As relações entre construções alternantes são tratadas com muita cautela por pesquisadores ligados às variadas linhas da Gramática de Construções. Neste artigo, investigamos a não sinonímia entre três esquemas sintáticos de uma subfamília de construções de foco do português brasileiro: a Clivada Canônica (SER X QUE Y), a SerQue (X ÉQUE Y) e a QUE (X QUE Y). Adotando como referência autores como Langacker (1987, 2000), Barlow e Kemmer (2000), Lambrecht (1994, 2001), Bybee (2006, 2010), Hilpert (2014), Diessel (2015, 2019), dentre outros, analisamos como fatores linguísticos associados à estrutura da informação estão inter-relacionados com os padrões de alternância verificados no uso de tais construções, tomando por corpus para tanto uma amostra de fala carioca (Censo-1980 PEUL/UFRJ). Para testar o princípio investigado, as ocorrências do corpus foram processadas estatisticamente num modelo de regressão logística multinominal. Os resultados apontam quais fatores poderiam mais significativamente limitar a livre intercambialidade no uso das construções estudadas, bem como se haveria nessa subfamília construções semanticamente mais próximas.
Palavras-chave:
gramática de construções baseada no uso
;
construções de foco
;
variação
;
não sinonímia
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