infâncias negras, pois mesmo quando essa variável foi considerada, raramente se articulou uma reflexão crítica acerca das dinâmicas raciais, das desigualdades estruturais e das formas de opressão e discriminação envolvidas, sobretudo quando agregadas ao debate da VS. É preciso, portanto, refletir sobre o silenciamento em relação aos mecanismos racializados de opressão às meninas negras, enquanto um problema social e também epistêmico.

Vale pontuar que esse é um tema já discutido por intelectuais negras brasileiras. González (1984) e Werneck (2016) apontam que os corpos de meninas e mulheres negras e indígenas foram historicamente explorados e objetificados - seja pela VS, seja pelo trabalho extenuante e desumano, práticas e dispositivos simbólicos de dominação que imprimiram repercussões duradouras na sociedade brasileira contemporânea.

Nesse sentido, Lélia González (1982) já antecipava a perspectiva interseccional de Crenshaw (2002) ao discutir a tripla discriminação contra a mulher negra, no amálgama entre sexismo, racismo e discriminações de classe.

Como argumenta Collins (2000), uma análise que se apoia exclusivamente na identidade de gênero em uma sociedade estruturada pelo sexismo é insuficiente para explicar a complexidade das experiências vividas pelas mulheres. Torna-se indispensável também considerar outros eixos de subordinação, como o processo de racialização e a estratificação de classe. Collins (2019) ainda agrega a nacionalidade, sexualidade e religião como marcadores interseccionais de opressão e sua determinação a diversas violências. Ao analisar casos reais no Brasil, Congo, Austrália e EUA, mostra como as violências contra as mulheres negras são revestidas de estereótipos que banalizam sua letalidade.

O silenciamento do debate racial nos estudos que tratam justamente das violências sexuais, uma das mais emblemáticas expressões das opressões entrelaçadas do racismo e sexismo, também demanda refletir sobre os modos institucionais de produção desse apagamento. Essa omissão não pode ser dissociada das dinâmicas estruturais do racismo institucional, que atravessam o campo da saúde pública e da produção de conhecimento.

Assim, a interseccionalidade deve ser compreendida não apenas como uma ferramenta descritiva, mas como uma lente crítica que revela como estruturas sociais marcadas pelo binômio do capitalismo e colonialidade se entrelaçam para produzir desigualdades. Nesse ínterim, torna-se imprescindível que as políticas públicas de saúde voltadas para o enfrentamento da VS sejam pensadas a partir de uma perspectiva interseccional, considerando as distintas posições sociais ocupadas pelos sujeitos.

Como aponta Werneck (2016), o racismo institucional opera de maneira transversal em todos os níveis do sistema de saúde, impactando desde o acesso e a qualidade dos serviços até a forma como determinados temas são ou não investigados e debatidos academicamente.

Essas constatações suscitam uma questão crucial: como podemos desenvolver estratégias eficazes de cuidado que atendam às especificidades e vulnerabilidades da população negra? Mais especificamente, como enfrentar o racismo contra meninas negras e prover o melhor cuidado àquelas vítimas de VS quando tanto a produção científica quanto os serviços responsáveis pelo cuidado direto a essa população tendem a invisibilizar ou negligenciar sistematicamente essa problemática?

Uma reflexão política sobre as infâncias negras na sociedade brasileira se torna inviável sem uma análise crítica da nossa construção racista de base colonial. A abordagem universalizante das crianças invisibiliza as histórias específicas vivenciadas por crianças racializadas, aspectos essenciais para o planejamento de políticas públicas de saúde que busquem a equidade. Nessa direção, os movimentos negros têm sido catalisadores de mudança, impulsionando a criação de políticas que reconhecem e abordam as necessidades específicas dessa população (Domingues, 2007; Leal et al., 2021). Seus esforços foram cruciais para a construção da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, que exemplifica uma resistência poderosa e uma produção de conhecimento vital nos espaços marcados pela colonialidade.

Uma das limitações de nosso estudo foi a busca em apenas três bases de dados, essencialmente brasileiras e latino-americanas, além da exclusão de outras formas de produção acadêmica, como teses, dissertações e capítulos de livros, o que pode ter prejudicado a amplitude das perspectivas analisadas sobre a VS, seja por restringir a análise à produção científica brasileira, assim outros países latino-americanos com histórico de escravização não foram contemplados.

