Open-access Caminhar juntos como Igreja “em saída”

Walking Together as a Church to “Goes Forth”

RESUMO

O artigo apresenta a importância do legado do Papa Francisco, propondo a contribuição ampla para a teologia “em saída”. O objetivo do artigo é compreender a sinodalidade presente na eclesiologia “em saída”, e a sua necessidade de sair em direção as periferias reais e existenciais. O Papa Leão XIV prossegue e continua esse legado, possibilitando novos caminhos eclesiais. O modo de proceder da Igreja “em saída” acontece a luz da sinodalidade, da proximidade, da amizade com a criação, da misericórdia e da pobreza. A Igreja “em saída” considera o mundo como seu campo de missão, e atuando como um hospital de campanha. Por isso, se faz necessário fundamentar e avançar o legado teológico, pastoral, missionário e principalmente testemunhal do Papa Francisco. A Igreja do futuro prossegue caminhando com a lógica missionária, conciliar, da ecologia integral e do cuidado com os pobres.

PALAVRAS-CHAVE
Papa Francisco; Igreja “em saída”; Eclesiologia; Sinodal

ABSTRACT

The article presents the importance of Pope Francis’ legacy, proposing a broad contribution to “goes forth” theology. The aim of the article is to understand the synodality present in “goes forth” ecclesiology and its need to go out towards the real and existential peripheries. Pope Leo XIV continues this legacy, opening up new horizons and ecclesial paths. The way of proceeding of the Church which “goes forth” takes place in the light of synodality, closeness, friendship with creation, mercy, and poverty. The Church wich “goes forth” considers the world as its mission field and acts as a field hospital. Therefore, it is necessary to ground and advance the theological, pastoral, missionary, and especially testimonial legacy of Pope Francis. The Church of the future continues to move forward with a missionary, conciliar logic, integral ecology, and care for the poor.

KEYWORDS
Pope Francis; A Church which “goes forth”; Ecclesiology; Synodal

Introdução

A reflexão proposta está na compreensão e aprofundamento do legado do Papa Francisco, com a Igreja “em saída”. Procura-se compreender os seus processos iniciados e continuados pelo seu sucessor o Papa Leão XIV, fazendo a Igreja pronta para se abaixar, olhar, escutar e curar os feridos no caminho. O caminho sinodal é avançar em direção ao mundo machucado e adoecido pelos sistemas políticos, econômicos, sociais e religiosos.

As partes dessa reflexão teológica propõem o paradigma para a atuação missionária e pastoral da Igreja “em saída”. É necessário compreender as demandas presentes na mudança de época da sociedade. A atuação urgente do hospital de campanha evidencia a necessidade de processos a serem construídos e realizados em nossas comunidades. A preocupação não será a obsessão de procedimentos para a pastoral de manutenção e conservação (EG, n. 33), e sim à aplicação do Concílio, da sinodalidade e do cuidado misericordioso com os pobres e a criação.

Dessa maneira, a teologia e a pastoral podem colaborar para colocar a Igreja “em saída”, como o Papa Francisco nos testemunhou e convidou. Será caminhando a possibilidade da Igreja se renovar e sair para misericordear, diante aos sinais dos tempos. Por isso, caminhar juntos com a luz do Evangelho, pela força do Espírito e na comunidade deverá ser o futuro credível da Igreja.

1 Caminhar juntos na primavera eclesial da Igreja “em saída”

O legado do Papa Francisco foi de iniciar processos primaveris na Igreja, a luz das sementes do aggiornamento do Concílio Vaticano II. Esse processo teológico iniciado com o anúncio do seu nome ministerial: Francisco. O santo de Assis como um renovador eclesial de seu tempo provocou Mário Jorge Bergoglio a prosseguir a renovação eclesial, em vigor do Concílio Vaticano II. O prosseguimento conciliar com suas propostas avançadas e outras retrocedidas tiveram uma nova primavera: A Igreja “em saída”. A sua eclesiologia possui as bases fortes presente nas constituições conciliares, nas características do santo de Assis e principalmente na sinodalidade.

O Concílio Vaticano II propôs abrir as portas da Igreja para estar inserida, acolher e dialogar com a humanidade. Esse horizonte traz consigo propostas eclesiológicas e pastorais, como aconteceu nas suas décadas posteriores. Com o percurso eclesial e conciliar vimos e caminhamos nos últimos 13 anos como Igreja “em saída”. O Papa Francisco caminhou com fidelidade e afirmou a dinâmica irreversível do Concílio Vaticano II, conforme lemos no seu magistério, nos seus gestos pastorais e nas suas locuções. E apontou em entrevista para a necessidade desse caminho através da sinodalidade:

viver melhor o processo sinodal, que “se faz sobretudo de escuta, envolvimento, capacidade de dar lugar ao sopro do Espírito, deixando-lhe a possibilidade de nos guiar.” Francisco voltou a destacar esses aspectos do Concílio em uma entrevista publicada em que o Papa afirma “que o último Concílio Ecumênico ainda não foi totalmente compreendido, vivido e aplicado. Estamos a caminho, e uma etapa fundamental deste caminho é a que vivemos com o Sínodo e que nos pede para sair da lógica do ‘sempre se fez assim’, da aplicação dos mesmos velhos esquemas, do reducionismo que acaba querendo sempre enquadrar tudo no que já é conhecido e praticado.” Ou seja, as mudanças ocorridas passo a passo na vida da Igreja desde o evento conciliar, ajudam a viver melhor o processo sinodal, que “se faz sobretudo de escuta, envolvimento, capacidade de dar lugar ao sopro do Espírito, deixando-lhe a possibilidade de nos guiar” (Francisco, 2023).

