Cad Saude Publica
csp
Cadernos de Saúde Pública
Cad. Saúde Pública
0102-311X
1678-4464
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz
Este estudio describe la tendencia de los coeficientes de mortalidad por enfermedades cerebrovasculares (DCbV) en ancianos del Estado de São Paulo, Brasil, entre 1980 y 2012, antes y después de las campañas de vacunación contra la gripe, e identifica puntos de cambio. Se trata de un estudio ecológico de serie temporal, realizado con datos de óbitos del Sistema de Informaciones sobre Mortalidad del Ministerio de la Salud y datos poblacionales del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística. Para el análisis de los datos se utilizaron modelos de regresión lineal, polinomial y regresión joinpoint. Entre 1980 y 2012, se registraron 480.955 óbitos por DCbV. Los coeficientes medios de mortalidad disminuyeron en ambos sexos, en todas las franjas de edad analizadas, con una mayor reducción en las edades más longevas y dentro del sexo masculino. Se observó una caída significativa en la tendencia de la mortalidad en 1998 en el sexo masculino, en la franja de 60-69 años (annual percent change - APC = -3%, IC95%: -4,3; -1,6) y para el total de los ancianos (APC = -3,8%, IC95%: -4,4; -3,1). Considerándose el período como un todo, no se observaron puntos de cambios para la franja de 70-79 (average annual percent change - AAPC = -3,3%, IC95%: -3,5; -3,1) y en el sexo masculino para el grupo ? 80 años (AAPC = -2,9%, IC95%: -3,1; -2,6). Para el total de ancianos, la reducción del porcentaje medio fue 3,1% al año (AAPC = -3,1%, IC95%: -3,5; -2,7). Los resultados mostraron la reducción de la mortalidad por DCbV en el período estudiado, con diferentes variaciones porcentuales de caída de los coeficientes. Los hallazgos de este estudio añaden información para el debate sobre el posible efecto de las campañas de vacunación en la reducción de la mortalidad por DCbV dentro de la población anciana.
Introdução
O rápido e heterogêneo envelhecimento populacional brasileiro produz uma série de desafios para o sistema de saúde, especialmente com demandas por serviços e políticas adequadas às necessidades da população idosa 1. Apesar do processo de envelhecimento não estar necessariamente relacionado a doenças e incapacidades, os idosos apresentam alta prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) 2. No Brasil, o aumento na prevalência das DCNT constitui um problema de saúde pública de grande magnitude, com destaque para as doenças cardiovasculares 3.
As doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de morte, tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento, e correspondem a cerca de 30% dos óbitos na população mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar da diminuição da mortalidade em algumas regiões, mais de 75% dos óbitos por essas causas ocorrem em países de baixa ou média renda, e cerca de 80% das mortes são devidas a infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidentes vasculares cerebrais (AVC), o que destaca o impacto das doenças isquêmicas do coração (DIC) e doenças cerebrovasculares (DCbV) na mortalidade por DCV 4.
É importante considerar que os fatores de risco para as doenças cardiovasculares são mais prevalentes e mais graves com o aumento da idade e, apesar de muitos idosos não apresentarem doenças evidentes, frequentemente possuem comorbidades, doenças subclínicas, alterações funcionais e anatômicas que agem modificando a estrutura cardiovascular, facilitando a atuação dos mecanismos fisiopatológicos da doença 5.
No Brasil, as DCV foram responsáveis por 34% dos óbitos registrados na população idosa (60 anos ou mais), em 2014. No Estado de São Paulo, no mesmo ano, essa proporção foi de 33,5%, destacando-se as DIC e as DCbV como as causas de óbitos por DCV mais comuns nos idosos, 34% e 26,9%, respectivamente (Departamento de Informática do SUS. Estatísticas vitais. http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205, acessado em 05/Abr/2017). Além de ser a principal causa de morte, as DCV também são responsáveis por elevados custos de internação e de seguimento ambulatorial nos idosos 6. A taxa de hospitalização por DCV naqueles com 60 anos ou mais no país é nove vezes maior em relação à população adulta (20-59 anos), e os gastos com as internações hospitalares dos idosos, devido a esse agravo, são oito vezes mais elevados em relação à população adulta 7.
Estudos sugerem que a infecção pelo vírus da influenza está associada a um aumento de complicações, hospitalizações e mortes por DCV 8,9. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC; Estados Unidos) destaca que a infecção prévia por influenza é fator de risco para mortes causadas por IAM, doença vascular e diabetes, no entanto, como essas mortes não são consideradas junto aos óbitos por pneumonia e influenza, o impacto da influenza pode ser subestimado 10.
Como estratégia para redução das internações, complicações e óbitos associados à infecção pela influenza, o Ministério da Saúde recomenda uma dose anual da vacina para os grupos considerados de risco, incluindo os idosos e indivíduos portadores de doenças crônicas 11,12. Desde o ano 2006, as diretrizes da American Heart Association e do American College of Cardiology recomendam uma dose anual da vacina para os pacientes com doença aterosclerótica em geral 13. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) também indica a vacina contra influenza para pacientes com insuficiência cardíaca 14.
As campanhas de vacinação contra gripe tiveram início no Brasil no ano 1999. Inicialmente a vacina foi disponibilizada para os indivíduos com idade ≥ 65 anos e, a partir do ano 2000, para a população com idade ≥ 60 anos. No entanto, na cidade de São Paulo, a vacinação dos idosos foi instituída após a aprovação da Lei Municipal nº 12.326/97 e, em junho de 1998, foi aprovada a Lei nº 10.003/98, que estendeu a vacinação dos idosos para todo o Estado de São Paulo 15.
Existem vários estudos desenvolvidos no Brasil sobre hospitalizações e óbitos por causas respiratórias em idosos, que indicam a redução ou estabilidade desses indicadores após o início da vacinação contra a influenza 16,17. Os efeitos da vacina em indivíduos com DCV têm sido motivo de investigação em estudos observacionais que, apesar de não apresentarem resultados unânimes, indicam efeito protetor na maioria deles, sobretudo em relação aos desfechos cardíacos 18,19,20.
O objetivo deste estudo é descrever a tendência dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares em idosos no Estado de São Paulo, entre 1980 e 2012, antes e depois das campanhas de vacinação contra influenza e identificar pontos de mudança na tendência de mortalidade.
Material e métodos
Desenho do estudo
Trata-se de um estudo ecológico de série temporal da tendência dos coeficientes de mortalidade por DcbV na população idosa do Estado de São Paulo, no período de 1980 a 2012. Considerou-se a definição de idoso da OMS para países em desenvolvimento (pessoas com 60 anos ou mais de idade).
As informações sobre os óbitos foram coletadas na base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, disponíveis no site do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS; http://www.datasus.gov.br). Os óbitos por causas externas foram utilizados como controle negativo para a comparação da tendência dos coeficientes de mortalidade. Todos os óbitos registrados da população idosa residente no Estado de São Paulo que tiveram como causa básica as DCbV e causas externas foram selecionados e classificados de acordo com 9ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-9) para o período de 1980 a 1995 (capítulo VII, códigos de 430 a 438 para as DCbV e capítulo XVII, códigos de E47 a E56 para as causas externas) e de acordo com a 10ª revisão (CID-10) para o período de 1996 a 2012 (capítulo IX, códigos I60 a I69 para as DCbV e capítulo XX, códigos de V01 a Y98 para as causas externas), e foram estratificados por sexo e faixas etárias (60-69, 70-79 e ≥ 80 anos). Os dados da população idosa residente no Estado de São Paulo, por sexo e faixas etárias, foram obtidos por meio das informações demográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que são informações baseadas nos censos demográficos e nas estimativas populacionais intercensitárias (1980 a 2012).
Análise dos dados
Os dados sobre os óbitos e a população residente foram exportados para planilhas no Microsoft Excel (https://products.office.com/), nas quais foram calculados os coeficientes anuais de mortalidade por 10 mil habitantes. Para análise, utilizaram-se os coeficientes padronizados por idade (pelo método direto, considerando-se como população padrão a do Censo Demográfico de 2010. http://www.ibge.gov.br) e os coeficientes específicos segundo sexo e faixas etárias. Para corrigir eventuais diferenças nas séries dos coeficientes de mortalidade, decorrentes da transição da CID-9 para a CID-10, foi aplicada a razão de comparabilidade proposta por Anderson et al. 21.
