Este estudo teve como objetivo estimar a associação entre o deslocamento por diferentes meios de transporte e a depressão autorreferida entre adultos e idosos em três cidades brasileiras. Trata-se de um estudo observacional com desenho transversal utilizando dados da pesquisa domiciliar do Projeto Mobilidade Urbana Saudável (MUS) (2017-2018). A variável dependente foi a depressão autorreferida, e as variáveis independentes estavam relacionadas aos diferentes meios de transporte utilizados. No total, 3.296 indivíduos participaram do estudo, sendo 1.107 em Brasília, 1.084 em Florianópolis e 1.105 em Porto Alegre. O uso de bicicleta foi um fator protetor contra a depressão em Porto Alegre. Por outro lado, o uso do metrô/trem aumentou as chances de depressão em Brasília. Aqueles que utilizaram simultaneamente ônibus/van e metrô/trem, e carro/táxi e metrô/trem, foram mais propensos a relatar depressão em Brasília. Em conclusão, este estudo encontrou uma associação entre os meios de transporte e a depressão autorreferida. O uso da bicicleta em Porto Alegre atuou como um fator protetor, enquanto o transporte não ativo aumentou a probabilidade de depressão em Brasília. Esses resultados destacam a necessidade de promover o deslocamento ativo como uma estratégia de saúde pública.
Palavras-chave:
Mobilidade Ativa; Meios de Transporte; Depressão; Deslocamento; Saúde Mental