O Papa Francisco assume no seu pontificado um novo eclesial para o mundo, proporcionando “o rosto de uma Igreja mais global, que, ao mesmo tempo, esteja mais engajada na situação do tempo presente” (Faggioli, 2013, p. 86). Pensar uma eclesiologia “em saída” se faz junto com as pessoas e as suas demandas, pois o caminho é dialogar “no” e “com” os sinais dos tempos. Após 50 anos do Concílio Vaticano II vivemos um tempo privilegiado de iniciativas, protagonizando novos processos. Assim, a Igreja “em saída” é uma resposta teológica para a missão e pastoral:

A Igreja “em saída” é a comunidade de discípulos missionários que ‘primeireiam’, que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam. Primeireiam – desculpai o neologismo –, tomam a iniciativa! A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (cf. 1 Jo 4, 10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. Vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva (EG, n. 24).

O primeiro Papa a não participar do Concílio Vaticano II, e sim exercer o seu ministério ordenado à luz dele, convidou sinodalmente a Igreja a primeirear uma primavera eclesial. O termo Igreja “em saída” trouxe a reflexão madura e atual do aggiornamento proposto pelo Papa João XXIII1, expressando a necessidade de abertura as provocações do Espírito Santo frente aos sinais dos tempos. A ecclesia semper reformanda faz a Igreja aberta para se renovar num processo contínuo na história, permanecendo fiel ao Evangelho, mesmo com as suas mudanças necessárias (Miranda, 2017, p. 114.).

As exortações e encíclicas do Papa Francisco possibilitaram a abertura de processos e diálogos ad intra e ad extra, como caminho para a leitura dos sinais dos tempos e sua prática pastoral:

A ação pastoral deve mostrar ainda melhor que a relação com o nosso Pai exige e incentiva uma comunhão que cura, promove e fortalece os vínculos interpessoais. Enquanto no mundo, especialmente em alguns países, se reacendem várias formas de guerras e conflitos, nós, cristãos, insistimos na proposta de reconhecer o outro, de curar as feridas, de construir pontes, de estreitar laços e de nos ajudarmos “a carregar as cargas uns dos outros”

(Gal 6, 2) (EG, n. 67).

O legado do Papa Francisco está além da sucessão histórica dos pontificados, e sim na sintonia e práxis do espírito conciliar. A eclesiologia, colegialidade e pastoralidade com a inserção plena da sinodalidade. A convocação dos sínodos e sua abertura do episcopal para a participação de batizados, religiosos (as) e padres trouxe o caráter sinodal da Igreja “em saída”, valorizando o povo de Deus e o seu sensus fidei. As convicções eclesiais do Papa Francisco constituem para os teólogos (as) a oportunidade de avançar com opções maduras, que colaborarão para prosseguir os passos do Concílio Vaticano II com a Igreja “em saída”. A Igreja se torna samaritana (EG, n. 120), fazendo a sua pastoral de hospital de campanha junto aos caídos nas periferias reais e existenciais: “vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem colesterol ou o açúcar alto. Devem curar-se as suas feridas. Depois podemos falar do resto. Curar feridas, curar feridas... E é necessário começar de baixo” (Spadaro, 2013, p. 19).

O caminho sinodal da Igreja “em saída” encontra os seus obstáculos com as estruturas cristalizadas pelo clericalismo2, retardando a práxis da sinodalidade nas bases. Os avanços e limites do pontificado do Papa Francisco criarão as aberturas ao Espírito Santo, para prosseguir os processos renovadores com a postura de serviço ao mundo. A Igreja “em saída” é fruto das sementes do Concílio Vaticano II, que prossegue o processo eclesial em nossa época de mudanças. Assim, como o Papa João XXIII não poderia prever os frutos das sementes do Concílio, também o Papa Francisco não pode prever os frutos da Igreja “em saída”. O Papa Francisco reunido com o episcopado presente na jornada mundial da juventude, evidenciou o perigo do clericalismo para a caminhada sinodal da Igreja:

Trata-se de uma cumplicidade pecadora: o pároco clericaliza, e o leigo lhe pede por favor que o clericalize, porque no fundo, lhe resulta mais cômodo. O fenômeno do clericalismo explica, em grande parte, a falta de maturidade e de libertação cristã em parte do laicato da América Latina

(Francisco, 2013, p. 75).

Pensar a Igreja “em saída” é prosseguir na história o caminho teológico e pastoral, da Igreja povo de Deus. A sua base é popular, recuperando os lócus central da eclesiologia conciliar (LG, n. 9). O primeiro Papa latino-americano abriu novos horizontes para o serviço petrino, tratando-se da legitimidade da fé a partir de baixo e não da hierarquia eclesiástica. Em síntese, a fórmula teológica para a Igreja “em saída” está em construir a missão com o sensus fidei do povo fiel:

Quando eu estudava Teologia, quando como vós, repensava o Dezinger e os tratados para preparar a minha tese, impressionou-me muitíssimo uma fórmula da tradição cristã: o povo fiel é infalível in credendo, ao crer. Daqui tirei minha fórmula pessoal, que poderá não ser muito precisa, mas me ajudará muito: quando queres saber o que crê a Mãe Igreja, dirige-te ao magistério, pois ele tem o encargo de ensiná-lo. De maneira infalível; mas quando queres saber como crê a Igreja, dirigi-te ao povo fiel. O magistério ensinar-te-á quem é Maria, mas nosso povo fiel ensinar-te-á como se ama Maria

(Borghesi, 2012, p. 71).

