Sumário
Revista Brasileira de Cancerologia, Volume: 72, Número: 4, Publicado: 2026Revista Brasileira de Cancerologia, Volume: 72, Número: 4, Publicado: 2026
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Original Article Análise de Correlação Cito-Histológica no Diagnóstico de Lesões Cervicais: Clínica de Prevenção do Câncer – Venezuela (2020-2024) González-Rodríguez, Inés Carolina Semidey-Chávez, Betzabeth Auxiliadora Pérez-Díaz, Gabriel Alejandro Villalta-Desiree, Eglee Resumo em Português: RESUMO Introdução: O câncer do colo do útero é um problema de saúde pública mundial, especialmente em países de baixa e média rendas, como a Venezuela. Embora a incidência global tenha diminuído graças aos programas de rastreamento e à vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), na Venezuela continua sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade feminina. Objetivo: Correlacionar o diagnóstico da citologia cervical com os achados da biópsia do colo do útero. Método: Estudo descritivo, transversal e observacional em pacientes atendidas na Clínica de Prevenção do Câncer no período de janeiro de 2020 a dezembro de 2024. Foram realizadas 2.163 citologias, identificando-se 122 pacientes com biópsia cervical simultânea, as quais formaram a amostra definitiva desta análise. Resultados: A média de idade foi de 43,3±12,6 anos; os resultados mostraram que 4,06% do total das citologias apresentaram algum tipo de alteração celular, sendo a lesão intraepitelial de baixo grau (LIE-BG) a mais frequente. Por sua vez, 50,82% das biópsias apresentavam lesões patológicas e 18% correspondiam a carcinoma invasor. A correlação entre a citologia e a biópsia cervical resultou em sensibilidade de 85,48%, especificidade de 41,67%, valor preditivo positivo de 60,23% e valor preditivo negativo de 73,53%. Conclusão: A citologia cervical mantém um desempenho diagnóstico válido no contexto clínico. No entanto, recomenda-se a padronização de métodos auxiliares, como a colposcopia e testes de tipagem molecular para aumentar a especificidade, otimizar o manejo clínico e reduzir a realização de procedimentos desnecessários.Resumo em Espanhol: RESUMEN Introducción: El cáncer de cuello uterino es un problema de salud pública a nivel mundial, especialmente en países de ingresos bajos y medios como Venezuela. Aunque la incidencia global ha disminuido gracias a programas de investigación y vacunación contra el virus del papiloma humano (VPH), en Venezuela continúa siendo una de las principales causas de morbilidad y mortalidad femenina. Objetivo: Correlacionar el diagnóstico de la citología cervical con los hallazgos de la biopsia de cuello uterino. Método: Estudio descriptivo, transversal y observacional en pacientes atendidas en la Clínica de Prevención del Cáncer durante enero de 2020 a diciembre de 2024. Se realizaron 2163 citologías, identificando a 122 pacientes con biopsia cervical simultánea, las cuales conformaron la muestra definitiva de este análisis. Resultados: La edad media fue 43,3±12,6 años, los resultados mostraron que el 4,06% del total de las citologías presentó algún tipo de alteración celular, siendo la lesión intraepitelial de bajo grado (LIE-BG) la más frecuente. Por su parte, el 50,82% de las biopsias presentaba lesiones patológicas y el 18% correspondía a carcinoma invasor. La correlación entre la citología y la biopsia cervical resultó en sensibilidad del 85,48%, especificidad del 41,67%, valor predictivo positivo del 60,23% y valor predictivo negativo del 73,53%. Conclusión: La citología cervical mantiene un rendimiento diagnóstico válido en el entorno clínico. No obstante, se recomienda la estandarización de métodos auxiliares como la colposcopía y las pruebas de tipificación molecular para aumentar la especificidad, optimizar el manejo clínico y disminuir la ejecución de procedimientos innecesarios.Resumo em Inglês: ABSTRACT Introduction: Cervical cancer is a global public health problem, particularly in low- and middle-income countries such as Venezuela. Although global incidence has decreased thanks to screening programs and vaccination against the human papillomavirus (HPV), in Venezuela it remains one of the leading causes of female morbidity and mortality. Objective: Correlate the diagnosis of cervical cytology with the findings of cervical biopsy. Method: Descriptive, cross-sectional, and observational study conducted in patients treated at the "Clínica de Prevención del Cáncer" from January 2020 to December 2024. A total of 2,163 cytologies were performed, identifying 122 patients with simultaneous cervical biopsies, who formed the final sample of this analysis. Results: The mean age was 43.3±12.6 years; results showed that 4.06% of the total cytologies presented some type of cellular alteration, the most frequent was LSIL (low-grade squamous intraepithelial lesion). On the other hand, 50.82% of the biopsies presented pathological lesions, and 18% corresponded to invasive carcinoma. The correlation between cytology and cervical biopsy demonstrated a sensitivity of 85.48%, a specificity of 41.67%, a positive predictive value of 60.23%, and a negative predictive value of 73.53%. Conclusion: Cervical cytology maintains a valid diagnostic performance in the clinical setting. However, the standardization of auxiliary methods such as colposcopy and molecular typing tests is recommended to increase specificity, optimize clinical management, and reduce unnecessary procedures. |