Para analisar a tendência da mortalidade por DCbV, utilizaram-se modelos de regressão linear e polinomial. Inicialmente foi realizada a verificação dos pressupostos de normalidade, homocedasticidade e não autocorrelação para garantir a validade das estimativas obtidas 22. Os coeficientes de mortalidade foram considerados como variável dependente (Y), e os anos calendários como variável independente (X). Para atenuar a correlação serial de tempo, empregou-se a variável ano centrado (X - ponto médio da série histórica), ou seja, ano 1996 23. Entre os modelos selecionados com base no coeficiente de determinação (R2), utilizou-se o mais parcimonioso 24. Na análise da tendência dos coeficientes de mortalidade por DCbV (regressão linear e polinomial), foram considerados dois momentos no período de 1980 a 2012, denominados de antes (1980 a 1997) e depois (1998 a 2012) das campanhas de vacinação contra a influenza no Estado de São Paulo.
Também foi analisada a tendência com o uso dos modelos de regressão segmentada (joinpoint regression) para identificar pontos de mudanças estatisticamente significativas e a variação percentual anual dos coeficientes de mortalidade entre 1980 e 2012. Joinpoint regression é uma técnica de modelagem estatística que tenta explicar a relação entre duas variáveis por meio de retas de regressão. Os pontos que unem essas retas são chamados de pontos de junção (ou pontos de inflexão). Esse modelo assume uma tendência linear entre esses pontos e possui os mesmos pressupostos da regressão linear, exceto o de homocedasticidade e não autocorrelação, no entanto o software permite incorporar essas condições quando violadas, ou seja, ajusta um modelo de regressão ponderado 25,26. Os pressupostos de normalidade, homocedasticidade e não autocorrelação foram verificados pelos testes de Shapiro & Wilk 27, White 28 e Godfrey 29, respectivamente.
A análise possibilita o ajuste de dados de uma série a partir do número mínimo de joinpoints e testa se a inclusão de um ou mais pontos é significativa (assim, zero joinpoint indica uma reta de regressão sem pontos de inflexão). A seleção do número de pontos de junção para obter o modelo significativo foi realizada utilizando-se as configurações padrão do software pelo método Grid Search (permite que os joinpoints ocorram exatamente nos anos observados), e os testes de significância para escolha do melhor modelo basearam-se no método de permutação de Monte Carlo 25,26,30,31. Com isso, foram estimadas as variações percentuais anuais dos coeficientes de mortalidade para os períodos delimitados pelos pontos de inflexão, representadas pela annual percent change (APC), assim como as variações percentuais anuais médias da tendência ao longo do período (entre 1980 e 2012), representadas pela average annual percent change (AAPC), e seus respectivos intervalos de confiança 25,26.
Para todos os testes estatísticos realizados neste estudo, foi considerado um nível de significância de 5% e intervalos de 95% de confiança (IC95%). Os softwares utilizados foram o Microsoft Excel, o SPSS (https://www.ibm.com/) versão 21, o Stata (https://www.stata.com) versão 12 e o Joinpoint Regression Program (https://surveillance.cancer.gov/joinpoint/) versão 4.3.1.0.
Por se tratar de um estudo realizado com dados secundários de domínio público, foi apresentado ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e recebeu dispensa para apreciação e/ou aprovação do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos, por meio do ofício CEP/PRP/nº 001/2016.
Resultados
Entre 1980 e 2012, foram registrados 480.955 óbitos por DCbV nos idosos no Estado de São Paulo. A tendência de mortalidade foi de queda para ambos os sexos. Observaram-se maiores coeficientes de mortalidade por DCbV na população idosa masculina. Os coeficientes de mortalidade por causas externas se mantiveram constantes no período (Figura 1). Para os idosos do sexo masculino, o coeficiente médio de mortalidade por DCbV () no período foi de 69,32 óbitos por 10 mil idosos, com decréscimo linear constante () de -2,11 óbitos ao ano. No sexo feminino, o coeficiente médio foi de 55,05 óbitos por 10 mil idosas, com redução não constante () de -1,79 óbitos ao ano (Tabela 1).
Figura 1
Tendência dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) e por causas externas, por 10 mil habitantes, da população idosa, segundo sexo. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Tabela 1
Modelos de regressão linear e polinomial ajustados para os coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) por 10 mil habitantes, segundo sexo e faixas etárias. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Sexo
IC95%
IC95%
IC95%
Valor p
R2
Masculino
60-69 anos
34,47
33,99; 34,96
-1,10
-1,15; -1,06
-
-
< 0,001
0,98
70-79 anos
84,77
82,55; 86,00
-2,70
-2,85; -2,54
0,02
0,003; 0,039
< 0,001
0,98
≥ 80 anos
198,39
194,03; 202,75
-5,56
-6,02; -5,10
-
-
< 0,001
0,95
Total
69,32
68,18; 70,46
-2,11
-2,22; -1,98
-
-
< 0,001
0,98
Antes *
85,21
83,51; 86,91
-2,20
-2,53; -1,87
-
-
< 0,001
0,93
Depois **
50,24
48,63; 51,85
-1,83
-2,21; -1,46
-
-
< 0,001
0,90
Feminino
60-69 anos
18,66
18,23; 19,09
-0,60
-0,63; -0,57
0,006
0,002; 0,009
< 0,001
0,98
70-79 anos
55,76
54,24; 57,29
-2,06
-2,17; -1,96
0,03
0,015; 0,040
< 0,001
0,98
≥ 80 anos
177,72
173,45; 181,99
-5,20
-5,64; -4,75
-
-
< 0,001
0,95
Total
55,05
53,45; 56,65
-1,79
-1,90; -1,67
0,02
0,003; 0,029
< 0,001
0,97
Antes *
67,39
65,24; 69,55
-1,97
-2,25; -1,69
0,09
0,029; 0,149
< 0,001
0,94
Depois **
40,53
39,07; 41,99
-1,57
-1,91; -1,23
-
-
< 0,001
0,89
Total
60-69 anos
25,52
24,94; 26,11
-0,81
-0,86; -0,77
0,01
< 0,001; 0,009
< 0,001
0,98
70-79 anos
67,24
64,97; 69,51
-2,26
-2,42; -2,10
0,03
0,007; 0,045
< 0,001
0,97
≥ 80 anos
181,58
176,28; 186,87
-4,99
-5,54; -4,43
-
-
< 0,001
0,91
Total
61,22
59,79; 62,65
-1,85
-1,99; -1,69
-
-
< 0,001
0,95
Antes *
72,14
68,91; 75,38
-2,03
-2,45; -1,62
0,10
0,013; 0,192
< 0,001
0,88
Depois **
44,80
43,29; 46,30
-1,70
-2,04; -1,35
-
-
< 0,001
0,89
IC95%: intervalo de 95% de confiança; R2: coeficiente de determinação.
Nota:: decréscimo médio anual; : coeficiente de efeito quadrático. Valor de p: nível descritivo do teste.: coeficiente médio do período (por 10 mil habitantes);
* Período de 1980 a 1997;
** Período de 1998 a 2012.
Houve diminuição dos coeficientes médios de mortalidade () considerando-se os períodos analisados (antes e depois das campanhas de vacinação contra a influenza no estado), que passaram de 85,21 (IC95%: 83,51; 86,91) para 50,24 (IC95%: 48,63; 51,85) óbitos por 10 mil/idosos e de 67,39 (IC95%: 65,24; 69,55) para 40,53 (IC95%: 39,07; 41,99) óbitos por 10 mil/idosas. Para a população idosa total, os coeficientes médios de mortalidade foram reduzidos de 72,14 (IC95%: 68,91; 75,38) para 44,80 (IC95%: 43,29; 46,30) óbitos por 10 mil/habitantes (Tabela 1).
Os coeficientes médios de mortalidade por DCbV aumentaram progressivamente com a idade e mais que duplicaram de uma faixa etária para a seguinte. No sexo feminino, para as idosas com idade ≥ 80 anos, os coeficientes foram cerca de três vezes os observados na faixa etária de 70-79 anos (Tabela 1 e Figura 2). Observaram-se reduções do coeficiente angular () no período após a vacinação para o conjunto dos idosos e também segundo sexo, no entanto, não foram estatisticamente significativas, conforme verificado pelos intervalos de 95% de confiança (IC95%) (Tabela 1).
