A capacidade do cérebro adaptar-se em resposta a estímulos é denominada neuroplasticidade.
Objetivo: Este estudo investiga a neuroplasticidade em indivíduos autistas, focando em aspectos neurobiológicos, correlações clínicas e intervenções terapêuticas.
Métodos: Esta revisão sistemática, registrada no Prospective Register of Systematic Reviews — PROSPERO (ID: CRD42024522425) e orientada pelos critérios do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses — PRISMA (2020), pesquisou em bases de dados como Web of Science, Scopus, Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos/ Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (PubMed/Medline), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO) por artigos originais publicados em 2018–2023.
Resultados: Dos 2.316 estudos encontrados, 11 foram selecionados, envolvendo 1.943 indivíduos autistas, tanto crianças quanto adultos. A maioria dos estudos foi classificada como de alta/moderada qualidade usando as escalas de Newcastle-Ottawa e Jadad. Observações incluíram variações na expressão do gene SHANK2, menores concentrações de α-sinucleína, maiores de β-sinucleína em crianças com transtorno do espectro autista (TEA), correlações entre a expressão de NCAM1 e habilidades motoras, e maior concentração de fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) em comparação a crianças não autistas.
Conclusões: Alterações em SHANK2, α-sinucleína, β-sinucleína, NCAM1 e BDNF no TEA sugerem biomarcadores e alvos terapêuticos para intervenções mais eficazes, aprimorando o cuidado de indivíduos autistas.
Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista; Plasticidade Neuronal; Neurobiologia; Psiquiatria; Transtornos do Neurodesenvolvimento
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