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Anemia pós-transplante e fatores de risco associados: o impacto da terapia sem esteroides

CONTEXTO E OBJETIVO:

A prevalência de anemia pós-transplante renal (APR) relatada na literatura é variável e vários fatores contribuem para sua fisiopatologia. Este estudo objetivou investigar a prevalência de APR, os fatores de risco associados e o impacto da terapia sem esteroides.

TIPO DE ESTUDO E LOCAL:

Estudo de coorte retrospectivo em unidade de transplante renal em hospital terciário.

MÉTODOS:

Anemia foi definida como hemoglobina (Hb) < 12 g/dl em receptores adultos do sexo feminino e < 13 g/dl no masculino. Idade e gênero do doador e do receptor, tipo de doador, creatinina, função retardada do enxerto (FRE), rejeição aguda, uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA)/bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA) e terapia sem esteroides foram investigados como fatores de risco para APR em análise de regressão logística multivariada.

RESULTADOS:

Duzentos e cinquenta e oito receptores foram avaliados (idade média: 38,8 anos; 60,5% homens; 35,7% em terapia sem esteroides). Anemia foi diagnosticada em 38% no sexto mês (M6), 28% (M12), 32% (M24) e em 45% dos pacientes na última data de acompanhamento. Idade do doador > 50 anos associou-se a maior risco de APR aos 6 (odds ratio, OR = 4,68) e 24 meses (OR = 6,57), bem como terapia sem esteroides aos 6 meses (OR = 2,96). FRE associou-se independentemente com APR aos 6 (OR = 3,66) e 12 meses (OR = 2,85).

CONCLUSÃO:

A menor prevalência de APR foi observada entre 9 e 24 meses pós-transplante renal. FRE, idade do doador e terapia sem esteroides foram os principais fatores associados à APR.

Anemia; Transplante de rim; Esteróides; Risco; Terapia


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