O caminho sinodal se torna o seu grande legado, para prosseguir as aberturas feitas durante o seu pontificado. O povo de Deus com toda a sua pluralidade é o sujeito eclesial dos processos teológicos e comunitários (LG, n. 9). É mais importante “iniciar processos do que possuir espaços” (EG, n. 223), pois a transformação institucional e social não acontece com as decisões verticais e burocráticas, e sim pelo caminhar constante do povo de Deus na história. A dinâmica desse caminho se faz em direção às realidades de fronteiras humanas, urbanas, existenciais, periféricas, políticas, econômicas, ecológicas e missionárias, constituindo o “caminhar e o semear sempre novo, sempre mais além” (EG, n. 21). O paradigma da Igreja “em saída” não se ordena pelo clericalismo e sim pela força sinodal, nascente na pia batismal.

A Igreja “em saída” se torna sinodal, abandonando a forma piramidal para inclusão de todos os serviços do povo de Deus. A constituição ministerial seja ordenada, instituída ou carismática possibilitará a credibilidade do seu testemunho e atuação consensual. Esse processo é lento, pois é artesanalmente tecido pela conversão pessoal, comunitária, missionária e institucional.

2 Caminhar teológico pastoral da Igreja “em saída”

A proposta da Igreja “em saída” está em ajudar o processo eclesial de sair de si mesmo, em direção às questões emergentes dos sinais dos tempos. Significa uma teologia concreta com a pastoral hodierna, ou seja, não é um slogan ou tema para um período de reflexão. E sim, o início provocador desinstalando os teólogos dos gabinetes, os clérigos da sacristia e o laicato da autorreferencialidade paroquial. A instituição eclesial foi provocada pelo Papa Francisco a pôr e a incluir todas as formas de vida batismal nas instâncias ministeriais e de decisões.

A teologia e a pastoral da Igreja “em saída” acontecem em tecer os vínculos criados entre o saber e a realidade popular. Esse processo iniciado aproxima a Igreja no cotidiano das pessoas, impulsionando o diálogo com as demandas urgentes da humanidade. Torna-se a possibilidade de prosseguir a caminhada do povo Deus, contudo, amadurecida e atenta aos sinais dos tempos desta época de mudanças rápidas (LS, n. 18):

Ao caminhar através da história, o povo de Deus muda necessariamente a sua organização para viver o testemunho transformador do Evangelho. A questão das mudanças não anula o ser comunidade a partir da Trindade, pois há necessidade de se alimentar do Evangelho para atravessar nuances da história [...] andando e servindo os pobres, com as deformações e desumanizações que os descartam hoje

(Bordignon, 2024, p. 42).

O sensus fidei para a Igreja “em saída” possibilita construir a corresponsabilidade na pastoral missionária. A comunhão entre os batizados é exercida pela vida comunitária, pois o sacerdócio comum acontece a partir dessa communio fidelium. Por isso, o sacerdócio comum seguirá o exemplo deixado pelo mestre, de se abaixar com a jarra e a bacia para o lava-pés (Jo 13,4-17). A eclesiologia “em saída” provoca a comunidade pelo sensus fidei com a força do Espírito Santo agir in credendo. A abertura da comunidade a força transformadora do Evangelho a faz sair da sua passividade para a ação pastoral de se abaixar a todos e realizar o serviço da práxis do amor (Jo 13,35). Os dons e os carismas do Espírito nos surpreendem e nos direcionam às respostas necessárias para o exercício do lava-pés. Assim, a pneumatologia da Igreja “em saída” é nos permitir a sermos surpreendidos pelo Espírito Santo na nossa missão, evitando os esquemas enfadonhos e burocráticos.

Essa é uma valiosa contribuição eclesiológica e pneumatológica do legado do Papa Francisco, possibilitando a clareza dos processos para a comunhão eclesial. Caminhar juntos exige a compreensão teológica pastoral do consenso construído comunitariamente, indo ao encontro das demandas com o iluminar do Espírito Santo. Garantir a participação plena dos fiéis nos seus diversos ministérios, serviços e estilos de vida. Na vida pastoral e missionária o lugar teológico está nas realidades, culturas e experiências humanas.

O caminho sinodal prosseguirá com novas ousadias teológicas pastorais, que se fazem urgentes e necessárias. A Igreja “em saída” sempre encontrará oposições e contrariedades dos setores reacionários, tanto da sociedade como da própria Igreja. Esses são limites encontrados durante o pontificado do Papa Francisco, contudo, é necessário caminhar em meio aos processos com paciência e ousadia apostólica (EG, n. 171). O legado do Papa Francisco enfatiza continuar com a consciência de iniciativas descentralizadas. As suas viagens apostólicas as periferias do mundo trazem a pauta questões pastorais emergentes, demonstrando a necessidade de relações horizontais e não verticais:

a posição do discípulo missionário não é uma posição de centro, mas de periferias... incluindo as da eternidade no encontro com Jesus Cristo. No anúncio evangélico, falar de “periferias existenciais” descentraliza e, habitualmente, temos medo de sair do centro. O discípulo-missionário é um “descentrado”: o centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais

(Francisco, 2013, p. 71).

