Open-access Diferenças na dor musculoesquelética crônica entre professores universitários brasileiros do sexo masculino e feminino

Objetivo:  Comparar aspectos sociodemográficos, clínicos, de dor, de trabalho e de autoeficácia entre professores universitários federais brasileiros do sexo masculino e feminino com dor musculoesquelética crônica.

Métodos:  Este estudo transversal incluiu 974 professores universitários com dor musculoesquelética crônica. Dados coletados: pesquisa online realizada entre janeiro e maio de 2023. Variáveis: características sociodemográficas e clínicas, intensidade da dor, autoeficácia no controle da dor crônica e perda de produtividade no trabalho. As análises estatísticas utilizaram testes t, testes de Mann-Whitney e modelos de regressão.

Resultados:  As mulheres relataram 27% mais áreas do corpo com dor e uma intensidade de dor 10% maior do que os homens. O uso contínuo de analgésicos foi 53% mais frequente entre as mulheres, que também realizaram 49% mais tratamentos de reabilitação. As mulheres obtiveram pontuações mais baixas em autoeficácia no controle da dor e apresentaram maior perda de produtividade. A região de dor mais comum entre as mulheres foi a região supraescapular, enquanto os homens relataram dor na região lombar. As mulheres usaram mais analgésicos e anticonvulsivantes, e os homens apresentaram taxas mais altas de sobrepeso e obesidade.

Conclusões:  As mulheres sofrem de dores musculoesqueléticas crônicas mais intensas e generalizadas, utilizam mais medicamentos e reabilitação, e apresentam menor autoeficácia e maior perda de produtividade em comparação aos homens.

DESCRITORES
Dor Crônica; Docentes; Caracteres Sexuais; Autoeficácia

location_on
Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 , 05403-000 São Paulo - SP/ Brasil, Tel./Fax: (55 11) 3061-7553, - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: reeusp@usp.br
rss_feed Stay informed of issues for this journal through your RSS reader
Go to top Report error