Mais de dois mil objetos transnacionais estão hoje no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, e no Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz. Sua história está relacionada com o nacionalismo, o colonialismo e o desenvolvimento da arqueologia pré-histórica no final do século XIX e início do século XX. Cruzando múltiplas fontes e publicações de época, o artigo aborda o itinerário dessas coleções decorrentes, principalmente, das campanhas militares de ocupação de territórios africanos e das redes de poder que transportaram até Portugal múltiplos artefactos. As narrativas, descrições e categorizações eurocêntricas que perduram desde essa época mostram como a pesquisa de proveniência é fundamental para documentar e confrontar os legados coloniais dos museus.
Palavras-chave
Museu Nacional de Arqueologia; Museu Municipal Santos Rocha; História de coleções; História colonial; Pesquisa de proveniência
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*A coluna “colonial” corresponde a objetos sem proveniência precisa ou registada como proveniente do império colonial português.