O Sínodo da Amazônia abriu propostas pastorais e eclesiais muito contundentes, permitindo a teologia e as Igrejas particulares prosseguirem o seu amadurecimento:

a grande novidade desta conferência, poderíamos dizer é que não é mais uma conferência episcopal e sim uma conferência eclesial. Segundo o cardeal Hummes, essa foi uma orientação do Papa Francisco. Ele tem pedido propostas ousadas, corajosas, na construção dos novos caminhos da Igreja. O fato de ser uma conferência eclesial pode ser entendida como um desejo do papa de apostar nessas propostas mais ousadas na concretização daquilo que foi refletido ao longo do processo sinodal? Esta conferência, não episcopal, mas eclesial, ela vem exatamente atender novos caminhos para a Igreja

(Modino, 2020).

O povo de Deus poderá caminhar sinodalmente, prosseguindo a renovação do Concílio Vaticano II e a sua recepção na América Latina. As estruturas eclesiásticas se renovarão com as novas realidades missionárias, exigindo renovar a própria mentalidade. Assim, é necessário deixar o narcisismo eclesiológico, saindo em direção às realidades missionárias. Esse é o critério seguro da superação da autorreferencialidade mundana. Primeirear através da sinodalidade se constrói uma teologia sólida para a prática pastoral, possibilitando sair do cômodo critério pastoral do “fez-se sempre assim” (EG, n. 33). Por isso, ficar fechado em si mesmo e nas sacristias faz a Igreja se adoentar, enquanto, se arriscar faz a Igreja viva e presente no mundo (EG, n. 49). As perguntas de como anunciar o Evangelho e vivê-lo no mundo de hoje, provocam o pensar dos teólogos e teólogas.

O discernimento se torna uma palavra norteadora para o estilo teológico e pastoral, deixado pelo Papa Francisco. Trata-se do compromisso encarnado com o Evangelho e abertura ao Espírito Santo, para os avanços necessários. Os quatro princípios bergoglianos permitem iniciar os processos, para se avançar com uma pastoral decididamente missionária. Esses princípios são “o tempo é superior ao espaço” (EG, n. 222), “a unidade prevalece ao conflito” (EG, n. 228), “a realidade é superior à ideia” (EG, n. 231) e “o todo é superior à parte” (EG, n. 237). O teólogo Romano Guardini3 possibilitou ao Papa Francisco desenvolver esses quatro princípios, ampliando as aberturas de caminhos frente as tensões bipolares existentes (Galli, 218, p. 65).

As oposições presentes no mundo e na Igreja poderão ser superadas com a busca do caminho sinodal, que se constrói no tempo com unidade, realidade e a participação de todos. A realidade poliédrica4 ajudará a construir pontes de diálogo, derrubando os muros de defesas ideológicas. Esses procedimentos geradores de diálogo possibilitam projetos comuns, alargando a reflexão necessária. Assim, se fará possível com o tempo reordenar os espaços e unir as pessoas através da fraternidade humana. A condição primordial será a superação da “síndrome de Pilatos”, não preconizando a indiferença e a inimizade do indiferente. Os “ismos” causadores das indiferenças, deformidades e conflitos impedem vislumbrar a convivência, consensos e ações conjuntas.

O Papa Francisco propôs sair da disputa estéril do poder para o caminho sinodal, construindo-se ao se abaixar nas encruzilhadas à luz do lava-pés (EG, n. 24). Caminhar juntos e lavar os pés acontece em meio a processos capazes de interpelar os acontecimentos, buscando soluções oportunas e sólidas. A proposta é de uma Igreja em constante saída no meio de tantos dilemas e desafios, por meio do diálogo maduro e de esperança.

3 Caminhar juntos por uma Igreja pobre e dos pobres

Os pobres são intrínsecos na história do cristianismo, desde a opção divina da kenosis (Fl 2,7-11), com os Santos Padres, os Santos, a Doutrina Social da Igreja, o pontificado de Francisco e de Leão XIV. Nesse caminho histórico observamos a opção pelos pobres assumida pela Igreja na América Latina com a Teologia da Libertação, e a sua influência nos dois últimos pontificados. O Papa Francisco trouxe com o seu nome, sobriedade, estilo e inclusão os pobres para a vida eclesial. O Papa Leão prossegue essa proposta, e contribui para o magistério com a exortação Apostólica Dilexi Te.

O Papa Francisco ao assumir a pobreza no seu pontificado e incluir os pobres, como sujeitos eclesiais e sociais, abriu caminhos frente uma economia que descarta e mata os pobres. A sua opção assumida, da Igreja se fazer pobre está em aderir a um estilo de sobriedade, possibilitando compreender a causa da pobreza. Tratando-se de sublinhar caminhos urgentes de missão eclesial, diferentemente, do caráter social ou assistencialista. Significa prosseguir o caminho kenótico da encarnação, saindo de si mesmo para estar próximo e no meio dos pobres. Esse modelo implica a Igreja assumir-se pobre e com os pobres. Trazer a vida plena a todos (Jo 10,10) é um compromisso livre, para a força transformadora no mundo marcado pela injustiça social.