Figura 2
Tendência dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) e por causas externas, por 10 mil habitantes, da população idosa, segundo faixas etárias. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
A Tabela 2 apresenta os resultados da análise da tendência de mortalidade por DCbV, entre 1980 e 2012, pela regressão segmentada (joinpoint regression). No sexo masculino, para o conjunto dos idosos, a tendência apresentou apenas um ponto de inflexão ao longo do período, com tendência decrescente significativa entre 1980 e 1995 (APC = -2,5%, IC95%: -2,9; -2,0) e redução mais acentuada a partir de 1995 até 2012 (APC = -3,6%, IC95%: -4,0; -3,3). No sexo feminino, houve dois pontos de inflexão, os quais evidenciaram uma tendência de queda significativa entre 1980 e 1992 (APC = -3,4%, IC95%: -4,2; -2,6), discreto aumento não significativo entre 1992 e 1995 e tendência decrescente significativa de 1995 a 2012 com APC de -3,9% (IC95%: -4,3; -3,5).
Na análise por sexo e faixas etárias, observou-se, para a tendência entre 1980 e 2012, redução significativa da mortalidade em ambos os sexos, com AAPC de -3,1% (IC95%: -3,4; -2,8) no sexo masculino e -3,4% (IC95%: -4,9; -1,8) no feminino. Para o sexo masculino, na faixa etária de 60-69 anos, houve quatro pontos de inflexão na tendência, mas apenas duas tendências foram estatisticamente significativas: as reduções entre 1980 e 1995 (APC = -2,3%) e entre 1998 e 2005 (APC = -3,0%). Já no sexo feminino, para a faixa etária de 60-69 anos, todas as mudanças ocorridas na tendência indicaram reduções estatisticamente significativas, com pontos de mudanças em 1986 e 1996 e AAPC de -3,4% (IC95%: -3,8; -3,0). Não houve pontos de inflexão na tendência para a faixa de 70-79 anos, em ambos os sexos. Nos mais longevos (≥ 80 anos), não se observaram mudanças na tendência para o sexo masculino (AAPC = -2,9%, IC95%: -3,1; -2,6), mas no sexo feminino houve cinco pontos de inflexão, com duas tendências de queda estatisticamente significativas: entre 1980-1991 (APC = -3,4%) e 1994-2001 (APC = -5,4%) (Tabela 2).
Considerando-se o total dos idosos, observou-se mudança estatisticamente significativa na tendência em 1998, de modo que a redução dos coeficientes de mortalidade que era de 2,6% (IC95%: -3,0; -2,2) passou a ser mais acentuada a partir daquele ano (APC = -3,8%, IC95%: -4,4; -3,1) (Tabela 2).
Tabela 2
Estimativas das variações percentuais dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) por 10 mil habitantes em idosos, segundo sexo e faixas etárias: joinpoint regression. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Sexo/Faixa etária (anos)/Períodos
APC
IC95%
AAPC
IC95%
Masculino
-3,1 *
-4,5; -1,6
60-69
1980-1995
-2,3 *
-2,6; -1,9
1995-1998
-6,1
-16,2; 5,3
1998-2005
-3,0 *
-4,3; -1,6
2005-2008
-7,0
-17,0; 4,2
2008-2012
-1,0
-3,8; 1,8
70-79
-3,2 *
-3,4; -3,0
1980-2012
-3,2 *
-3,4; -3,0
≥ 80
-2,9 *
-3,1; -2,6
1980-2012
-2,9 *
-3,1; -2,6
Total
-3,1 *
-3,4; -2,8
1980-1995
-2,5 *
-2,9; -2,0
1995-2012
-3,6 *
-4,0; -3,3
Feminino
60-69
-3,4 *
-3,8; -3,0
1980-1986
-4,0 *
-5,5; -2,4
1986-1996
-2,2 *
-3,1; -1,4
1996-2012
-3,8 *
-4,1; -3,5
70-79
-3,6 *
-3,8; -3,4
1980-2012
-3,6 *
-3,8; -,34
≥ 80
-3,1 *
-5,0; -1,1
1980-1991
-3,4 *
-4,1; -2,7
1991-1994
3,1
-10,9; 19,3
1994-2001
-5,4 *
-7,1; -3,6
2001-2005
1,1
-5,1; 7,6
2005-2008
-10,2
-22,4; 4,0
2008-2012
-1,2
-4,8; 2,6
Total
-3,4 *
-4,9; -1,8
1980-1992
-3,4 *
-4,2; -2,6
1992-1995
0,3
-15,7; 19,3
1995-2012
-3,9 *
-4,3; -3,5
Total
60-69
-3,2 *
-3,5; -3,0
1980-1669
-2,6 *
-2,9; -2,2
1996-2012
-3,9 *
-4,2; -3,5
70-79
-3,3 *
-3,5; -3,1
1980-2012
-3,3 *
-3,5; -3,1
≥ 80
-3,0 *
-3,5; -2,4
1980-2004
-2,5 *
-2,8; -2,1
2004-2012
-4,4 *
-6,4; -2,4
Total
-3,1 *
-3,5; -2,7
1980-1998
-2,6 *
-3,0; -2,2
1998-2012
-3,8 *
-4,4; -3,1
AAPC: average annual percent change (variação percentual anual média); APC: annual percent change (variação percentual anual); IC95%: intervalo de 95% de confiança.
Nota: AAPC para o período como um todo (1980 a 2012).
* Valor estatisticamente significativo em relação a hipótese de ausência de tendência temporal para cada segmento (p < 0,001).
Discussão
Este estudo verificou tendência de queda da mortalidade por DCbV, tanto para os homens quanto para as mulheres idosas no período estudado. Observaram-se diferentes variações percentuais de redução dos coeficientes. Particularmente para os idosos do sexo masculino, com idade entre 60-69 anos e para o conjunto dos idosos, houve mudança na tendência em 1998.
A redução da mortalidade dos idosos por DCbV verificada segue a tendência de queda da mortalidade por DCV observada nas últimas décadas para o Brasil e a maioria das suas regiões, para todas as faixas etárias 32,33. Apesar de as regiões Sudeste e Sul do país apresentarem os maiores coeficientes de mortalidade por DCbV, observam-se, entre 1980 e 2012, maiores reduções da mortalidade nessas duas regiões (-61,99% e -55,49%, respectivamente) 32.
Essa redução da mortalidade pode ser reflexo de mudanças de comportamentos e controle dos principais fatores de risco para as DCbV, como tabagismo, dislipidemias, hipertensão arterial, alimentação inadequada, diabetes, sedentarismo, entre outros 34,35. Além disso, o maior acesso aos serviços de saúde, a expansão das ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, bem como as melhorias nas condições socioeconômicas da população têm contribuído para explicar, mesmo que parcialmente, essa diminuição da mortalidade por DCbV na população adulta e idosa 3,36,37. Ademais, estudos mostram que o controle e a prevenção das DCV, e consequentemente das DCbV, tendem a ser mais efetivos nas regiões mais desenvolvidas 35,38.
Apesar da queda da mortalidade nas regiões mais desenvolvidas do país, as DCbV, principalmente as DIC e as DCbV, ainda são a principal causa de morte no país 36. As estratégias para identificação, prevenção e controle dos fatores de risco para morbidade e mortalidade associadas a essas causas devem continuar sendo uma prioridade de saúde pública 37.
A elevação no número de mortes e eventos cardiovasculares durante as epidemias de gripe tem sido reportada na literatura 39,40,41. Estudos em pacientes com doenças cardíacas crônicas indicam que a influenza é fator de risco para desfechos cardiovasculares, pois pode ocasionar miocardite, arritmias cardíacas e IAM, acarretando elevado número de complicações e óbitos, mesmo em indivíduos previamente saudáveis 9,40.
Várias hipóteses sobre os mecanismos para associação da infecção pelo vírus influenza e eventos cardiovasculares têm sido descritas na literatura 39,42. Naghavi et al. 43 relacionam alguns desses mecanismos, por exemplo, quando o organismo desencadeia resposta imune que causa inflamação endotelial com alteração de sua função e instabilidade de placas ateroscleróticas. Pode ocorrer a estimulação de citocinas e a proliferação de macrófagos que ativam metaloproteinases que também induzem a ruptura da placa aterosclerótica. É importante considerar que esses mecanismos podem causar a oclusão do fluxo sanguíneo e, consequentemente, eventos como um IAM ou AVC.
Apesar de ainda não estar estabelecido o impacto da vacinação contra influenza na redução de eventos e mortes por DCbV 38, os benefícios da vacina e seu efeito protetor em relação a esses eventos cardiovasculares têm sido referidos na literatura 19,40,44,45. Uma metanálise recente mostrou que, em pacientes com DCV, a vacina pode reduzir mortalidade e eventos cardiovasculares combinados. Nos estudos de prevenção secundária, a mortalidade cardiovascular foi significativamente reduzida pela vacinação contra influenza (RR = 0,45, IC95%: 0,26; 0,76, p = 0,003) 20.