Considerações finais

A análise revelou uma lacuna crítica na produção científica sobre a VS no que diz respeito à incorporação do debate étnico-racial e interseccional. Ainda que o tema da VS seja abordado por diferentes perspectivas, observa-se que a variável raça/cor é frequentemente negligenciada ou tratada de forma superficial, sem articulações com as dinâmicas estruturais do racismo.

Essa omissão compromete não apenas a profundidade das análises, mas também a formulação de respostas mais integradas e sensíveis às desigualdades vividas por meninas e mulheres negras.

A ausência do recorte racial e da visada interseccional limita a capacidade das políticas públicas de responder às demandas dessa população, contribuindo para a reprodução dos padrões históricos de opressão e silenciamento.

Declaração de Disponibilidade de Dados

Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do documento.

Referências bibliográficas

  • ABREU, P. D. S. et al. Análise espacial do estupro em adolescentes: características e impactos. Cogitare Enfermagem, v. 24, e59743, 2019. Available from: http://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-85362019000100333&lng=pt Access in: 29 dec 2023.
    » http://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-85362019000100333&lng=pt
  • AGUIAR, E. V.; FERREIRA, A. L. C. Violência sexual contra crianças e adolescentes e suas consequências psicológicas, cognitivas e emocionais: revisão integrativa de literatura. Psicodebate, v. 6, n. 2, p. 80-96, 15 set. 2020. Available from: https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/V6N2A6 Access in: 19 jan 2024.
    » https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/V6N2A6
  • AKOTIRENE, C. Interseccionalidade São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.
  • ALTÍSSIMO, F. C. et al. Abuso sexual como preditivo de extrema vulnerabilidade na adolescência. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 1, p. 3037-304, 18 fev. 2021. Available from: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/24836 Access in: 16 jan 2024.
    » https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/24836
  • ANDRADE, R. L. B. et al. Sexual violence against female children and adolescents: A public health issue. RSD, v. 10, n. 3, e8010312864, 7 mar. 2021. Available from: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/12864 Access in: 8 apr 2024.
    » https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/12864
  • ARAÚJO, G. et al. Determinantes da violência sexual infantil no estado do Paraná - Brasil. Espaço Para a Saúde, v. 20, n. 2, p. 42-54, 2019. Available from: https://espacoparasaude.fpp.edu.br/index.php/espacosaude/article/view/652 Access in: 6 dez 2023.
    » https://espacoparasaude.fpp.edu.br/index.php/espacosaude/article/view/652
  • A. S. et al. Care to female adolescents victims of sexual violence at a referral service in Brazil from 2011 to 2018. International Journal of Gynecology & Obstetrics, v. 156, n. 2, p. 276-283, Feb. 2022. DOI: 10.1002/ijgo.13724.
    » https://doi.org/10.1002/ijgo.13724.
  • BLAKE, M. D. T. et al. Characteristics of sexual violence against adolescent girls and adult women. BMC Women’s Health, v. 14, n. 15, 2014. DOI: 10.1186/1472-6874-14-15.
    » https://doi.org/10.1186/1472-6874-14-15.
  • BONAN, L. R. C.; GUIMARÃES, M. C. S.; BRANDÃO, E. R. F. A relevância acadêmica, social e política da produção de conhecimentos sobre mulheres nas ciências e na saúde. Saúde em Debate, v. 45, spe1, p. 5-12, 2021. DOI: 10.1590/0103-11042021E100.
    » https://doi.org/10.1590/0103-11042021E100.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico Volume 54 - Nº 08. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2023/boletim-epidemiologico-volume-54-no-08
    » https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2023/boletim-epidemiologico-volume-54-no-08
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacao_negra_3d.pdf
    » https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacao_negra_3d.pdf
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Brasil 2011: uma análise da situação de saúde e a vigilância da saúde da mulher. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2012. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_brasil_2011.pdf
