A disartria é prevalente na doença de Parkinson (DP) e tem efeitos negativos na comunicação e interação social. Existe uma lacuna na compreensão sobre se as medidas de resultados relatados pelos pacientes podem identificar com eficácia os distúrbios da fala prematuramente.
Objetivo: Comparar a relação entre as medidas de resultados relatadas pelos pacientes e a medida de resultados objetivos de fala entre a doença de Parkinson de início precoce (EOPD) e tardio (LOPD).
Métodos: Foram incluídos 39 participantes com EOPD e 32 com LOPD. A autopercepção foi coletada por meio do questionário Radboud Oral Motor Inventory for Parkinson’s Disease. As amostras de fala coletadas envolveram diadococinesia (/pataka/) e monólogo. Foi realizada análise perceptiva auditiva por meio do grau de disartria e análise acústica da fala.
Resultados: Com relação à caracterização da fala não houve diferenças significativas no ROMP (p=0,462), grau de disartria (p=0,423) e variáveis acústicas. Na EOPD, a escala de autopercepção do ROMP foi condizente com o grau de disartria atribuido pelos profissionais por meio da análise perceptivo-auditiva. No entanto, no LOPD, houve discrepâncias quando os pacientes apresentavam grau severo de disartria. Além disso, ambos os grupos tiveram correlação positiva e significativa entre a duração da doença e o grau de disartria em relação à ROMP.
Conclusão: Os resultados entre o diagnóstico clínico de disartria e a autopercepção nos grupos de início precoce e tardio não mostraram diferenças significativas, demonstrando que a autopercepção pode ser uma ferramenta útil na identificação da disartria.
Palavras-chave:
Doença de Parkinson; Fala; Disartria; Distúrbios da Fala; Autoimagem
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