O profetismo se faz necessário como denúncia, anúncio, serviço e entrega. A constatação da pobreza trouxe uma pauta no caminho eclesial, evidenciando vítimas da migração, do tráfico, do desemprego, do sem teto, do sem-terra, da enfermidade, da dependência tóxica, da escravização, do descarte, como é o caso da população de rua e da falta de cuidado com a Casa Comum. A Igreja é chamada a assumir sua vocação de pobreza e com os pobres possibilita a resposta de novos caminhos, frente à mentalidade do imediatismo do dinheiro e riqueza para poucos (DA, n. 402). Assim, o profetismo “em saída” ressalta que Deus veio às periferias da humanidade, apontando o caminho.

Jesus colocou no seu caminho essa opção (Lc 4,16-21) do Deus que Se fez pobre (2Cor 8,9). Por isso, a Igreja “em saída” proposta pelo testemunho evangélico e eclesial do Papa Francisco provoca a fidelidade do ensinamento teológico. A adesão eclesial manifesta uma total prática de fé, pastoral e missionária vital para se construir um mundo melhor. Trata-se da conversão da Igreja, retornando e conjugando nas suas bases a busca de um novo modelo. Os gestos e as palavras do Papa Francisco, para uma Igreja pobre e com os pobres, tornaram-se claros no seu diálogo global.

As reações polarizadas na política, na economia e na Igreja trouxeram suas aversões e adesões. Contudo, trata-se de procurar a conversão de mentalidade à luz da Escritura (DT, n. 16-34), da Tradição (DT, n. 37-58) e do Magistério (DT, n. 82-92). A exortação Dilexi Te do Papa Leão XIV apresenta de forma clara e teológica o seu prosseguimento no pontificado, iniciada pelo seu antecessor (DT, n. 2). Caminhar juntos como Igreja traz a fidelidade do cuidado com os pobres (Mt 25,31-46), como cristãos católicos. A Exortação Apostólica Dilexi Te evidencia a proposta teológica e eclesial da sinodalidade:

Por esta razão, em continuidade com a Encíclica Dilexit nos, o Papa Francisco, nos últimos meses da sua vida, estava a preparar uma Exortação Apostólica sobre o cuidado da Igreja pelos pobres e com os pobres, intitulada Dilexi te, imaginando Cristo a dirigir-se a cada um deles dizendo: Tens pouca força, pouco poder, mas "Eu te amei" (Ap 3,9). Ao receber como herança este projeto, sinto-me feliz ao assumi-lo como meu – acrescentando algumas reflexões – e ao apresentá-lo no início do meu pontificado, partilhando o desejo do meu amado Predecessor de que todos os cristãos possam perceber a forte ligação existente entre o amor de Cristo e o seu chamamento a tornarmo-nos próximos dos pobres. Na verdade, também eu considero necessário insistir neste caminho de santificação, porque no "apelo a reconhecê-Lo nos pobres e atribulados, revela-se o próprio coração de Cristo, os seus sentimentos e as suas opções mais profundas, com os quais se procura configurar todo o santo" (DT, n. 3).

Transformar a Igreja “em saída” missionária exige o compromisso com os pobres, denunciando a sociedade que os descarta com a globalização da indiferença. O despojar da ostentação é o testemunho deixado pelo Papa Francisco, significando prosseguir a eclesiologia deixada pelo Mestre (Jo 15). É a proposta da opção de construirmos um caminho com os pobres, transformando as estruturas de poder, de saber, e de fé. Essa experiência e práxis do Papa Francisco desafia às relações de inclusão social (EG, n. 85), uma economia que mata (EG, n. 53) e às estruturas sociais injustas (EG, n. 59).

A Jornada Mundial dos Pobres propõe despertar a Igreja nesse caminho de encarnar o Evangelho para novas relações. Superar a necessidade assistencialista acontecerá no combate e resistência das estruturas geradoras da pobreza e da miséria. O primeiro passo está na maneira evangélica do agir cristão, através “do olhar, do amar e do conviver”5 com os pobres. Essa máxima conduz as atitudes da teologia da Igreja “em saída”, pois pauta na ação pastoral os sentimentos de Cristo (Fl 2,5). Ao sair, humilhar-se e tocar a carne sofredora de Cristo nos pobres e nos sofredores:

A Igreja precisa sair de Jerusalém (poder) e voltar à Galileia (serviço), ao encontro com Cristo peregrino, no encontro de seu Reino, na mesa comum e no pão repartido, na causa da vida e na causa dos pobres, que é amor, justiça e paz. Ele nos precede na Galileia, lá nós o veremos

(Kuzma, 2016, p. 860).

O aumento da pobreza e da miséria prolifera com o livre mercado em escala mundial. Por isso, somos convidados a olhar o mundo do periférico, significando ver o mundo como os pobres veem. Essa opção é diferente das ideologias políticas ou das ONGs, fazendo-nos reconhecer o pobre como nosso irmão (Zepeda, 2016, p. 260). A missão de uma Igreja pobre e com os pobres se faz como Cristo fez a obra da redenção, na pobreza e na perseguição. A Igreja é chamada a se despojar (Fl 2,6-7) e se fazer pobre (2Cor 8,9) para prosseguir a sua missão, abraçando a imagem do seu fundador pobre e sofredor.