No presente estudo, pode-se observar maior redução dos coeficientes médios (interceptos dos modelos de regressão) de mortalidade por DCbV no período após o início das campanhas de vacinação. Outros estudos observacionais têm demonstrado associação entre a vacinação contra a influenza e a redução do risco de AVC 38,46,47. Lin et al. 45 identificaram, em estudo de caso-controle, que idosos vacinados apresentavam menor risco de internação por AVC (OR = 0,76, IC95%: 0,60; 0,97) e que o risco diminuiu com o número crescente de vacinas (revacinação anual). Recentemente, uma revisão sistemática de estudos observacionais com metanálise também mostrou que a vacinação está associada a um risco menor de AVC, visto que indivíduos vacinados apresentaram menor risco em comparação aos indivíduos não vacinados (OR = 0,82, IC95%: 0,75; 0,91, p < 0,001) 48.
Estudo de coorte realizado no sul de Taiwan que acompanhou mais de 102 mil idosos ao longo de dez meses identificou que a vacina contra influenza esteve fortemente associada à redução da mortalidade dos idosos por causas específicas (como doenças cardíacas e AVC) e mortalidade por todas as causas 18. Em estudo de coorte realizado nos Estados Unidos, a vacinação também esteve associada à redução do risco de hospitalizações de idosos por DCbV, doenças cardíacas (DIC e insuficiência cardíaca congestiva), pneumonia, bem como redução do risco de morte por todas as causas 49.
Além de identificar diferentes pontos de mudança na série considerada, a análise dos dados por meio do modelo joinpoint regression realizada neste estudo permitiu identificar a variação percentual ocorrida na mortalidade por DCbV no período. Particularmente para os idosos com idade entre 70-79 anos, estudos anteriores têm apontado maiores coberturas vacinais, desde o início das campanhas no país 50,51,52. Neste estudo, apesar de ter sido observada maior estimativa pontual para a redução de AAPC nesse subgrupo, essa redução não foi estatisticamente diferente daquelas observadas para as outras faixas etárias.
A análise joinpoint também mostrou que, especificamente para o total de idosos e para aqueles do sexo masculino com 60-69 anos, foram identificadas mudanças na tendência de mortalidade em 1998. Destaca-se que as campanhas de vacinação contra a influenza nos idosos tiveram início no Estado de São Paulo em 1998 e, no âmbito nacional, em 1999. Desde então, as campanhas são realizadas anualmente como estratégia para prevenção de quadros graves da influenza e dos riscos da doença em idosos e pacientes com DCV crônicas 12.
Considerando-se que a população idosa brasileira vem crescendo acima da média mundial e que as coberturas vacinais contra a influenza no grupo etário de 60 anos ou mais vêm aumentando no país (de 64,8% no ano 2000 para 94,4% em 2016; 7,5 milhões de doses aplicadas em 1999 para 20,8 milhões em 2016), parte dessa redução da mortalidade por DCbV pode ser reflexo de uma maior adesão dessa população à vacinação 12,15.
Deve-se considerar a resposta imunológica mais fraca e demorada no idoso, e que anormalidades imunológicas em pacientes com doenças crônicas como diabetes, cardiopatias e doenças respiratórias crônicas piorem o prognóstico desses pacientes 53. Em pessoas mais idosas, a resposta imunológica pode ser menos eficaz na prevenção da doença (possivelmente devido à imunossenescência) 54, no entanto a vacina pode reduzir a gravidade da influenza e a incidência de complicações e mortes 11,12,55,56.
Diversos fatores podem influenciar o impacto das campanhas de vacinação, entre eles, as coberturas vacinais, a composição da vacina coincidente com os vírus circulantes, o momento oportuno das campanhas, além da variante viral predominante 57. A circulação do vírus influenza A/H3N2 tem sido associada à maior morbidade e mortalidade em idosos em várias partes do mundo. Em 2003-2004 e 2004-2005, a variante influenza A/Fujian/411/02(H3N2) associou-se ao aumento de casos de pneumonia em várias partes do mundo 58. Em 2006, de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a estirpe viral da influenza A/Wisconsin/67/2005-H3N2 circulou no Brasil e no Estado de São Paulo 59. Cabe destacar que essa estirpe não estava incluída na composição da vacina daquele ano, e isso pode ter contribuído para o aumento dos quadros infecciosos mais graves entre os idosos.
Vários estudos têm usado modelos de regressão linear e polinomial na avaliação de tendência antes e depois. O presente estudo, além de considerar essa técnica de análise, também aplicou o modelo joinpoint regression, que identifica o momento em torno do qual ocorrem mudanças na tendência e calcula a variação percentual anual dos coeficientes de mortalidade para cada período de tempo delimitado pelos pontos de inflexão da reta, método ainda pouco usado em estudos ecológicos de série temporal na análise do impacto de intervenções em saúde pública no Brasil.
Deve-se considerar que, nos últimos anos, ocorreram importantes mudanças em aspectos que se relacionam a vários desfechos em saúde, inclusive ao óbito por DCbV. A melhoria nas condições socioeconômicas da população, o controle dos fatores de risco (hipertensão arterial, dislipidemias, tabagismo, entre outros), a expansão do acesso aos serviços de saúde e ao uso de medicamentos, o diagnóstico preciso e tratamento em tempo oportuno, o acesso aos procedimentos de alta tecnologia e a evolução dos cuidados terapêuticos na prevenção terciária são determinantes na redução das mortes por DCbV 3,34,35,36,37, principalmente entre os mais longevos. Nesse sentido, a comparação das tendências antes e depois da vacinação contra influenza, bem como aquela definida pelo modelo joinpoint, deve ser realizada com cautela. Apesar da maior redução dos coeficientes de mortalidade por DCbV observada para o total dos idosos em torno do início das campanhas, os pontos de inflexão variaram conforme o sexo e as faixas etárias. Ressalta-se que a utilização da análise joinpoint possibilita a identificação de pontos de mudanças nas tendências e, também, a obtenção de informações sobre a variação percentual anual dos coeficientes de mortalidade ocorrida no período estudado. Destaca-se, ainda, que as retas ajustadas pelo joinpoint regression são conectadas entre si, considerando os últimos pontos de cada segmento 25.
No período estudado (1980-2012), houve mudança na Classificação Internacional de Doenças (CID-9 para CID-10). Destaca-se que, nas análises de tendências de mortalidade por causas, deve-se considerar que, com a introdução de uma nova CID, podem ocorrer mudanças na localização dos códigos de algumas doenças, bem como pode ocorrer que outros códigos se desdobrem em vários, tornando-se código único, e tais mudanças podem alterar a magnitude da frequência de doenças 60. Isso pode impactar no aumento ou diminuição das frequências de óbitos por algumas causas específicas. Para evitar possíveis efeitos da implementação da CID-10 na tendência de mortalidade por DCbV, foi aplicada a razão de comparabilidade nos óbitos 21.
Mesmo que ainda haja controvérsias sobre o benefício da vacina contra influenza na prevenção de mortes por DCbV, deve-se considerar que tanto a influenza como as DCV são importantes causas de complicações e óbitos nos idosos, e vários estudos têm mostrado benefícios da vacina em relação ao AVC 38,45,46,47,48 e à doença arterial coronariana 61. Isso reforça a necessidade de incentivar a vacinação nesses grupos de risco para redução da morbidade e mortalidade relacionadas à doença e, consequentemente, em prol de uma melhoria da qualidade de vida dessa população.
Conclusão
Os resultados deste estudo mostram tendência de queda da mortalidade por DCbV nos idosos residentes no Estado de São Paulo entre 1980 e 2012. Também apontam uma maior redução percentual anual dos coeficientes a partir de 1998, no entanto as variações observadas não permitem inferir que possa ser devido a um possível impacto das campanhas de vacinação. A despeito das variações observadas para a tendência dos coeficientes no período após a vacinação, deve-se considerar que a ampliação do acesso aos serviços de saúde e ao uso de medicamentos, as ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, como a vacinação contra a influenza, a redução do tabagismo e melhoria nas condições socioeconômicas, têm tido impacto positivo na redução da mortalidade por DCbV. Os achados do presente estudo adicionam informações para o debate sobre o possível efeito das campanhas de vacinação na redução da mortalidade por DCbV na população idosa.
Agradecimentos
À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pela bolsa de estudo concedida à A. G. M. Bacurau.
Referências
1
1. Miranda GMD, Mendes ACG, Silva ALA. Population aging in Brazil: current and future social challenges and consequences. Rev Bras Geriatr Gerontol 2016; 19:507-19.
