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Revista Katálysis, Volumen: 29, Publicado: 2026
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Revista Katálysis, Volumen: 29, Publicado: 2026
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Espaço tema livre Reprodução social da força de trabalho: uma chave para apreender a questão social Beltrão, Mariana Fernandes Alcoforado Rocha, Camila Carduz Resumen en Portugués: Resumo O artigo analisa a apreensão da questão social no Brasil, retomando criticamente os debates no Serviço Social e destacando a importância de uma análise fundamentada na unidade entre produção e reprodução da força de trabalho sob a particularidade dependente. Com base em uma abordagem crítico-marxista, a revisão de literatura examina contribuições sobre reprodução social da força de trabalho, superexploração, racialização e generificação, buscando identificar os mecanismos que conectam a extração de valor à reprodução desigual da força de trabalho em contextos periféricos, destacando a deterioração material e subjetiva da vida social, atravessada por determinações raciais, de gênero e territoriais. Conclui-se que a perspectiva da reprodução social da força de trabalho permite apreender a totalidade da dominação capitalista e avançar em direção a uma abordagem marxista feminista, antirracista e anti-imperialista para pensar a questão social.Resumen en Inglés: Abstract The article analyzes how the social question is apprehended in Brazil, critically revisiting debates within Social Work and highlighting the importance of an analysis grounded in the unity between the production and reproduction of labor power under conditions of dependent capitalism. Based on a critical Marxist approach, the literature review examines contributions on the social reproduction of labor power, superexploitation, racialization, and gendering, seeking to identify the mechanisms that link value extraction to the unequal reproduction of labor power in peripheral contexts. It emphasizes the material and subjective deterioration of social life shaped by racial, gendered, and territorial determinations. The article concludes that the perspective of the social reproduction of the labor power makes it possible to grasp the totality of capitalist domination and to advance toward a Marxist feminist, anti-racist, and anti-imperialist approach to understanding the social question. |
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Espaço tema livre O fetiche como mercadoria: eficácia e vampirismo na era do capitalismo cognitivo Souza, Antonio Reguete Monteiro de Resumen en Portugués: Resumo O presente artigo analisa o impacto das tecnologias digitais (TDs) nas relações de produção e reprodução da vida, na dimensão do capitalismo cognitivo, sob a perspectiva do materialismo histórico-dialético. Objetiva demonstrar como a apropriação capitalista transforma conhecimento, comunicação, afetos e emoções em recursos produtivos, intensificando a exploração. Utiliza-se de método exploratório, fundamentado em categorias marxianas como fetiche, subsunção real do trabalho e teoria do valor, aplicadas ao contexto das plataformas digitais e da inteligência artificial. Os resultados revelam que as TDs aprofundam o fetichismo, ao ocultarem o trabalho vivo sob a aparência de autonomia algorítmica, ao mesmo tempo em que convertem atividades cotidianas em fontes de valor não remunerado. Conclui que, embora as TDs potencializem a produtividade, sua lógica mercantilizada reforça a dominação, exigindo resistências que reivindiquem o comum digital como alternativa à apropriação privada.Resumen en Inglés: Abstract This article analyzes the impact of digital technologies (DTs) on the relations of production and the reproduction of life within the framework of cognitive capitalism, from the perspective of historical-dialectical materialism. It aims to demonstrate how capitalist appropriation transforms knowledge, communication, affections, and emotions into productive resources, thereby intensifying exploitation. The study employs an exploratory method based on Marxist categories such as fetishism, real subsumption of labor, and the labor theory of value, applied to the context of digital platforms and artificial intelligence. The results reveal that DTs deepen fetishism by concealing living labor beneath the appearance of algorithmic autonomy, while converting everyday activities into sources of unpaid value. It concludes that, although DTs enhance productivity, their commodified logic reinforces domination, demanding forms of resistance that reclaim the digital commons as an alternative to private appropriation. |
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Espaço temático especial: saúde mental, reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial Racismo, eugenia e higienismo: reflexões críticas a partir do documentário Holocausto Brasileiro Arnaud, Bianca Neves Resumen en Portugués: Resumo Este ensaio apresenta uma reflexão crítica sobre a relação entre racismo, eugenia e higienismo na formação social brasileira, à luz da teoria social crítica de Marx. Fundamenta-se em revisão de literatura, articulada a uma base metodológica documental, tomando o documentário Holocausto Brasileiro como mediação empírica. Os resultados da reflexão indicam como a articulação entre racismo, eugenia e higienismo conformou o aparato científico, institucional e estatal brasileiro ao longo do século XX, reatualizando-se sob novas formas no século XXI. Argumenta-se que as mais de 60 mil mortes ocorridas no Hospital Colônia de Barbacena não resultaram do acaso ou de negligências pontuais, mas expressam uma lógica social que naturaliza a violação de direitos humanos e a eliminação de sujeitos socialmente classificados como “indesejáveis”.Resumen en Inglés: Abstract This essay presents a critical reflection on the relationship between racism, eugenics, and hygienism in the formation of Brazilian society, considering Marx's critical social theory. It is based on a literature review, articulated with a documentary methodological framework, using the documentary Holocausto Brasileiro as an empirical mediation. The results of the reflection indicate how the articulation between racism, eugenics, and hygienism shaped the Brazilian scientific, institutional, and state apparatus throughout the 20th century, re-emergencing in new forms in the 21st century. It argues that the more than 60,000 deaths that occurred at the Barbacena Colony Hospital were not the result of chance or isolated instances of negligence, but express a social logic that naturalizes the violation of human rights and the elimination of subjects socially classified as “undesirable”. |
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E-mail: revistakatalysis@gmail.com
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