Open-access Avaliação do desmatamento no Sul do Amazonas: O status de Boca do Acre na última década frente a inércia do poder público

Os debates envolvendo o combate, fiscalização e a mitigação dos danos causados pelo desmatamento na Amazônia ganharam uma maior visibilidade na atualidade. Nos anos de 2017 a 2021, com a mudança de políticas públicas ambientais, o desmatamento saltou de 6.947 km2 para 13.038 km2, contudo, estes dados, ao serem analisados de maneira mais prolongada, ou seja, nos últimos dez anos, percebe-se que a perda de cobertura vegetal na Amazônia brasileira tem aumentado de forma latente. No Sul do Amazonas, especialmente na região do Boca do Acre - AM, localidade deste estudo e município isolado da capital Manaus, é perceptível que a Floresta tem perdido espaço para áreas de pastagens, criação de cultivares e principalmente o desmatamento ilegal que ocorre em todo o território. Dados de satélites nacionais, como o Landsat TM-5, mostram um desflorestamento total nos últimos dez anos na região de investigação do estudo, o que demonstra a relevância de serem discutidos, através de estudos científicos, os impactos causados pelas ações antrópicas. O objetivo deste estudo foi avaliar o desmatamento na região de Boca do Acre através dos dados de Satélites demonstrando a perda de cobertura vegetal da região e relacionar tais ações com a falta de políticas públicas que possam frear os impactos causados pelas ações antrópicas na Amazônia, entre os anos de 2012 até 2022, Os dados foram obtidos com o auxílio do Programa PRODES do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE e o teste utilizado para avaliar o desmatamento no município de Boca do Acre foi o de (Pearson). Após análise, filtragem e comparação dos dados obtidos, pode ser concluído que a partir de 2016 inicia-se uma taxa crescente do desmatamento até 2022, com uma pequena oscilação em 2020 e 2022, entre todos os 10 anos, o ano de 2021 superou todos os demais anos, com uma taxa de desmatamento superior 200 km2, a soma total foi de 1.162 km2 desmatados entre 2012 e 2022, com média anual de anual de 117 km2.

Palavras-chave
Impacto ambiental; Desflorestamento; Imagens de satélite

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