Open-access Ambiente alimentar como fator agravante da insegurança alimentar entre estudantes de escolas públicas brasileiras

As medidas de restrição social da pandemia de Covid-19 impactaram o acesso das famílias aos alimentos. Este estudo tem como objetivo descrever a relação entre a percepção do acesso a frutas e verduras (FV) e alimentos ultraprocessados (AUP) vendidos na vizinhança dos alunos de escolas públicas municipais e a prevalência de insegurança alimentar durante a suspensão das aulas em dois municípios brasileiros. Um estudo transversal com uma amostra representativa foi realizado por meio de entrevistas telefônicas. A insegurança alimentar foi avaliada utilizando a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e o ambiente alimentar por meio de perguntas sobre a percepção do acesso a FV e AUP. Entre os 475 domicílios investigados, 69,7% estavam vivenciando insegurança alimentar. A maioria demonstrou uma percepção positiva em relação à facilidade de aquisição (64,0%), qualidade (67,6%) e variedade (57,9%) das FV vendidas na vizinhança. Em relação ao custo, 73,1% discordaram que as FV eram baratas, com essa prevalência sendo maior em domicílios com insegurança alimentar e renda mais baixa. Em contraste, a maioria concordou que é fácil comprar AUP (85,9%) e que esses estão disponíveis em grande variedade (78,9%).

Palavras-chave:
Insegurança alimentar; Covid-19; Acesso a alimentos saudáveis; Meio ambiente e Saúde Pública

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