Miranda
GMD
Mendes
ACG
Silva
ALA
Population aging in Brazil current and future social challenges and consequences
Rev Bras Geriatr Gerontol
2016
19
507
519
2
2. Departamento de Análise de Situação em Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde. Saúde Brasil 2013: uma análise da situação de saúde e das doenças transmissíveis relacionadas à pobreza. Brasília: Ministério da Saúde; 2014.
Departamento de Análise de Situação em Saúde.Secretaria de Vigilância em Saúde.Ministério da Saúde
Saúde Brasil 2013: uma análise da situação de saúde e das doenças transmissíveis relacionadas à pobreza
2014
Brasília
Ministério da Saúde
3
3. Departamento de Análise de Situação em Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.
Departamento de Análise de Situação em Saúde.Secretaria de Vigilância em Saúde.Ministério da Saúde
Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022
2011
Brasília
Ministério da Saúde
4
4. World Health Organization. Cardiovascular disease. http://www.who.int/cardiovascular_diseases/en/ (acessado em 05/Abr/2017).
World Health Organization
Cardiovascular disease.
http://www.who.int/cardiovascular_diseases/en/
05/Abr/2017
5
5. Affiune A. Envelhecimento cardiovascular. In: Freitas EV, Py L, Cançado FAX, Doll J, Gorzoni ML, organizadores. Tratado de geriatria e gerontologia. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan; 2006. p. 396-401.
Affiune
A
Freitas
EV
Py
L
Cançado
FAX
Doll
J
Gorzoni
ML
Tratado de geriatria e gerontologia.
2ª
Envelhecimento cardiovascular
2006
Rio de Janeiro
Editora Guanabara Koogan
396
401
6
6. Lotufo PA. Doenças cardiovasculares no Brasil. In: Serrano Júnior CV, Timerman A, Stefanini E, organizadores. Tratado de cardiologia SOCESP. v. 1. 2ª Ed. Barueri: Edições Manole; 2009. p. 7-16.
Lotufo
PA
Doenças cardiovasculares no Brasil.
Serrano
CV
Júnior
Timerman
A
Stefanini
E
Tratado de cardiologia SOCESP.
1
2ª
Barueri
Edições Manole
2009
7
16
7
7. Silveira RE, Santos AS, Sousa MC, Monteiro TSA. Expenses related to hospital admissions for the elderly in Brazil: perspectives of a decade. Einstein (São Paulo) 2013; 11:514-20.
Silveira
RE
Santos
AS
Sousa
MC
Monteiro
TSA
Expenses related to hospital admissions for the elderly in Brazil perspectives of a decade
Einstein (São Paulo)
2013
11
514
520
8
8. Cohen C, Simonsen L, Kang J, Miller M, McAnerney J, Blumberg L, et al. Elevated influenza-related excess mortality in South African elderly individuals, 1998-2005. Clin Infect Dis 2010; 51:1362-9.
Cohen
C
Simonsen
L
Kang
J
Miller
M
McAnerney
J
Blumberg
L
Elevated influenza-related excess mortality in South African elderly individuals, 1998-2005
Clin Infect Dis
2010
51
1362
1369
9
9. Bricks LF, Carvalhanas TRMP, Domingues CMAS, Pereira SF, Bellei NCJ. Influenza em pacientes com doenças cardíacas crônicas: o que há de novo? J Health Biol Sci 2015; 3:165-71.
Bricks
LF
Carvalhanas
TRMP
Domingues
CMAS
Pereira
SF
Bellei
NCJ
Influenza em pacientes com doenças cardíacas crônicas o que há de novo?
J Health Biol Sci
2015
3
165
171
10
10. Fiore AE, Uyeki TM, Broder K, Finelli L, Euler GL, Singleton JA, et al. Prevention and control of influenza with vaccines: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), 2010. MMWR Recomm Rep 2010; 59:1-62.
Fiore
AE
Uyeki
TM
Broder
K
Finelli
L
Euler
GL
Singleton
JA
Prevention and control of influenza with vaccines recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), 2010
MMWR Recomm Rep
2010
59
1
62
11
11. World Health Organization. Influenza (seasonal). (Fact Sheet, 211). http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/ (acessado em 05/Abr/2017).
World Health Organization
Influenza (seasonal). (Fact Sheet, 211).
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/
05/Abr/2017
12
12. Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, Departamento de Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde. Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza: informe técnico. 19ª Ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2017.
Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações.Departamento de Vigilância Epidemiológica.Secretaria de Vigilância em Saúde.Ministério da Saúde
Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza: informe técnico.
19ª
2017
Brasília
Ministério da Saúde
13
13. Smith Jr. SC, Benjamin EJ, Bonow RO, Braun LT, Creager MA, Franklin BA, et al. AHA/ACCF secondary prevention and risk reduction therapy for patients with coronary and other atherosclerotic vascular disease: 2011 update. A guideline from the American Heart Association and American College of Cardiology Foundation. Circulation 2011; 124:2458-73.
Smith
SC
Jr.
Benjamin
EJ
Bonow
RO
Braun
LT
Creager
MA
Franklin
BA
AHA/ACCF secondary prevention and risk reduction therapy for patients with coronary and other atherosclerotic vascular disease: 2011 update. A guideline from the American Heart Association and American College of Cardiology Foundation.
Circulation
2011
124
2458
2473
14
14. Bocchi EA, Marcondes-Braga FG, Ayub-Ferreira SM, Rohde LE, Oliveira WA, Almeida DR, et al. III Diretriz brasileira de insuficiência cardíaca crônica. Arq Bras Cardiol 2009; 92(6 Suppl 1):1-71.
Bocchi
EA
Marcondes-Braga
FG
Ayub-Ferreira
SM
Rohde
LE
Oliveira
WA
Almeida
DR
III Diretriz brasileira de insuficiência cardíaca crônica
Arq Bras Cardiol
2009
92
6
1
1
71
15
15. Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac", Coordenação dos Institutos de Pesquisa, Secretaria de Estado da Saúde. Informe técnico da campanha nacional de vacinação para o idoso - 2002. ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/imuni/inf_tec_idoso02.pdf (acessado em 05/Abr/2017).
Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac", Coordenação dos Institutos de Pesquisa, Secretaria de Estado da Saúde
Informe técnico da campanha nacional de vacinação para o idoso - 2002.
ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/imuni/inf_tec_idoso02.pdf
05/Abr/2017
16
16. Francisco PMSB, Donalisio MR, Marín-León L. Trends in mortality from respiratory diseases among the elderly and the influenza vaccine intervention, 1980-2009. Rev Panam Salud Pública 2013; 34:155-61.
Francisco
PMSB
Donalisio
MR
Marín-León
L
Trends in mortality from respiratory diseases among the elderly and the influenza vaccine intervention, 1980-2009
Rev Panam Salud Pública
2013
34
155
161
17
17. Luna EJA, Gattás VL, Campos SRSLC. Efetividade da estratégia brasileira de vacinação contra influenza: uma revisão sistemática. Epidemiol Serv Saúde 2014; 23:559-76.
Luna
EJA
Gattás
VL
Campos
SRSLC
Efetividade da estratégia brasileira de vacinação contra influenza uma revisão sistemática
Epidemiol Serv Saúde
2014
23
559
576
18
18. Wang CS, Wang ST, Lai CT, Lin LJ, Chou P. Impact of influenza vaccination on major cause-specific mortality. Vaccine 2007; 25:1196-203.
Wang
CS
Wang
ST
Lai
CT
Lin
LJ
Chou
P
Impact of influenza vaccination on major cause-specific mortality
Vaccine
2007
25
1196
1203
19
19. Phrommintikul A, Kuanprasert S, Wongcharoen W, Kanjanavanit R, Chaiwarith R, Sukonthasarn A. Influenza vaccination reduces cardiovascular events in patients with acute coronary syndrome. Eur Heart J 2011; 32:1730-5.
Phrommintikul
A
Kuanprasert
S
Wongcharoen
W
Kanjanavanit
R
Chaiwarith
R
Sukonthasarn
A
Influenza vaccination reduces cardiovascular events in patients with acute coronary syndrome
Eur Heart J
2011
32
1730
1735
20
20. Clar C, Oseni Z, Flowers N, Keshtkar-Jahromi M, Rees K. Influenza vaccines for preventing cardiovascular disease. Cochrane Database Syst Rev 2015; (5):CD005050.
Clar
C
Oseni
Z
Flowers
N
Keshtkar-Jahromi
M
Rees
K
Influenza vaccines for preventing cardiovascular disease
Cochrane Database Syst Rev
2015
5
CD005050
CD005050
21
21. Anderson RN, Miniño AM, Hoyert DL, Rosenberg HM. Comparability of cause of death between ICD-9 and ICD-10: preliminary estimates. Natl Vital Stat Rep 2001; 49:1-32.