A cultura do bem-estar promovida pelo espetáculo do consumismo neoliberal gera aporofobia e descartados. Contudo, o Papa Francisco apontou para a capacidade de ver, se envolver e de chorar com as pessoas feridas pela injustiça social. Assim, o anestesiamento político, econômico, social, cultural e religioso deve ser superado pela cultura dos valores da fraternidade e da solidariedade. A destruição da Casa Comum afeta diretamente os pobres nas questões vitais básicas: água, alimento, trabalho e moradia, pois a crise humana e as mudanças climáticas agridem os mais pobres no seu desenvolvimento integral (LS, n. 48).

O processo de diálogo é importante nas relações humanas, como o Papa Francisco evidenciou na Laudato Si’ e na Fratelli Tutti. Esse processo cotidiano possibilita construir relações de fraternidade e amizade social do micro para o macro (FT, n. 4). É semear um futuro, sendo artesanal. O perigo é fazer do diálogo um experimento de laboratório com assinaturas de acordos, pois tanto os pobres, quanto a Casa Comum prosseguirão com sofrimento. A importância do diálogo, para criar e iniciar processos, faz-se uma marca dentro do pontificado do Papa Francisco, possibilitando paradigmas comunitários capazes de superar as ameaças da pobreza.

4 Caminhar juntos misericordiando

O testemunho alegre de quem encontrou a misericórdia do Senhor contagia aqueles que estão ao seu redor. O Papa Francisco nos ajudou a compreender que a missão não é proselitismo doutrinário, e sim atração com a cultura do encontro. O convite missionário para misericordiar é a oportunidade de compreender a necessidade de se encontrar com o Senhor.

Misericordiar significa no vocabulário da Igreja “em saída” o convite para escutar as pessoas feridas. O exercício de escutar as que se feriram, ferem e as feridas. Por isso, a atitude do legalismo e do fundamentalismo configuram os “fariseus modernos”. O misericordear realiza o processo do discipulado missionário de Jesus, possibilitando com pequenos passos acompanhar, discernir e integrar as pessoas com as suas fragilidades humanas (AL, n. 293-295). A integração eclesial acontece sem aplicação de normativas canônicas, e sim com o sentido do pleno encontro como a Trindade fez conosco. O caminho aberto pela aplicação da misericórdia na Igreja garante o processo de se inclinar e escutar a realidade difícil e desafiadora, dos que sofrem com julgamentos e preconceitos.

A originalidade desse processo da misericórdia com o Papa Francisco está em compreender que a misericórdia requer paciência e ousadia. A misericórdia não é uma ideologia ou cânon casuístico, e sim gerar a cultura do cuidado, do sanar, do entender e do estender a mão nos momentos mais complexos. Esse caminho nos faz livres e capazes de reconstruir as relações quebrantadas, contudo, isso não acontece por controle remoto. Se faz necessário sair dos gabinetes paroquiais e curiais em direção à fome, às injustiças e às formas de violência. A comoção nas entranhas realiza o abaixamento e o comprometimento com os espancados na beira do caminho (Lc 10,30).

A Igreja pode repensar a si mesma e seguir pacientemente seu caminho, ousando com a alegria que ninguém pode roubar (EG, n. 83, 109). O caminho de nunca excluir, julgar ou condenar, pois estará aberta a todos. Por isso, saímos para misericordear:

Corremos o perigo de nos fecharmos dentro de um redil, onde não haverá cheiro de ovelhas, mas de fedor de fechado! E os cristãos? Não devemos viver fechados, porque teremos em nós o mau cheiro dos lugares fechados. Nunca! Devemos sair, sem nos fecharmos em nós mesmos nas pequenas comunidades, na paróquia, considerando-nos “justos”. Isto acontece quando falta o impulso missionário que nos leva ao encontro dos outros. Na visão de Jesus, não existem ovelhas perdidas definitivamente, mas só ovelhas que devem ser encontradas. Devemos compreender bem isto: para Deus ninguém está definitivamente perdido. Nunca! Deus procura-nos até ao último instante (Francisco, 2016).

A Igreja “em saída” caminha e responde as urgências da mudança de época com misericórdia, compaixão e proximidade. Desinstalando-se de si mesma busca deixar a sua autorreferencialidade para se envolver com as questões humanas e ambientais, que urgem do profetismo misericordioso. Esse profetismo necessita fazer a Igreja capaz de “viscerar a misericórdia” (Francisco, 2016, p. 243), “comover-se (mover-se com) e compartilhar (partilhar com)” (Francisco, 2026, p. 244), iluminado o mundo, pois “Deus não se cansa de perdoar” (Francisco, 2016, p. 264). O ano da misericórdia (2016) abriu caminhos missionários, para ir ao encontro das fragilidades e dificuldades que engessam a fraternidade solidária.

O gesto de misericordear é uma teologia madura com uma experiência pastoral próxima da vida concreta das pessoas. Por isso, ela não possui roteiro e sim direção, que encontra a cada vez uma oportunidade de derramar o bálsamo da misericórdia. A Igreja “em saída” e pronta para misericordear busca renovar e transformar as estruturas rígidas e intransigentes da instituição. Dessa maneira, trata-se de propor uma instituição que é uma comunidade alegre e missionária, diferentemente, de se fazer opositora. Essa perspectiva foi a abertura do Papa Francisco, para a Igreja ao desinstalar-se de si mesma envolver-se, acompanhar, frutificar e celebrar sua proximidade com cada pessoa.

