Open-access Intensidade dos sintomas e uso da Medicina Integrativa e Complementar para tratamento da depressão no Brasil: estudo de base populacional

Muitos pacientes deprimidos optam pelas Práticas Integrativas Complementares (PICS). Nosso objetivo é avaliar se há associação entre a gravidade dos sintomas depressivos e uso de PICS. Estudo transversal utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNS, 2019), estudo de base populacional. Uma amostra de 4.792 participantes (15-107 anos) relatando tratamento atual para depressão foi categorizada em 3 grupos: Grupo 1 (N=4.307, Sim para Psicoterapia/Medicação - Não para PICS); Grupo 2 (N=148, Sim para PICS - Não para Psicoterapia/Medicação) e Grupo 3 (N=337, Sim para Psicoterapia/Medicação - Sim para PICS). Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e ao Questionário de Saúde do Paciente-9. Utilizamos três categorias de depressão: sem depressão (pontuação ≤9), depressão leve (pontuação 10-14) e moderada/grave (≥15). A regressão logística multinomial estimou odds ratios brutas e ajustadas e intervalos de confiança de 95%. Entre os participantes que relataram usar pelo menos um tipo de PICS, 3,2% e 7,0% usaram PICS exclusivamente ou associado a tratamentos convencionais, respectivamente. Quanto maior a intensidade dos sintomas depressivos, menor a chance de usar PICS exclusivamente. No Brasil somente apenas uma minoria de pessoas deprimidas usa PICS exclusivamente.

Palavras-chave:
Medicina integrativa; Medicina complementar; Depressão; Terapêutica; Estudo transversal

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