Este artigo discute os usos dos espaços sociais relativos aos territórios indígenas a partir dos conhecimentos ancestrais dos povos tradicionais, considerando as diversas atividades executadas pelas/os protagonistas, que compreendem não apenas o uso coletivo do território, mas também a sustentabilidade. Esta, por sua vez, amplia as concepções relativas às atividades desenvolvidas nas aldeias, as quais implicam a preservação e a restauração das terras de acordo com a ação realizada. Trabalha-se a concepção de ‘agricultura’, fugindo do foco eurocêntrico, pois a compreensão do espaço agrícola pelos indígenas é diferenciada e complexa, enquanto a nomenclatura classificatória do colonizador é ‘simplista’, ao abandonar e desprezar a riqueza das ações desenvolvidas pelos povos indígenas.
Palavras-chave
Territórios indígenas; Conhecimentos tradicionais; Sustentabilidade