Objetivo: avaliar a autopercepção de sinais e sintomas vocais em pessoas que relatam roncar, analisando como a intensidade e a frequência do ronco podem impactar a qualidade de vida relacionada à voz.
Métodos: os participantes completaram, remotamente, avaliações relacionadas à voz (Protocolo de Qualidade de Vida Relacionada à Voz e Escala de Sintomas Vocais), autopercepção do ronco (Questionário de Berlim, Escala de Ronco de Stanford) e apneia obstrutiva do sono (Questionário STOP-Bang). A análise dos dados envolveu a sua descrição, a regressão linear múltipla e avaliação das correlações (Pearson) entre variáveis. Adotado valor de p <0,05 como significante.
Resultados: participaram 178 indivíduos, divididos com base na presença ou ausência de ronco autorrelatado: grupo roncador (GR) e grupo não roncador (GNR), respectivamente. A análise de regressão múltipla indicou que grupo e sexo foram preditores significativos da pontuação na Escala de Sintomas Vocais. O GR apresentou uma pontuação significativamente mais alta na Escala de Sintomas Vocais, indicando uma autopercepção mais negativa dos sintomas vocais.
Conclusões: pessoas que relatam ronco também relataram mais sinais e sintomas vocais. A intensidade do ronco correlaciona-se positivamente com questões vocais, sugerindo que o ronco pode se relacionar com a saúde vocal.
Descritores:
Ronco; Voz; Autoteste