O estudo do envelhecimento requer contato com a população idosa e, quando essas populações são submetidas a estudos com questionários, surgem problemas relacionados a esses instrumentos de medição. Neste artigo, com base nas atividades realizadas no âmbito do projeto-piloto Elder, apresentamos as particularidades de entrevistar pessoas entre os 65 e os 100 anos. O objetivo deste artigo é propor, com base na experiência do trabalho de campo, um conjunto de diretrizes para a realização de pesquisas com idosos. A análise desenvolvida evidencia as dificuldades de aplicação de um questionário em este grupo heterogéneo e caracterizado por específicas condições de saúde e grau de autonomia pessoal. Os resultados ajudam a adaptar a pesquisa para pessoas com dificuldades físicas sem diferenciá-las daquelas sem tais limitações que pertencem ao mesmo grupo. As recomendações fornecidas permitem coletar dados sociológicos de forma mais eficaz e eticamente mais adequada aos sujeitos do estudo.
Palavras-chave:
Envelhecimento; Metodologia; Pesqusia piloto; Trabalho de campo; Idosos a partir de 65 anos