Open-access A FAMÍLIA OPERÁRIA: Notas Sobre sua Formação Histórica no Brasil

Resumo

A relevância da família e da organização familiar para a formação da classe operária brasileira não tem sido suficientemente reconhecida na historiografia sobre o tema. Este artigo (escrito em 1984) sugere que é necessário incluir a organização da vida privada das famílias da classe operária no sentido de avaliar e compreender experiências de trabalho e política pelo menos até os anos 40.

famílias operárias; disciplina moral; proletarização familiar; política operária


Abstract

The relevance of family organization to account for the making of the brazilian working-class has not been sufficiently recognized in working class historiography. This article (written in 1984) argues that it is necessary to include private life arrangements of working-class families in order to account and understand experiences of work and politics at least until the 405.

working class families; moral discipline; familiar proletarization; working-class policy


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Entre 1984, data da feitura deste artigo, e 1994, data de sua publicação, esta situação modificou-se bastante, surgindo importantes trabalhos historiográficos a respeito das famílias operárias: Decca, 1987; Pinto, 1984; Rago, 1985.

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Esta imagem dos ex-escravos foi substancialmente modificada pelo debate historiográfico recente sobre a questão.

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Expressão de José Sergio Leite Lopes para descrever o modelo fabril com Vila Operária, que imobiliza a força de trabalho que necessita através de moradia e dos meios de reprodução de força de trabalho (Lopes, 1979).

4

Novo Rumo, 05/04/1906. Reproduzido por Pinheiro & Hall, 1981, p. 43-45.

5

Cf. Avanti!, maio de 1907, reproduzido em Pinheiro & Hall, 1981,p. 162-168; Rodrigues, 1975;Dias, 1983.

6

Cf. depoimentos de velhos, recolhidos por Bosi, 1979.

7

Depoimentos de D. Risoleta, em Bosi, 1979.

8

Palavras de Morvan Dias de Figueiredo, em 1939. Oito anos depois, seria ministro do trabalho. FIESP, Relatório 1939, p. 98.

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Decreto-lei de 1º de maio de maio de 1940.

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Cf. "Salário Mínimo, Legislação e Doutrina", MTIC, onde se explica a metodologia dos cálculos adotados e sua base em pesquisa realizada pelo próprio Ministério.

11

Ministro Waldemar Falcão, Boletim do MTIC, 1938.

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Ministro Waldemar Falcão, Boletim do MTIC, 1938.

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Cf. pesquisas Davis (1934), Lowrie (1936) e Araújo (1940), feitas pela Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo para a Divisão de Documentação Social e Estatísticas Municipais do Departamento de Cultura de São Paulo; Castro, 1935.

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Há inúmeros artigos dos jornais Correio da Manhã e Estado de São Paulo contra estas práticas da cultura popular em 1943, 1944 e 1945. Também o desprezo pela medicina popular aparece na fala das Comissões de Alimentação e Saúde.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jan-Dec 1992

Histórico

  • Recebido
    Maio 1992
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