Anderson
RN
Miniño
AM
Hoyert
DL
Rosenberg
HM
Comparability of cause of death between ICD-9 and ICD-10 preliminary estimates
Natl Vital Stat Rep
2001
49
1
32
22
22. Neter J, Wasserman W, Kutner MH. Polynomial regression. In: Neter J, Wasserman W, Kutner MH, editors. Applied linear statistical models: regression, analysis of variance and experimental designs. 3rd Ed. Boston: Irwin; 1990. p. 315-41.
Neter
J
Wasserman
W
Kutner
MH
Neter
J
Wasserman
W
Kutner
MH
Applied linear statistical models: regression, analysis of variance and experimental designs.
3rd
Polynomial regression
1990
Boston
Irwin
315
341
23
23. Latorre MRDO, Cardoso MRA. Análise de séries temporais em epidemiologia: uma introdução sobre os aspectos metodológicos. Rev Bras Epidemiol 2001; 4:145-52.
Latorre
MRDO
Cardoso
MRA
Análise de séries temporais em epidemiologia uma introdução sobre os aspectos metodológicos
Rev Bras Epidemiol
2001
4
145
152
24
24. Charnet R, Freire CAL, Charnet EMR, Bonvino H. Análise de modelos de regressão linear: com aplicações. Campinas: Editora da Unicamp; 2008.
Charnet
R
Freire
CAL
Charnet
EMR
Bonvino
H
Análise de modelos de regressão linear: com aplicações
2008
Campinas
Editora da Unicamp
25
25. Kim HJ, Fay MP, Feuer EJ, Midthune DN. Permutation tests for Joinpoint regression with applications to cancer rates. Stat Med 2000; 19:335-51.
Kim
HJ
Fay
MP
Feuer
EJ
Midthune
DN
Permutation tests for Joinpoint regression with applications to cancer rates
Stat Med
2000
19
335
351
26
26. Division of Cancer Control & Population Sciences, National Cancer Institute. Joinpoint help manual 4.3.1.0. https://surveillance.cancer.gov/joinpoint/Joinpoint_Help_4.3.1.0.pdf (acessado em 12/Mai/2016).
Division of Cancer Control & Population Sciences, National Cancer Institute
Joinpoint help manual 4.3.1.0.
https://surveillance.cancer.gov/joinpoint/Joinpoint_Help_4.3.1.0.pdf
12/Mai/2016
27
27. Shapiro SS, Wilk MB. An analysis of variance test for normality (complete samples). Biometrika 1965; 52:591-611.
Shapiro
SS
Wilk
MB
An analysis of variance test for normality (complete samples)
Biometrika
1965
52
591
611
28
28. White H. A heteroskedasticity-consistent covariance matrix estimator and a direct test for heteroskedasticity. Econometrica 1980; 48:817-38.
White
H
A heteroskedasticity-consistent covariance matrix estimator and a direct test for heteroskedasticity
Econometrica
1980
48
817
838
29
29. Godfrey LG. Testing against general autoregressive and moving average error models when the regressors include lagged dependent variables. Econometrica 1978; 46:1293-301.
Godfrey
LG
Testing against general autoregressive and moving average error models when the regressors include lagged dependent variables
Econometrica
1978
46
1293
1301
30
30. Hastings WK. Monte Carlo sampling methods using Markov chains and their applications. Biometrika 1970; 57:97-109.
Hastings
WK
Monte Carlo sampling methods using Markov chains and their applications
Biometrika
1970
57
97
109
31
31. Lerman PM. Fitting segmented regression models by grid search. Appl Stat 1980; 29:77-84.
Lerman
PM
Fitting segmented regression models by grid search
Appl Stat
1980
29
77
84
32
32. Guimarães RM, Andrade SSCA, Machado EL, Bahia CA, Oliveira MM, Jacques FVL. Diferenças regionais na transição da mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil, 1980 a 2012. Rev Panam Salud Pública 2015; 37:83-9.
Guimarães
RM
Andrade
SSCA
Machado
EL
Bahia
CA
Oliveira
MM
Jacques
FVL
Diferenças regionais na transição da mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil, 1980 a 2012
Rev Panam Salud Pública
2015
37
83
89
33
33. Mansur AP, Favarato D. Trends in mortality rate from cardiovascular disease in Brazil, 1980-2012. Arq Bras Cardiol 2016; 107:20-5.
Mansur
AP
Favarato
D
Trends in mortality rate from cardiovascular disease in Brazil, 1980-2012
Arq Bras Cardiol
2016
107
20
25
34
34. Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, Dans T, Avezum A, Lanas F, et al. Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries (the INTERHEART study): case-control study. Lancet 2004; 364:937-52.
Yusuf
S
Hawken
S
Ounpuu
S
Dans
T
Avezum
A
Lanas
F
Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries (the INTERHEART study) case-control study
Lancet
2004
364
937
952
35
35. Souza MFM, Alencar AP, Malta DC, Moura L, Mansur AP. Serial temporal analysis of ischemic heart disease and stroke death risk in 5 regions of Brazil from 1981 to 2001. Arq Bras Cardiol 2006; 87:735-40.
Souza
MFM
Alencar
AP
Malta
DC
Moura
L
Mansur
AP
Serial temporal analysis of ischemic heart disease and stroke death risk in 5 regions of Brazil from 1981 to 2001
Arq Bras Cardiol
2006
87
735
740
36
36. Schmidt MI, Duncan BB, Azevedo e Silva G, Menezes AM, Monteiro CA, Barreto SM, et al. Chronic non communicable diseases in Brazil: burden and current challenges. Lancet 2011; 377:1949-61.
Schmidt
MI
Duncan
BB
Azevedo e Silva
G
Menezes
AM
Monteiro
CA
Barreto
SM
Chronic non communicable diseases in Brazil: burden and current challenges.
Lancet
2011
377
1949
1961
37
37. Duncan BB, Chor D, Aquino EML, Bensenor IM, Mill JG, Schmidt MI, et al. Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil: prioridade para enfrentamento e investigação. Rev Saúde Pública 2012; 46 Suppl 1:126-34.
Duncan
BB
Chor
D
Aquino
EML
Bensenor
IM
Mill
JG
Schmidt
MI
Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil prioridade para enfrentamento e investigação
Rev Saúde Pública
2012
46
1
126
134
38
38. Mansur AP, Favarato D, Ramires JAF. Vacina contra o vírus da influenza e mortalidade por doenças cardiovasculares na cidade de São Paulo. Arq Bras Cardiol 2009; 93:395-9.
Mansur
AP
Favarato
D
Ramires
JAF
Vacina contra o vírus da influenza e mortalidade por doenças cardiovasculares na cidade de São Paulo
Arq Bras Cardiol
2009
93
395
399
39
39. Madjid M, Aboshady I, Awan I, Litovsky S, Casscells SW. Influenza and cardiovascular disease: is there a causal relationship? Tex Heart Inst J 2004; 31:4-13.
Madjid
M
Aboshady
I
Awan
I
Litovsky
S
Casscells
SW
Influenza and cardiovascular disease is there a causal relationship?
Tex Heart Inst J
2004
31
4
13
40
40. Warren-Gash C, Smeeth L, Hayward AC. Influenza as a trigger for acute myocardial infarction or death from cardiovascular disease: a systematic review. Lancet Infect Dis 2009; 9:601-10.
Warren-Gash
C
Smeeth
L
Hayward
AC
Influenza as a trigger for acute myocardial infarction or death from cardiovascular disease a systematic review
Lancet Infect Dis
2009
9
601
610
41
41. Nunes B, Viboud C, Machado A, Ringholz C, Rebelo-de-Andrade H, Nogueira P, et al. Excess mortality associated with influenza epidemics in Portugal, 1980 to 2004. PLoS One 2011; 6:e20661.
Nunes
B
Viboud
C
Machado
A
Ringholz
C
Rebelo-de-Andrade
H
Nogueira
P
Excess mortality associated with influenza epidemics in Portugal, 1980 to 2004
PLoS One
2011
6
e20661
42
42. Madjid M, Miller CC, Zarubaev VV, Marinich IG, Kiselev OI, Lobzin YV, et al. Influenza epidemics and acute respiratory disease activity are associated with a surge in autopsy-confirmed coronary heart disease death: results from 8 years of autopsies in 34,892 subjects. Eur Heart J 2007; 28:1205-10.