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Artigo Original Associação da Mobilidade com a Condição Físico-Funcional em Pacientes Oncológicos Hospitalizados Konzen, Vanessa de Mello Jorge, Matheus Santos Gomes Alves, Ana Luisa Sant’Anna Wibelinger, Lia Mara Resumo em Português: RESUMO Introdução: A mobilidade é essencial para a independência funcional de pacientes com câncer, especialmente durante a hospitalização. A escala Johns Hopkins Highest Level of Mobility (JH-HLM) oferece medida objetiva dessa capacidade e tem sido aplicada em contextos oncológicos. A força de preensão palmar (FPP) reflete a força muscular e o estado nutricional, enquanto o risco de sarcopenia, caracterizado pela perda de massa e força muscular, afeta negativamente o prognóstico. Objetivo: Avaliar a mobilidade e suas associações com FPP, risco de sarcopenia e nível de atividade física pré-internação em pacientes oncológicos hospitalizados. Método: Estudo observacional, descritivo e transversal, realizado com adultos e idosos internados em dois hospitais do Sul do Brasil entre dezembro de 2024 e julho de 2025. A mobilidade foi avaliada pela JH-HLM; a FPP, por dinamômetro; o risco de sarcopenia, pelo SARC-F associado à circunferência da panturrilha; e a atividade física, pelo IPAQ curto. Resultados: Participaram 210 pacientes, em sua maioria mulheres, com 60 anos ou mais, autodeclaradas brancas, sedentárias e com fraqueza muscular. Pela JH-HLM, 87,1% apresentaram mobilidade elevada e 12,9%, restrita. A mobilidade elevada associou-se significativamente à menor idade, presença de companheiro, maior atividade física e baixo risco de sarcopenia. Após ajuste multivariado, o sedentarismo (RP=1,084; IC 95%: 1,001–1,173) e o risco de sarcopenia (RP=0,905; IC 95%: 0,824–0,993) permaneceram preditores independentes. Conclusão: A prática de atividade física prévia e o baixo risco de sarcopenia favorecem melhor mobilidade em pacientes oncológicos hospitalizados.Resumo em Espanhol: RESUMEN Introducción: La movilidad es esencial para la independencia funcional de los pacientes con cáncer, especialmente durante la hospitalización. La escala Johns Hopkins Highest Level of Mobility (JH-HLM) proporciona una medida objetiva de esta capacidad y se ha aplicado en contextos oncológicos. La fuerza de prensión manual (FPM) refleja la fuerza muscular y el estado nutricional, mientras que el riesgo de sarcopenia, caracterizado por la pérdida de masa y fuerza muscular, afecta negativamente el pronóstico. Objetivo: Evaluar la movilidad y sus asociaciones con la FPM, el riesgo de sarcopenia y el nivel de actividad física previo a la hospitalización en pacientes oncológicos. Método: Estudio observacional, descriptivo y transversal, realizado con adultos y personas mayores internados en dos hospitales del sur del Brasil entre diciembre de 2024 y julio de 2025. La movilidad se evaluó mediante la JH HLM; la FPM, con dinamómetro; el riesgo de sarcopenia con el cuestionario SARC-F combinado con la circunferencia de la pantorrilla; y la actividad física con el IPAQ corto. Resultados: Participaron 210 pacientes, en su mayoría mujeres de 60 años o más, autodeclarados blancos, sedentarios y con debilidad muscular. Según la JH HLM, el 87,1% presentó movilidad elevada y el 12,9% movilidad restringida. La movilidad elevada se asoció significativamente con menor edad, tener pareja, mayor nivel de actividad física y bajo riesgo de sarcopenia. Tras el ajuste multivariado, el sedentarismo (RP=1,084; IC95%: 1,001–1,173) y el riesgo de sarcopenia (RP=0,905; IC95%: 0,824–0,993) se mantuvieron como predictores independientes. Conclusión: La actividad física previa y el bajo riesgo de sarcopenia favorecen una mejor movilidad en pacientes oncológicos hospitalizados.Resumo em Inglês: ABSTRACT Introduction: Mobility is essential for the functional independence of cancer patients, especially during hospitalization. The Johns Hopkins Highest Level of Mobility (JH-HLM) scale provides an objective measure of this ability and has been applied in oncological contexts. Handgrip strength (HGS) reflects muscle strength and nutritional status, while the risk of sarcopenia, characterized by the loss of muscle mass and strength, negatively affects prognosis. Objective: To assess mobility and its associations with HGS, risk of sarcopenia, and pre-admission physical activity level in hospitalized