Racional: A cirurgia bariátrica é atualmente o padrão ouro no tratamento da obesidade, no entanto há recorrência de peso em diferentes técnicas empregadas.
Objetivos: Comparar a evolução ponderal de pacientes, no 1º e 2º ano de pós-operatório, após a cirurgia bariátrica, submetidos às técnicas de bypass gástrico e gastrectomia vertical.
Métodos: Estudo transversal, com adultos de ambos os sexos, acompanhados até 2 anos de cirurgia após bypass gástrico e gastrectomia vertical, analisando variáveis antropométricas associadas com características sociodemográficas, clínicas e de estilo de vida.
Resultados: Foram avaliados 184 pacientes (gastrectomia vertical=136 e bypass gástrico=48), predominando o sexo feminino (82,1%). Ambos os grupos apresentaram boa adesão ao uso de polivitamínico, mas não à dieta e à atividade física. Após 1 e 2 anos de cirurgia, o percentual de perda de peso e percentual de perda do excesso de peso, foram maiores no bypass gástrico (p<0,001 e p=0,010 e p<0,001 e p<0,001 respectivamente). O ganho de peso médio foi de 2,37 Kg, sendo maior após a gastrectomia vertical (p=0,042), enquanto o percentual de recorrência ponderal não demostrou diferença entre as técnicas. A perda e recorrência de peso aos 2 anos, sofreram influência da dieta, em ambos os grupos. Houve maior percentual de perda de peso pós o bypass gástrico, após 1 e 2 anos de cirurgia e maior recorrência de peso após a gastrectomia vertical, sem interferir no sucesso cirúrgico da técnica.
Conclusões: O bypass gástrico, demonstrou maior eficácia na perda ponderal, aos 12 e 24 meses. Houve recorrência de peso aos 24 meses em ambas as técnicas, sobretudo na gastrectomia vertical, sem configurar insucesso cirúrgico.
Palavras-chave:
Cirurgia Bariátrica; Obesidade; Redução de Peso; Aumento de Peso
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