    » https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_brasil_2011.pdf
  • BRAUN, V.; CLARKE, V. Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology, v. 3, n. 2, p. 77-101, 2006. DOI: 10.1191/1478088706qp063oa.
    » https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa.
  • BRITO, P. L.; COSTA, R. F.; SOUZA, R. T. N. Violência física e sexual em crianças e adolescentes no Amazonas: o panorama de uma década. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 2, p. 5532-5538, 31 mar. 2022. Available from: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/45848 Access in: 14 feb 2024.
    » https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/45848
  • BROSEGUINI, G. B.; IGLESIAS, A. Revisão integrativa sobre redes de cuidados aos adolescentes em situação de violência sexual. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 12, p. 4991-5002, dez. 2020. DOI: 10.1590/1413-812320202512.19282018.
    » https://doi.org/10.1590/1413-812320202512.19282018.
  • CARLI, E. F. R. S.; PORFÍRIO, G. B.; FIGUEIREDO, D. L. A. Violência sexual contra crianças e adolescentes em tempos de pandemia. RSD, v. 11, n. 9, e3311931649, 2022. Available from: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/31649 Access in: 10 jan 2024.
    » https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/31649
  • CARACAS-MOREIRA, W. et al. Análise dos casos de violência sexual de adolescentes escolares. Enfermagem Global, v. 21, n. 67, p. 250-300, 2022. Available from: http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1695-61412022000300250&lng=es Access in: 15 nov 2023.
    » http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1695-61412022000300250&lng=es
  • CASTRO, R. B. et al. Análise da situação epidemiológica da violência sexual na infância no Estado de Alagoas. RSD, v. 11, n. 10, e508111032972, 8 ago. 2022. Available from: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/32972 Access in: 9 oct 2023.
    » https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/32972
  • COLLINS, P. H. Pensamento Feminista Negro 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2019.
  • CONCEIÇÃO, M. M. et al. Child and adolescent victims of sexual violence: aspects of physical and emotional development. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 75, Supl. 2, e20200584, 2022.
  • CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas [online], v. 10, n. 1, p. 171-188, jan. 2002. Available from: https://www.scielo.br/j/ref/a/mbTpP4SFXPnJZ397j8fSBQQ/?format=pdf⟨=pt Access in: 4 sep 2023.
    » https://www.scielo.br/j/ref/a/mbTpP4SFXPnJZ397j8fSBQQ/?format=pdf⟨=pt
  • CRUZ, M. A. et al. Repercussões do abuso sexual na infância e adolescência: revisão integrativa. Revista Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, n. 4, p. 1369-1380, 2021. DOI: 10.1590/1413-81232021264.02862019.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232021264.02862019.
  • DELZIOVO, C. R. et al. Características dos casos de violência sexual contra mulheres adolescentes e adultas notificados pelos serviços públicos de saúde em Santa Catarina, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 33, n. 6, e00002716, 2017. DOI: 10.1590/0102-311X00002716.
    » https://doi.org/10.1590/0102-311X00002716.
  • DELZIOVO, C. R. et al. Qualidade dos registros de violência sexual contra a mulher no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) em Santa Catarina, 2008-2013. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 27, n. 1, e20171493, 2018a. DOI: 10.5123/S1679-49742018000100003.
    » https://doi.org/10.5123/S1679-49742018000100003.
  • DELZIOVO, C. R. et al. Violência sexual contra a mulher e o atendimento no setor saúde em Santa Catarina - Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 5, p. 1687-1696, mai. 2018b. DOI: 10.1590/1413-81232018235.20112016.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232018235.20112016.
  • DESLANDES, S. F.; CAMPOS, D. S. A ótica dos conselheiros tutelares sobre a ação da rede para a garantia da proteção integral a crianças e adolescentes em situação de violência sexual. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, n. 7, p. 2173-2182, jul. 2015. DOI: 10.1590/1413-81232015207.13812014>.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232015207.13812014>.