cancer patients. Method: Observational, descriptive, and cross-sectional study conducted with adults and older adults hospitalized in two hospitals in southern Brazil between December 2024 and July 2025. Mobility was assessed using the JH-HLM; HGS, with a dynamometer; risk of sarcopenia, using the SARC-F combined with calf circumference; and physical activity, through the short IPAQ. Results: A total of 210 patients participated, mostly women aged 60 years or older, self-declared white, sedentary, and with muscle weakness. According to the JH-HLM, 87.1% presented high mobility and 12.9% restricted mobility. High mobility was significantly associated with younger age, having a partner, higher physical activity, and lower risk of sarcopenia. After multivariate adjustment, sedentarism (PR=1.084; 95%; CI: 1.001–1.173) and sarcopenia risk (PR=0.905; 95% CI: 0.824–0.993) remained independent predictors. Conclusion: Prior physical activity and low risk of sarcopenia favor better mobility in hospitalized cancer patients. |
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Case Report Ventilação Oscilatória de Alta Frequência e Cânula Nasal de Alto Fluxo em uma Criança com Hepatoblastoma e Insuficiência Respiratória Grave: Relato de Caso Novais, Michelli Christina Magalhães Brito, Michele Oliveira Carvalho, Luis Gustavo de Souza Souza, Diana dos Santos Silva, Larissa Macedo Borges e Menezes, Sarah Samlly de Aguiar Silva, Daiana de Jesus da Barreto, Nilo Manoel Pereira Vieira Resumo em Português: RESUMO Introdução: O hepatoblastoma é a neoplasia maligna hepática mais comum na infância e pode apresentar repercussões respiratórias significativas. Nos casos graves, estratégias ventilatórias protetoras pulmonares são essenciais, sendo discutidos os mecanismos fisiológicos que sustentam essas intervenções. O objetivo é descrever o manejo ventilatório e a evolução clínica de uma criança com hepatoblastoma e insuficiência respiratória grave submetida à ventilação oscilatória de alta frequência (VOAF) e cânula nasal de alto fluxo (CNAF), discutindo os fundamentos fisiológicos e a aplicabilidade dessas estratégias. Relato de caso: Criança de 2 anos, portadora de hepatoblastoma volumoso em quimioterapia, evoluiu com insuficiência respiratória grave, hipercapnia e acidemia acentuada, refratária à ventilação convencional, sendo iniciada VOAF. Após estabilização, realizou-se transição planejada para ventilação convencional, seguida pelo uso de CNAF após extubação acidental, sem necessidade de reintubação, resultando em desfecho favorável. Conclusão: A VOAF combinada ao uso estratégico da CNAF pode representar uma alternativa segura e eficaz para crianças com hepatoblastoma e comprometimento respiratório grave secundário à compressão abdominal e a complicações relacionadas ao tratamento.Resumo em Espanhol: RESUMEN Introducción: El hepatoblastoma es la neoplasia maligna hepática más común en la infancia y puede presentar repercusiones respiratorias significativas. En los casos graves, las estrategias de ventilación protectora pulmonar son esenciales, y se analizan los mecanismos fisiológicos que sustentan estas intervenciones. El objetivo es describir el manejo ventilatorio y la evolución clínica de un niño con hepatoblastoma e insuficiencia respiratoria grave sometido a ventilación oscilatoria de alta frecuencia (VOAF) y cánula nasal de alto flujo (CNAF), discutiendo los fundamentos fisiológicos y la aplicabilidad de estas estrategias. Informe del caso: Un niño de dos años con un hepatoblastoma voluminoso en tratamiento con quimioterapia desarrolló insuficiencia respiratoria grave, hipercapnia y acidosis marcada, refractarias a la ventilación convencional, por lo que se inició VOAF. Tras la estabilización, se realizó una transición planificada a ventilación convencional, seguida del uso de CNAF después de una extubación accidental, sin necesidad de reintubación, lo que resultó en una evolución favorable. Conclusión: La VOAF combinada con el uso estratégico de la CNAF puede representar una alternativa segura y eficaz para niños con hepatoblastoma y deterioro respiratorio grave secundario a la compresión abdominal y a complicaciones relacionadas con el tratamiento.Resumo em Inglês: ABSTRACT Introduction: Hepatoblastoma is the most common malignant liver neoplasm in childhood and can present with significant respiratory repercussions. In severe cases, lung-protective ventilatory strategies are essential, and the physiological mechanisms that support these interventions are discussed. The objective is to describe the ventilatory management and clinical evolution of a child with hepatoblastoma and severe respiratory failure undergoing high-frequency oscillatory ventilation (HFOV) and high-flow nasal cannula (HFNC), discussing the physiological basis and applicability of these strategies. Case report: A 2-year-old child with a large hepatoblastoma undergoing chemotherapy developed severe respiratory failure, hypercapnia, and marked acidemia that were refractory to conventional ventilation, prompting initiation of HFOV. After stabilization, a planned transition to conventional ventilation was performed, followed by the use of HFNC after accidental extubation, without the need for reintubation, which resulted in a favorable outcome. Conclusion: HFOV combined with the strategic use of HFNC may represent a safe and effective alternative for children with hepatoblastoma and severe respiratory impairment secondary to abdominal compression and treatment-related complications. |