Caminhar misericordeando faz a Igreja ser credível e audaciosa em sua missão, fazendo-a arriscar a sua presença nas estradas do mundo. A sua coerência evangélica permite-a arriscar sem medo de acidentar-se, e ao mesmo tempo a faz sadia e não adoecida. Assim, “a Igreja sai para calejar (caminhar pelas estradas), no melhor sentido do termo, produzindo admirável intercâmbio: a comunidade pastoral sai, outras muitas entram” (Galli, 2018, p. 77). O legado pastoral do Papa Francisco fica evidente, a Igreja “em saída” é próxima, misericordiosa e com maternidade madura:

Quero lembrar que “pastoral” nada mais é que o exercício da maternidade da Igreja. Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão... Por isso, faz falta uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas maternas da misericórdia. Sem a misericórdia, poucas possibilidades temos hoje de inseri-nos em um mundo de “feridos”, que tem a necessidade de compreensão, de perdão e de amor

(Francisco, 2013, p. 54).

A tentação de fazer a Igreja uma instituição controladora a faz uma peça de museu, com atores travestidos de paramentação religiosa. Essa visão clericalista impede a proximidade e o diálogo, pois está maquiada com o mundanismo espiritual6:

Qual é o espírito do mundo? O que é esse mundanismo, capaz de odiar, de destruir Jesus e seus discípulos, aliás, de corrompê-los e de corromper a Igreja? O mundanismo é uma cultura, é uma cultura do efêmero, uma cultura do aparecer, da maquiagem, uma cultura "do hoje sim, amanhã não, amanhã sim e hoje não". Há valores superficiais. Uma cultura que não sabe o que é fidelidade, porque muda segundo as circunstâncias, negocia tudo. Essa é a cultura mundana, a cultura dos mundanismos

(Francisco, 2020).

Sair dos esquemas burocráticos ou tarefeiros para deixar-se surpreender com os caídos a beira do caminho. As consequências pastorais serão guiadas pela prudência e audácia (EG, n. 47), e não na falsa sensação de segurança das estruturas (EG, n. 49). A proposta não se limita em anunciar a misericórdia, e sim em estar com os que sofrem a pobreza (Mc 6,34), o luto (Jo 11,35-38), o abandono do descarte (Mc 1,41) e a enfermidade (Mt 14,14). A misericórdia nos move ao encontro das dores humanas causadas pelas injustiças sociais e religiosas, pois a Igreja se torna um hospital de campanha com o remédio da misericórdia para curar as feridas (Francisco, 2016, p. 12).

Conclusão

O caminho percorrido nesse artigo propôs a pensar a importância da prática da Igreja “em saída”, como legado do Papa Francisco. O processo contínuo de abertura ao Espírito Santo levará à renovação eclesial, fazendo a Igreja mais evangélica, próxima, credível, amiga da criação, misericordiosa e com cuidado aos pobres. Esse caminho feito junto fará os vínculos comunitários sólidos, para uma Igreja e sociedade mais unida e saudável.

As implicações teológicas junto à irreversível dinâmica do Concílio Vaticano II e à disposição da Igreja possibilitam novos processos, capazes de provocar a missão e renovação eclesial. A unidade e o diálogo proposto pelo Papa Leão XIV fomentarão o caminhar pastoral e missionário, iniciado pelo Papa Francisco. Trata-se do momento fecundo e da possibilidade de prosseguir caminhos renovadores tanto da Igreja como da sociedade.

Por isso, a visão teológica e pastoral deverá ser comprometida com as dores e alegrias presentes nas periferias reais e existenciais. Assim como o Cristo encarnado nos propõe a prática samaritana (Lc 10,25-37), para a construção da humanidade em paz, sadia e plena (Jo 10,10). Essas iniciativas poderão ser capazes de fazer a Igreja ser sinodal. O legado do Papa Francisco é o modo característico da Igreja estar “em saída”, frente aos desafios dos sinais dos tempos.

Siglas
  • AL  Exortação Apostólica Amoris Laetitia
  • DA  Documento de Aparecida
  • DT  Exortação Apostólica Dilexi Te
  • EG  Exortação Apostólica Evangelii Gaudium
  • FT  Carta Encíclica Fratelli Tutti
  • LG  Constituição Dogmática Lumen Gentium
  • LS  Carta Encíclica Laudato Si’
  • 1
    A palavra aggiornamento usada pelo Papa João XXIII trouxe o escopo do Concílio Vaticano II, significando a atualização e os critérios novos para a missão evangelizadora da Igreja (Almeida, 2015, p. 40).
  • 2
    Clericalismo é a ênfase, forma autoritária, imponente e soberba dos clérigos e líderes pastorais, buscando poder para si mesmo e favorecendo os interesses institucionais em detrimento da participação eclesial.
  • 3
    Romano Guardini (1885-1968) foi um teólogo ítalo germânico nos campos do diálogo entre teologia, literatura e a liturgia. A sua teoria da oposição polar influenciou a construção do pensamento do Papa Francisco.
  • 4
    O formato poliédrico possui diferenças plurais.
  • 5
    Máxima utilizada pelo Padre Júlio Lancelloti na Pastoral com o Povo da Rua, na Arquidiocese de São Paulo.
  • 6
    Trata-se da tentação de trazer as lógicas mundanas, efêmeras e distantes do Evangelho maquiadas como religiosas e cristãs (Lubac, 1965, p. 470).

Disponibilidade de dados

Os conteúdos subjacentes ao texto da pesquisa estão contidos no artigo.