  • DESLANDES, S. F. et al. Atendimento à saúde de crianças e adolescentes em situação de violência sexual, em quatro capitais brasileiras. Interface (Botucatu), v. 20, n. 59, p. 865-877, out. 2016. DOI: 10.1590/1807-57622015.0405.
    » https://doi.org/10.1590/1807-57622015.0405.
  • DOMINGUES, P. Movimento Negro Brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo [Internet], v. 12, n. 3, 2007. Available from: https://www.scielo.br/j/tem/a/yCLBRQ5s6VTN6ngRXQy4Hqn/?format=pdf⟨=pt Access in: 16 nov 2023.
    » https://www.scielo.br/j/tem/a/yCLBRQ5s6VTN6ngRXQy4Hqn/?format=pdf⟨=pt
  • FLORENTINO, B. R. B. As possíveis consequências do abuso sexual praticado contra crianças e adolescentes. Fractal: Revista de Psicologia, v. 27, n. 2, p. 139-144, mai. 2015. DOI: 10.1590/1984-0292/805.
    » https://doi.org/10.1590/1984-0292/805.
  • FONTES, L. F. C.; CONCEIÇÃO, O. C.; MACHADO, S. Violência sexual na adolescência, perfil da vítima e impactos sobre a saúde mental. Ciência & Saúde Coletiva, v. 22, n. 9, p. 2919-2928, set. 2017. DOI: 10.1590/1413-81232017229.11042017.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232017229.11042017.
  • FORNARI, L. F. et al. Perspectivas de gênero e geração nas narrativas de mulheres abusadas sexualmente na infância. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 26, e3078, 2018. DOI: 10.1590/1518-8345.2771.3078.
    » https://doi.org/10.1590/1518-8345.2771.3078.
  • FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (FBSP). 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2023. Available from: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf Access in: 16 mar 2024.
    » https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf
  • FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (Unicef). Panorama da violência letal e sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. Brasília: UNICEF, 2021. Available from: https://www.unicef.org/brazil/media/16421/file/panorama-violencia-letal-sexual-contra-criancas-adolescentes-no-brasil.pdf Access in: 16 mar 2024.
    » https://www.unicef.org/brazil/media/16421/file/panorama-violencia-letal-sexual-contra-criancas-adolescentes-no-brasil.pdf
  • GASPAR, R. S.; PEREIRA, M. U. L. Evolução da notificação de violência sexual no Brasil de 2009 a 2013. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 11, e00172617, 2018. DOI: 10.1590/0102-311X00172617.
    » https://doi.org/10.1590/0102-311X00172617.
  • GOMES, N. L.; ARAÚJO, M. D. (org.). Infâncias negras: vivências e lutas por uma vida justa. Petrópolis: Editora Vozes, 2023.
  • GONZÁLEZ, L. A mulher negra na sociedade brasileira O lugar da mulher- Estudos sobre a condição feminina na sociedade atual, Rio de Janeiro: Graal, 1982.
  • GONZÁLEZ, L. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. Revista Ciências Sociais, v. 1, n. 1, p. 223-245, 1984.
  • HENZ, L. F.; LEITE, M. B. As marcas da violência sexual infantil e alternativas de tratamento Available from: https://docs.bvsalud.org/biblioref/coleciona-sus/2013/31167/31167-669.pdf Access in: 25 oct 2023.
    » https://docs.bvsalud.org/biblioref/coleciona-sus/2013/31167/31167-669.pdf
  • JESUS, G. R. et al. Assistance to Victims of Sexual Violence in a Referral Service: A 10-Year Experience. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 44, n. 1, p. 47-54, jan. 2022. DOI: 10.1055/s-0041-1740474.
    » https://doi.org/10.1055/s-0041-1740474.
  • JUSTINO, L. C. L. et al. Violência sexual contra adolescentes em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 36, n. spe, p. 239-246, 2015.
  • KATAGUIRI, L. G. et al. Characterization of sexual violence in a state from the Southeast region of Brazil. Texto & Contexto Enfermagem, v. 28, p. e20180183, 2019. DOI: 10.1590/1980-265X-TCE-2018-0183.
    » https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2018-0183.
  • LEAL, M. B. et al. Políticas públicas reparadoras no acesso ao serviço de saúde da população negra: uma revisão sistemática. REBRASF, v. 9, n. 3, p. 77-89, 2021.
  • LEITE, F. M. et al. Análise dos casos relatados de violência sexual no Espírito Santo, sudeste do Brasil, 2011-2018. BMC Public Health, v. 23, p. 914, 2023. DOI: 10.1186/s12889-023-15722-8.
    » https://doi.org/10.1186/s12889-023-15722-8.
