A partir de uma pesquisa exploratória, são aqui observados os riscos discursivo-narrativos presentes nos meios de comunicação hegemônicos e não hegemônicos ao tratarem notícias ambientais atualmente no Brasil. Se, de um lado, o catastrofismo apocalíptico está à espreita ao se noticiar desastres ambientais, por acirramento das mudanças climáticas e/ou da inoperância de setores responsáveis, por outro se avistam aspectos da banalização, naturalização ou negação dos problemas ecológicos. Através dos conceitos de guerras narrativas e eco-comunicação, e do instrumental da Análise Crítica da Narrativa, este artigo identifica a estabilização dos discursos catastróficos e negacionistas em meios de comunicação no país, expondo suas marcas discursivas mais evidentes. No entanto, os resultados da investigação também apontam para práticas de linguagem que podem ser consideradas decoloniais, pois indicam a emergência de uma terceira via de construção narrativa, por sua vez ligada aos movimentos em prol de futuros possíveis.
Palavras-chave:
guerras narrativas; eco-comunicação; negacionismo climático; discurso; análise crítica da narrativa.
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