Referências

  • ALMEIDA, J. A. Aggiornamento. In: PASSOS, J. D.; SANCHEZ, W. L. (Ed.). Dicionário do Concílio Vaticano II. São Paulo: Paulus, 2015. p. 8-11.
  • BÍBLIA de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2003.
  • BORDIGNON-MEIRA. A. L. Primeirear da Igreja “em saída” mediante a “Kenosis eclesial” de von Balthasar. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio; NUMA, 2024.
  • BORGHESI, M. O pensamento de Jorge Mário Bergoglio: os desafios da Igreja no mundo contemporâneo. São Paulo: Paulus, 2012.
  • CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO. Conclusões da V conferência geral do episcopado latino-americano em Aparecida. Discípulos e missionários na missão continental. São Paulo: Paulus, 2007.
  • CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium: sobre a Igreja no mundo de hoje. In: COSTA, L. (Org.). Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). São Paulo: Paulus, 2007. p. 538-661.
  • FAGGIOLI, M. Vaticano II: A luta pelo sentido. São Paulo: Paulinas, 2013.
  • FRANCISCO, papa. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. São Paulo: Paulus, 2013.
  • FRANCISCO, papa. Exortação Apostólica Amoris Laetitia: sobre o amor na família. São Paulo: Paulus, 2016.
  • FRANCISCO, papa. Pronunciamentos do papa Francisco no Brasil. São Paulo: Paulus, 2013.
  • FRANCISCO, papa. Carta encíclica Laudato Si’: sobre o cuidado com a Casa Comum. São Paulo: Paulus, 2015.
  • FRANCISCO, papa. Carta encíclica Fratelli Tutti: sobre a fraternidade e a amizade social. São Paulo: Paulus, 2020.
  • FRANCISCO, papa. Nei Tuoi Occhi è la mia Parola: Omilie e discorsi di Buenos Aires 1999-2013. Milano: Rizzoli, 2016.
  • FRANCISCO, papa. Misericórdia em palavras. Brasília: Edições CNBB, 2016.
  • FRANCISCO, papa. Em entrevista, o olhar de Francisco para o Concílio. Vatican News, 2023. Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-05/papa-francisco-entrevista-concilio-vaticano-ii-pe-gerson-schmidt.html Acesso em: 15 out. 2025.
    » https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-05/papa-francisco-entrevista-concilio-vaticano-ii-pe-gerson-schmidt.html
  • FRANCISCO, papa. Homilia na Casa Santa marta. Vatican News, 2020. Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2020-05/papa-francisco-missa-santa-marta-coronavirus-mundanismo-igreja.html Acesso em: 16 nov. 2025.
    » https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2020-05/papa-francisco-missa-santa-marta-coronavirus-mundanismo-igreja.html
  • FRANCISCO, papa. Catequese da misericórdia, a ovelha perdida. 2016. Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2016/documents/papa-francesco_20160504_udienza-generale.html Acesso em: 10 nov. 2025.
    » https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2016/documents/papa-francesco_20160504_udienza-generale.html
  • GALLI, C. M. Cristo, Maria, Igreja e os povos. Brasília: Edições CNBB, 2018.
  • KUZMA, C. Uma Igreja a partir do Pobre. Interpelações teológicas e pastorais. REB, v. 766, n. 304, p. 844-860, 2016.
  • LEÃO XIV, papa. Exortação Apostólica Dilexi Te: sobre o cuidado para com os pobres. São Paulo: Paulus, 2025.
  • LUBAC, H. Meditazione sulla Chiesa. Milano: Edizione Paoline, 1965.
  • MIRANDA, M. F. A re forma de Francisco: fundamentos teológicos. São Paulo: Paulinas, 2017.
  • MODINO, L. M. Na Conferência Eclesial da Amazônia, “o Espírito quis inovar e quis trazer um jeito sinodal de sermos Igreja”. Instituto Humanitas Unisinos, 8 jul. 2020. Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/600754-na-conferencia-eclesial-da-amazonia-o-espirito-santo-quis-inovar-e-quis-trazer-um-jeito-sinodal-de-sermos-igreja-entrevista-com-dom-neri-tondello Acesso em: 17 out. 2025.
    » https://www.ihu.unisinos.br/categorias/600754-na-conferencia-eclesial-da-amazonia-o-espirito-santo-quis-inovar-e-quis-trazer-um-jeito-sinodal-de-sermos-igreja-entrevista-com-dom-neri-tondello
  • SPADARO, A. Entrevista com o Papa Francisco. São Paulo: Paulus, 2013.
  • ZEPEDA, J. J. L. Eclesiologia latino-americana en el pensamento del Papa Francisco. Pistis & Praxis, v. 8, n. 3, p. 613-630, set/dez 2017. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/pistispraxis/article/view/1297 Acesso em: 18 nov. 2025.
    » https://periodicos.pucpr.br/pistispraxis/article/view/1297

Editado por

  • Editores:
    Franklin Alves Pereira e Márcia Eloi Rodrigues

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    05 Jun 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    03 Dez 2025
  • Aceito
    10 Abr 2026
location_on
Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) Avenida Doutor Cristiano Guimarães, 2127 - Bairro Planalto, Minas Gerais - Belo Horizonte, Cep: 31720-300, Tel: 55 (31) 3115.7000 - Belo Horizonte - MG - Brazil
E-mail: editor.pt@faje.asav.org.br
rss_feed Acompañe los números de esta revista en su lector de RSS
Ir para arriba Notificar error