  • LEMOS, A. Q. et al. Prevalence of Child Sexual Violence in Brazil in the Period 2010-2018: an Ecological Study. Journal of Health Sciences, v. 23, n. 4, p. 334-338, 6 dez. 2021. Available from: https://journalhealthscience.pgsscogna.com.br/JHealthSci/article/view/9636 Access in: 20 dec 2023.
    » https://journalhealthscience.pgsscogna.com.br/JHealthSci/article/view/9636
  • LIRA, M. O. S. C. et al. Abuso sexual na infância e suas repercussões na vida adulta. Texto & Contexto - Enfermagem, v. 26, n. 3, e0080016, 2017. DOI: 10.1590/0104-07072017000080016.
    » https://doi.org/10.1590/0104-07072017000080016.
  • MAGALHÃES, P. H. et al. Panorama da violência sexual contra crianças e adolescentes em municípios cearenses. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, v. 29, n. 3, p. 414-421, 30 set. 2016. Available from: https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/5253 Access in: 20 dec 2023.
    » https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/5253
  • MALUF, G. C. et al. Mudanças no perfil da mulher vítima de violência sexual em uma capital do sul do Brasil. Medicina (Ribeirão Preto), v. 54, n. 2, e-177038, 1 out. 2021. Available from: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/177038 Access in: 07 jan 2024.
    » https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/177038
  • MARGOTTI, E.; LIMA, L. H. R. Depressão em crianças e adolescentes vítimas de violência sexual na região Norte. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 4, p. 11264-11276, 31 ago. 2020. Available from: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/15854 Access in: 9 jan 2024.
    » https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/15854
  • MATOS, K. J. N.; PINTO, F. J. M.; STELKO-PEREIRA, A. C. Violência sexual na infância associa-se a qualidade de vida inferior em universitários. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 67, n. 1, p. 10-17, jan. 2018. DOI: 10.1590/0047-2085000000178.
    » https://doi.org/10.1590/0047-2085000000178.
  • MBEMBE, A. Crítica da razão negra Tradução de Marta Lança. 1. ed. Lisboa: Antígona, 2014.
  • MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. C. P.; GALVÃO, C. M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & Contexto - Enfermagem, v. 17, n. 4, p. 758-764, 2008. DOI: 10.1590/S0104-07072008000400018.
    » https://doi.org/10.1590/S0104-07072008000400018.
  • MIRANDA, M. H. H. et al. Violência sexual contra crianças e adolescentes: uma análise da prevalência e fatores associados. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 54, e03633, 2020. DOI: 10.1590/S1980-220X2019013303633.
    » https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019013303633.
  • MOREIRA, G. A. R. et al. Notificações de violência sexual contra a mulher no Brasil. Revista Brasileira de Promoção da Saúde, v. 28, n. 3, p. 327-336, 30 set. 2015. Available from: https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/3877 Access in: 16 dec 2023.
    » https://ojs.unifor.br/RBPS/article/view/3877
  • MOURA, M. Universidades públicas respondem por mais de 95% da produção científica do Brasil. Ciência na Rua, 11 abr. 2019. Available from: http://ciencianarua.net/universidades-publicas-respondem-por-mais-de-95-da-producao-cientifica-do-brasil/ Access in: 26 jan 2024
    » http://ciencianarua.net/universidades-publicas-respondem-por-mais-de-95-da-producao-cientifica-do-brasil/
  • NASCIMENTO, A. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2016.
  • NASCIMENTO, A. F.; DESLANDES, S. F. A construção da agenda pública brasileira de enfrentamento da violência sexual infanto-juvenil. Physis, v. 26, n. 4, p. 1171-1191, out. 2016. DOI: 10.1590/S0103-73312016000400006.
    » https://doi.org/10.1590/S0103-73312016000400006.
  • NERY, C. L. P. D. et al. Análise espacial e caracterização da violência sexual contra crianças e adolescentes na Bahia. Research, Society and Development, v. 9, n. 7, p. 1-19, 2020. DOI: 10.33448/rsd-v9i7.4661.
    » https://doi.org/10.33448/rsd-v9i7.4661.
  • NOGUERA, R. Necroinfância: por que as crianças negras são assassinadas. Lunetas, 2020. Available from: https://lunetas.com.br/necroinfancia-criancas-negras-assassinadas/ Access in: 13 jan 2024.
    » https://lunetas.com.br/necroinfancia-criancas-negras-assassinadas/
