Open-access Linguiça de panga (Pangasius hypophthalmus): análises físico-química, microbiológica e sensorial

Nos últimos anos, o peixe panga ganhou destaque no Brasil, despertando grande interesse no desenvolvimento de produtos à base de peixe. Dentre estes, a linguiça frescal se destaca como um dos produtos cárneos mais produzidos. Este trabalho teve como objetivo desenvolver e avaliar linguiças tipo frescal elaboradas a partir de filés de peixe panga. Foram desenvolvidas três formulações com diferentes concentrações de filé e gordura suína. Foram realizadas análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais nas amostras de linguiça. A composição centesimal apresentou diferenças significativas (P < 0,05) entre as três formulações para umidade, lipídios e proteína bruta. Todas as formulações apresentaram índice de aceitabilidade acima de 80%, com destaque para aparência e textura. A amostra com proporção filé:gordura suína de 65:25 foi a mais preferida pelos provadores. Todos os microrganismos investigados estavam ausentes ou apresentaram crescimento abaixo dos limites recomendados pela legislação brasileira vigente. Este estudo mostrou potencial favorável para utilização do peixe panga na elaboração de linguiças tipo frescal, destacando seu valor nutricional.

Palavras-chave:
processamento; teste de aceitação; microrganismos de alimentos.

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