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Relato de Caso Ressecção Abdominoperineal do Reto em Paciente com Vírus da Imunodeficiência Humana e Carcinoma Espinocelular do Canal Anal: Relato de Caso Thiago, Gabriela Caravana Silva São Oliveira, Lara Francisca Vaz de Ghazzaoui, Gabriel Mohamad Arieira de Souza Assis, Biazi Ricieri Braz, Igor Dutra Resumo em Português: RESUMO Introdução: O carcinoma espinocelular de canal anal é uma neoplasia incomum, frequentemente associada ao papilomavírus humano (HPV), e apresenta desafios terapêuticos, principalmente em pacientes imunossuprimidos, como os que vivem com vírus da imunodeficiência humana (HIV). A identificação precoce baseada nos fatores de risco é fundamental para ampliar as chances de sucesso terapêutico. Relato do caso: Paciente masculino, 40 anos, soropositivo, com diagnóstico de carcinoma espinocelular de canal anal residual após tratamento inicial para fissura anal. Diante da persistência da doença após quimiorradiação, foi submetido à ressecção abdominoperineal do reto. A evolução foi desfavorável. Em decorrência da progressão precoce da doença linfonodal na região inguinal, de forma bilateral, o paciente evoluiu a óbito, evidenciando a elevada agressividade tumoral no contexto de imunossupressão. Conclusão: Este caso evidencia a complexidade do manejo do carcinoma espinocelular de canal anal em paciente soropositivo e ressalta a agressividade da doença em cenários refratários. O desfecho reforça a importância da vigilância e do diagnóstico precoce em populações de alto risco, visando melhorar a resposta terapêutica e os resultados clínicos.Resumo em Espanhol: RESUMEN Introducción: El carcinoma espinocelular de canal anal es una neoplasia infrecuente, a menudo asociada al virus del papiloma humano (VPH), y presenta desafíos terapéuticos, principalmente en pacientes inmunosuprimidos, como aquellos que viven con virus de inmunodeficiencia humana (VIH). La identificación temprana basada en factores de riesgo es fundamental para ampliar las posibilidades de éxito terapéutico. Informe del caso: Paciente masculino de 40 años, seropositivo, con diagnóstico de carcinoma epidermoide residual del canal anal tras tratamiento inicial por fisura anal. Ante la persistencia de la enfermedad después de la quimiorradioterapia, se sometió a una resección abdominoperineal del recto. La evolución fue desfavorable. Como consecuencia de la progresión temprana y bilateral de la enfermedad ganglionar en la región inguinal, el paciente falleció, lo que pone de manifiesto la elevada agresividad tumoral en el contexto de inmunosupresión. Conclusión: Este caso evidencia la complejidad del manejo del carcinoma espinocelular de canal anal en un paciente seropositivo y resalta la agresividad de la enfermedad en escenarios refractarios. El desenlace refuerza la importancia de la vigilancia y el diagnóstico temprano en poblaciones de alto riesgo, con el fin de mejorar la respuesta terapéutica y los resultados clínicos.Resumo em Inglês: ABSTRACT Introduction: Squamous cell carcinoma of the anal canal is an uncommon neoplasm, frequently associated with human papillomavirus (HPV), and presents therapeutic challenges, especially in immunosuppressed patients, such as those living with human immunodeficiency virus (HIV). Early identification based on risk factors is essential to increase the chances of therapeutic success. Case report: A 40-year-old HIV-positive male patient was diagnosed with residual squamous cell carcinoma of the anal canal following initial treatment for an anal fissure. Due to the persistence of the disease after chemoradiotherapy, he underwent abdominoperineal resection of the rectum. The clinical course was dismal. As a result of early bilateral progression of inguinal lymph node disease, the patient died, demonstrating the high tumor aggressiveness in the context of immunosuppression. Conclusion: This case demonstrates the complexity of managing squamous cell carcinoma of the anal canal in an HIV-positive patient and underscores the aggressiveness of the disease in refractory scenarios. The outcome reinforces the importance of surveillance and early diagnosis in high-risk populations to improve therapeutic response and clinical outcomes. |
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