  • OLIVEIRA, J. A. et al. Abuso sexual infantil e consequências na vida adulta: uma revisão sistemática. Research, Society and Development, v. 9, n. 11, e93391110484, 2020. Available from: https://www.researchgate.net/publication/347457685_Abuso_sexual_infantil_e_consequencias_na_vida_adulta_uma_revisao_sistematica
    » https://www.researchgate.net/publication/347457685_Abuso_sexual_infantil_e_consequencias_na_vida_adulta_uma_revisao_sistematica
  • OLIVEIRA, J. R. et al. Violência sexual e coocorrências em crianças e adolescentes: estudo das incidências ao longo de uma década. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, n. 3, p. 759-771, mar. 2014. DOI: 10.1590/1413-81232014193.18332013.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232014193.18332013.
  • OLIVEIRA, R. G. et al. Desigualdades raciais e a morte como horizonte: considerações sobre a COVID-19 e o racismo estrutural. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, n. 9, e00150120, 2020. DOI: 10.1590/0102-311X00150120.
    » https://doi.org/10.1590/0102-311X00150120.
  • PANTOJA, J. C. et al. Agravamento dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes durante a pandemia de COVID-19 no Brasil: uma revisão sistemática da literatura. RSD, v. 11, n. 14, e511111436316, 4 nov. 2022. Available from: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/36316 Access in: 23 dec 2023.
    » https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/36316
  • PLATT, V. B. et al. Completitude, consistência e não duplicidade dos registros de violência sexual infantil no Sistema de Informação de Agravos de Notificação em Santa Catarina, 2009-2019. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 31, n. 2, e2021441, 2022. DOI: 10.1590/S2237-96222022000100012.
    » https://doi.org/10.1590/S2237-96222022000100012.
  • PLATT, V. B. et al. Violência sexual contra crianças: autores, vítimas e consequências. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 4, p. 1019-1031, abr. 2018. DOI: 10.1590/1413-81232018234.11362016.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232018234.11362016.
  • QUAPPER, C. D. El adultocentrismo como paradigma y sistema de dominio: análisis de la reproducción de imaginarios en la investigación social chilena sobre lo juvenil. 2015. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universitat Autònoma de Barcelona, Barcelona, 2015.
  • RIBEIRO, D. Quem tem medo do feminismo negro? 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
  • SANTARÉM, M. D. et al. Epidemiological Profile of the Victims of Sexual Violence Treated at a Referral Center in Southern Brazil. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 42, n. 9, p. 547-554, set. 2020. DOI: 10.1055/s-0040-1715577.
    » https://doi.org/10.1055/s-0040-1715577.
  • SANTOS, A. K. A. Infância afrodescendente: epistemologia crítica no ensino fundamental. Salvador: EDUFBA, 2006.
  • SANTOS, C. A. et al. Violência sexual perpetrada na adolescência e fase adulta: análise dos casos notificados na capital de Rondônia. Escola Anna Nery, v. 26, e20210405, 2022. DOI: 10.1590/2177-9465-EAN-2021-0405pt.
    » https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2021-0405pt.
  • SANTOS, M. J. et al. Caracterização da violência sexual contra crianças e adolescentes na escola - Brasil, 2010-2014. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 27, n. 2, e2017059, 2018. DOI: 10.5123/S1679-49742018000200010.
    » https://doi.org/10.5123/S1679-49742018000200010.
  • SANTOS, M. J. et al. Prevalência de violência sexual e fatores associados entre estudantes do ensino fundamental - Brasil, 2015. Ciência & Saúde Coletiva, v. 24, n. 2, p. 535-544, fev. 2019. DOI: 10.1590/1413-81232018242.13112017.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232018242.13112017.
  • SANTOS, P. C. O. et al. Perfil de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Revista de Enfermagem UFPE On-line, v. 7, n. 11, p. 6408-6414, nov. 2013. Available from: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/7949 Access in: 28 dec 2023.
    » http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/7949
  • SEGATO, R. L. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. e-cadernos CES, n. 18, 2012. DOI: 10.1590/1984-0292/805.
    » https://doi.org/10.1590/1984-0292/805.