Madjid
M
Miller
CC
Zarubaev
VV
Marinich
IG
Kiselev
OI
Lobzin
YV
Influenza epidemics and acute respiratory disease activity are associated with a surge in autopsy-confirmed coronary heart disease death results from 8 years of autopsies in 34,892 subjects
Eur Heart J
2007
28
1205
1210
43
43. Naghavi M, Barlas Z, Siadaty S, Naguib S, Madjid M, Casscells W. Association of influenza vaccination and reduced risk of recurrent myocardial infarction. Circulation 2000; 102:3039-45.
Naghavi
M
Barlas
Z
Siadaty
S
Naguib
S
Madjid
M
Casscells
W
Association of influenza vaccination and reduced risk of recurrent myocardial infarction
Circulation
2000
102
3039
3045
44
44. Udell JA, Zawi R, Bhatt DL, Keshtkar-Jahromi M, Gaughran F, Phrommintikul A, et al. Association between influenza vaccination and cardiovascular outcomes in high-risk patients: a meta-analysis. JAMA 2013; 310:1711-20.
Udell
JA
Zawi
R
Bhatt
DL
Keshtkar-Jahromi
M
Gaughran
F
Phrommintikul
A
Association between influenza vaccination and cardiovascular outcomes in high-risk patients a meta-analysis
JAMA
2013
310
1711
1720
45
45. Lin H-C, Chiu H-F, Ho S-C, Yang C-Y. Association of influenza vaccination and reduced risk of stroke hospitalization among the elderly: a population-based case-control study. Int J Environ Res Public Health 2014; 11:3639-49.
Lin
H-C
Chiu
H-F
Ho
S-C
Yang
C-Y
Association of influenza vaccination and reduced risk of stroke hospitalization among the elderly: a population-based case-control study.
Int J Environ Res Public Health
2014
11
3639
3649
46
46. Lavallée P, Perchaud V, Gautier-Bertrand M, Grabli D, Amarenco P. Association between influenza vaccination and reduced risk of brain infarction. Stroke 2002; 33:513-8.
Lavallée
P
Perchaud
V
Gautier-Bertrand
M
Grabli
D
Amarenco
P
Association between influenza vaccination and reduced risk of brain infarction
Stroke
2002
33
513
518
47
47. Grau AJ, Fischer B, Barth C, Ling P, Lichy C, Buggle F. Influenza vaccination is associated with a reduced risk of stroke. Stroke 2005; 36:1501-6.
Grau
AJ
Fischer
B
Barth
C
Ling
P
Lichy
C
Buggle
F
Influenza vaccination is associated with a reduced risk of stroke
Stroke
2005
36
1501
1506
48
48. Lee KR, Bae JH, Hwang IC, Kim KK, Suh HS, Ko KD. Effect of influenza vaccination on risk of stroke: a systematic review and meta-analysis. Neuroepidemiology 2017; 48:103-10.
Lee
KR
Bae
JH
Hwang
IC
Kim
KK
Suh
HS
Ko
KD
Effect of influenza vaccination on risk of stroke a systematic review and meta-analysis
Neuroepidemiology
2017
48
103
110
49
49. Nichol KL, Nordin J, Mullooly J, Lask R, Fillbrandt K, Iwane M. Influenza vaccination and reduction in hospitalizations for cardiac disease and stroke among the elderly. N Engl J Med 2003; 348:1322-32.
Nichol
KL
Nordin
J
Mullooly
J
Lask
R
Fillbrandt
K
Iwane
M
Influenza vaccination and reduction in hospitalizations for cardiac disease and stroke among the elderly
N Engl J Med
2003
348
1322
1332
50
50. Francisco PMSB, Donalisio MR, Barros MBA, Cesar CLG, Carandina L, Goldbaum M. Vacinação contra influenza em idosos por área de residência: prevalência e fatores associados. Rev Bras Epidemiol 2006; 9:162-71.
Francisco
PMSB
Donalisio
MR
Barros
MBA
Cesar
CLG
Carandina
L
Goldbaum
M
Vacinação contra influenza em idosos por área de residência prevalência e fatores associados
Rev Bras Epidemiol
2006
9
162
171
51
51. Campos EC, Sudan LCP, Mattos ED, Fidelis R. Fatores relacionados à vacinação contra a gripe em idosos: estudo transversal, Cambé, Paraná, Brasil. Cad Saúde Pública 2012; 28:878-88.
Campos
EC
Sudan
LCP
Mattos
ED
Fidelis
R
Fatores relacionados à vacinação contra a gripe em idosos estudo transversal, Cambé, Paraná, Brasil
Cad Saúde Pública
2012
28
878
888
52
52. Moura RF, Andrade FB, Duarte YAO, Lebrão ML, Antunes JLF. Fatores associados à adesão à vacinação anti-influenza em idosos não institucionalizados, São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública 2015; 31:2157-68.
Moura
RF
Andrade
FB
Duarte
YAO
Lebrão
ML
Antunes
JLF
Fatores associados à adesão à vacinação anti-influenza em idosos não institucionalizados, São Paulo, Brasil
Cad Saúde Pública
2015
31
2157
2168
53
53. Thompson WW, Shay DK, Weintraub E, Brammer L, Cox N, Anderson LJ, et al. Mortality associated with influenza and respiratory syncytial virus in the United States. JAMA 2003; 289:179-86.
Thompson
WW
Shay
DK
Weintraub
E
Brammer
L
Cox
N
Anderson
LJ
Mortality associated with influenza and respiratory syncytial virus in the United States
JAMA
2003
289
179
186
54
54. Veiga AMV. Imunidade e envelhecimento. In: Freitas EV, Py L, Cançado FAX, Doll J, Gorzoni ML, organizadores. Tratado de geriatria e gerontologia. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan; 2006. p. 846-54.
Veiga
AMV
Freitas
EV
Py
L
Cançado
FAX
Doll
J
Gorzoni
ML
Tratado de geriatria e gerontologia.
2ª
Imunidade e envelhecimento
2006
Rio de Janeiro
Editora Guanabara Koogan
846
854
55
55. Nichol KL, Margolis KL, Wuorenma J, Von Sternberg T. The efficacy and cost effectiveness of vaccination against influenza among elderly persons living in the community. N Engl J Med 1994; 331:778-84.
Nichol
KL
Margolis
KL
Wuorenma
J
Von Sternberg
T
The efficacy and cost effectiveness of vaccination against influenza among elderly persons living in the community
N Engl J Med
1994
331
778
784
56
56. Vu T, Farish S, Jenkins M, Kelly H. A meta-analysis of effectiveness of influenza vaccine in persons aged 65 years and over living in the community. Vaccine 2002; 20:1831-6.
Vu
T
Farish
S
Jenkins
M
Kelly
H
A meta-analysis of effectiveness of influenza vaccine in persons aged 65 years and over living in the community
Vaccine
2002
20
1831
1836
57
57. Centers for Disease Control and Prevention. Efectividad de la vacuna contra la influenza: Preguntas y respuestas para profesionales de la salud. https://espanol.cdc.gov/enes/flu/professionals/vaccination/effectivenessqa.htm (acessado em 10/Ago/2017).
Centers for Disease Control and Prevention
Efectividad de la vacuna contra la influenza: Preguntas y respuestas para profesionales de la salud.
https://espanol.cdc.gov/enes/flu/professionals/vaccination/effectivenessqa.htm
10/Ago/2017
58
58. Russell CA, Jones TC, Barr IG, Cox NJ, Garten RJ, Gregory V, et al. The global circulation of seasonal influenza A (H3N2) viruses. Science 2008; 320:340-6.
Russell
CA
Jones
TC
Barr
IG
Cox
NJ
Garten
RJ
Gregory
V
The global circulation of seasonal influenza A (H3N2) viruses
Science
2008
320
340
346
59
59. Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac", Coordenação dos Institutos de Pesquisa, Secretaria de Estado da Saúde. Informe técnico da campanha nacional de vacinação para o idoso - 2007. ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/imuni/if_idoso07.pdf (acessado em 10/Ago/2017).
Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac", Coordenação dos Institutos de Pesquisa, Secretaria de Estado da Saúde
Informe técnico da campanha nacional de vacinação para o idoso - 2007.
ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/imuni/if_idoso07.pdf
10/Ago/2017
60
60. Grassi PR, Laurenti R. Implicações da introdução da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças em análise de tendência da mortalidade por causas. Inf Epidemiol SUS 1998; 7:43-7.
