A demência por corpos de Lewy e a depressão são duas condições comuns em idosos e que podem partilhar semelhanças clínicas ou coexistir. Nosso objetivo é destacar os desafios diagnósticos e terapêuticos dessas duas patologias pelo caso da Sra. S., uma paciente de 67 anos de idade internada no Departamento de Psiquiatria por agitação e insônia. Inicialmente, ela apresentou sintomas de depressão seguidos de agitação severa. Na entrevista de admissão hospitalar, observamos uma paciente ansiosa com bradifemia, focada principalmente em alucinações visuais bem detalhadas relacionadas à morte. Após o exame neurológico, a Síndrome Parkinsoniana foi identificada. A paciente foi tratada com quetiapina 200 mg/dia e sertralina 50 mg/dia, levando a uma melhora acentuada dos sintomas depressivos e Parkinsonianos. Em última análise, o diagnóstico foi de transtorno depressivo maior com caraterísticas psicóticas e melancólicas como parte de um transtorno bipolar tipo II. Nas manifestações neuropsiquiátricas da demência por corpos de Lewy, as avaliações cognitivas e neurológicas sempre devem ser consideradas. Em alguns casos, a evolução clínica continua a ser o único meio de distinguir entre depressão e demência por corpos de Lewy.
Palavras-chave:
Demência; Corpos de Lewy; Depressão; Cognição; Idoso