  • SENA, C. A.; SILVA, M. A.; FALBO NETO, G. H. Incidência de violência sexual em crianças e adolescentes em Recife/Pernambuco no biênio 2012-2013. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 5, p. 1591-1599, maio 2018. DOI: 10.1590/1413-81232018235.18662016.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232018235.18662016.
  • SILVA, C. B. et al. Caracterização do perfil da violência sexual em crianças e adolescentes no Rio Grande do Sul. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, v. 1, n. 1, p. 65-74, 3 out. 2016. Available from: https://online.unisc.br/seer/index.php/epidemiologia/article/view/8223 Access in: 06 jan 2024.
    » https://online.unisc.br/seer/index.php/epidemiologia/article/view/8223
  • SOUSA, M. B. et al. Um muro de silêncio: a subnotificação do abuso sexual infantil intrafamiliar. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 2, p. 7632-7637, 26 abr. 2022. Available from: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/47083
    » https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/47083
  • SOUTO, R. M. C. V. et al. Estupro e gravidez de meninas de até 13 anos no Brasil: características e implicações na saúde gestacional, parto e nascimento. Ciência & Saúde Coletiva, v. 22, n. 9, p. 2909-2918, set. 2017. DOI: 10.1590/1413-81232017229.13312017.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232017229.13312017.
  • SOUZA, L. K. Pesquisa com análise qualitativa de dados: conhecendo a Análise Temática. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 71, n. 2, p. 51-67, 2019. Available from: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672019000200005&lng=pt Access in: 30 nov 2023.
    » http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672019000200005&lng=pt
  • SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. Integrative review: what is it? How to do it? Einstein (São Paulo), v. 8, n. 1, p. 102-106, 2010. DOI: 10.1590/S1679-45082010RW1134.
    » https://doi.org/10.1590/S1679-45082010RW1134.
  • TAQUETTE, S. R. et al. A invisibilidade da magnitude do estupro de meninas no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 55, p. 103, 17 dez. 2021. Available from: https://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/194828
    » https://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/194828
  • TORRES, A. S. B. et al. Sexual Violence Suffered by Women in Early and Late Adolescence: Care Provided and Follow-Up. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 44, n. 7, p. 667-677, jul. 2022. DOI: 10.1055/s-0042-1743094.
    » https://doi.org/10.1055/s-0042-1743094.
  • TRINDADE, L. C. et al. Sexual violence against children and vulnerability. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 60, n. 1, p. 70-74, jan. 2014. DOI: 10.1590/1806-9282.60.01.015.
    » https://doi.org/10.1590/1806-9282.60.01.015.
  • VASCONCELOS, N. M. et al. Prevalência de violência sexual em escolares no Brasil: Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2019. REME - Revista Minerva de Enfermagem, v. 26, 21 dez. 2022. Available from: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/38473 Access in: 8 dec 2023.
    » https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/38473
  • VIANA, V. A. O. et al. Tendência temporal da violência sexual contra mulheres adolescentes no Brasil, 2011-2018. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, n. 6, p. 2363-2371, jun. 2022. DOI: 10.1590/1413-81232022276.14992021.
    » https://doi.org/10.1590/1413-81232022276.14992021.
  • WERNECK, J. Racismo institucional e saúde da população negra. Saúde e Sociedade, v. 25, n. 3, p. 535-549, 2016.

Editado por

  • Editores:
    Ivia Maksud, André Luiz Machado das Neves

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    16 Mar 2026
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    23 Nov 2024
  • Revisado
    16 Maio 2025
  • Aceito
    18 Jul 2025
location_on
Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo. Associação Paulista de Saúde Pública. Av. dr. Arnaldo, 715, Prédio da Biblioteca, 2º andar sala 2, 01246-904 São Paulo - SP - Brasil, Tel./Fax: +55 11 3061-7880 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: saudesoc@usp.br
rss_feed Acompañe los números de esta revista en su lector de RSS
Ir para arriba Notificar error