Grassi
PR
Laurenti
R
Implicações da introdução da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças em análise de tendência da mortalidade por causas
Inf Epidemiol SUS
1998
7
43
47
61
61. MacIntyre CR, Mahimbo A, Moa AM, Barnes M. Influenza vaccine as a coronary intervention for prevention of myocardial infarction. Heart 2016; 102:1953-6.
MacIntyre
CR
Mahimbo
A
Moa
AM
Barnes
M
Influenza vaccine as a coronary intervention for prevention of myocardial infarction
Heart
2016
102
1953
1956
Autoría
Aldiane Gomes de Macedo Bacurau
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.Universidade Estadual de CampinasBrazilCampinas, Brazil Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.Universidade Estadual de CampinasBrazilCampinas, Brazil Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.Universidade Estadual de CampinasBrazilCampinas, Brazil Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.Universidade Estadual de CampinasBrazilCampinas, Brazil Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.
Correspondência A. G. M. Bacurau Departamento de Saúde Coletiva, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas. Rua Tessália Vieira de Camargo 126, Cidade Universitária Zeferino Vaz, Campinas, SP 13083-887, Brasil. aldianemacedo@hotmail.com
Colaboradores
A. G. M Bacurau participou da concepção e do delineamento do estudo, da coleta e da análise dos dados, da interpretação dos resultados, da redação do artigo e da aprovação da versão final a ser publicada. R. O. Ferraz colaborou na análise estatística dos dados e na elaboração dos resultados. M. R. Donalisio participou da redação do artigo e da revisão crítica relevante do conteúdo intelectual. P. M. S. B. Francisco orientou o trabalho, contribuiu na concepção e no delineamento do estudo, na redação do artigo e na revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e na aprovação da versão final do artigo a ser publicada.
Informações adicionais
ORCID: Aldiane Gomes de Macedo Bacurau (0000-0002-6671-2284); Rosemeire de Olanda Ferraz (0000-0001-5796-946X); Maria Rita Donalisio (0000-0003-4457-9897); Priscila Maria Stolses Bergamo Francisco (0000-0001-7361-9961).
SCIMAGO INSTITUTIONS RANKINGS
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.Universidade Estadual de CampinasBrazilCampinas, Brazil Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.
Figura 1
Tendência dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) e por causas externas, por 10 mil habitantes, da população idosa, segundo sexo. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Figura 2
Tendência dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) e por causas externas, por 10 mil habitantes, da população idosa, segundo faixas etárias. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Tabela 1
Modelos de regressão linear e polinomial ajustados para os coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) por 10 mil habitantes, segundo sexo e faixas etárias. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Tabela 2
Estimativas das variações percentuais dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) por 10 mil habitantes em idosos, segundo sexo e faixas etárias: joinpoint regression. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
imageFigura 1
Tendência dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) e por causas externas, por 10 mil habitantes, da população idosa, segundo sexo. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
open_in_new
imageFigura 2
Tendência dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) e por causas externas, por 10 mil habitantes, da população idosa, segundo faixas etárias. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
open_in_new
table_chartTabela 1
Modelos de regressão linear e polinomial ajustados para os coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) por 10 mil habitantes, segundo sexo e faixas etárias. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Sexo
IC95%
IC95%
IC95%
Valor p
R2
Masculino
60-69 anos
34,47
33,99; 34,96
-1,10
-1,15; -1,06
-
-
< 0,001
0,98
70-79 anos
84,77
82,55; 86,00
-2,70
-2,85; -2,54
0,02
0,003; 0,039
< 0,001
0,98
≥ 80 anos
198,39
194,03; 202,75
-5,56
-6,02; -5,10
-
-
< 0,001
0,95
Total
69,32
68,18; 70,46
-2,11
-2,22; -1,98
-
-
< 0,001
0,98
Antes *
85,21
83,51; 86,91
-2,20
-2,53; -1,87
-
-
< 0,001
0,93
Depois **
50,24
48,63; 51,85
-1,83
-2,21; -1,46
-
-
< 0,001
0,90
Feminino
60-69 anos
18,66
18,23; 19,09
-0,60
-0,63; -0,57
0,006
0,002; 0,009
< 0,001
0,98
70-79 anos
55,76
54,24; 57,29
-2,06
-2,17; -1,96
0,03
0,015; 0,040
< 0,001
0,98
≥ 80 anos
177,72
173,45; 181,99
-5,20
-5,64; -4,75
-
-
< 0,001
0,95
Total
55,05
53,45; 56,65
-1,79
-1,90; -1,67
0,02
0,003; 0,029
< 0,001
0,97
Antes *
67,39
65,24; 69,55
-1,97
-2,25; -1,69
0,09
0,029; 0,149
< 0,001
0,94
Depois **
40,53
39,07; 41,99
-1,57
-1,91; -1,23
-
-
< 0,001
0,89
Total
60-69 anos
25,52
24,94; 26,11
-0,81
-0,86; -0,77
0,01
< 0,001; 0,009
< 0,001
0,98
70-79 anos
67,24
64,97; 69,51
-2,26
-2,42; -2,10
0,03
0,007; 0,045
< 0,001
0,97
≥ 80 anos
181,58
176,28; 186,87
-4,99
-5,54; -4,43
-
-
< 0,001
0,91
Total
61,22
59,79; 62,65
-1,85
-1,99; -1,69
-
-
< 0,001
0,95
Antes *
72,14
68,91; 75,38
-2,03
-2,45; -1,62
0,10
0,013; 0,192
< 0,001
0,88
Depois **
44,80
43,29; 46,30
-1,70
-2,04; -1,35
-
-
< 0,001
0,89
table_chartTabela 2
Estimativas das variações percentuais dos coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares (DCbV) por 10 mil habitantes em idosos, segundo sexo e faixas etárias: joinpoint regression. Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012.
Sexo/Faixa etária (anos)/Períodos
APC
IC95%
AAPC
IC95%
Masculino
-3,1 *
-4,5; -1,6
60-69
1980-1995
-2,3 *
-2,6; -1,9
1995-1998
-6,1
-16,2; 5,3
1998-2005
-3,0 *
-4,3; -1,6
2005-2008
-7,0
-17,0; 4,2
2008-2012
-1,0
-3,8; 1,8
70-79
-3,2 *
-3,4; -3,0
1980-2012
-3,2 *
-3,4; -3,0
≥ 80
-2,9 *
-3,1; -2,6
1980-2012
-2,9 *
-3,1; -2,6
Total
-3,1 *
-3,4; -2,8
1980-1995
-2,5 *
-2,9; -2,0
1995-2012
-3,6 *
-4,0; -3,3
Feminino
60-69
-3,4 *
-3,8; -3,0
1980-1986
-4,0 *
-5,5; -2,4
1986-1996
-2,2 *
-3,1; -1,4
1996-2012
-3,8 *
-4,1; -3,5
70-79
-3,6 *
-3,8; -3,4
1980-2012
-3,6 *
-3,8; -,34
≥ 80
-3,1 *
-5,0; -1,1
1980-1991
-3,4 *
-4,1; -2,7
1991-1994
3,1
-10,9; 19,3
1994-2001
-5,4 *
-7,1; -3,6
2001-2005
1,1
-5,1; 7,6
2005-2008
-10,2
-22,4; 4,0
2008-2012
-1,2
-4,8; 2,6
Total
-3,4 *
-4,9; -1,8
1980-1992
-3,4 *
-4,2; -2,6
1992-1995
0,3
-15,7; 19,3
1995-2012
-3,9 *
-4,3; -3,5
Total
60-69
-3,2 *
-3,5; -3,0
1980-1669
-2,6 *
-2,9; -2,2
1996-2012
-3,9 *
-4,2; -3,5
70-79
-3,3 *
-3,5; -3,1
1980-2012
-3,3 *
-3,5; -3,1
≥ 80
-3,0 *
-3,5; -2,4
1980-2004
-2,5 *
-2,8; -2,1
2004-2012
-4,4 *
-6,4; -2,4
Total
-3,1 *
-3,5; -2,7
1980-1998
-2,6 *
-3,0; -2,2
1998-2012
-3,8 *
-4,4; -3,1
Como citar
Bacurau, Aldiane Gomes de Macedo et al. Mortalidad por enfermedades cerebrovasculares en ancianos y la vacunación contra la gripe: Estado de São Paulo, Brasil, 1980-2012. Cadernos de Saúde Pública [online]. 2019, v. 35, n. 2 [Accedido 3 Abril 2025], e00145117. Disponible en: <https://doi.org/10.1590/0102-311X00145117>. Epub 18 Feb 2019. ISSN 1678-4464. https://doi.org/10.1590/0102-311X00145117.
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo CruzRua Leopoldo Bulhões, 1480 , 21041-210 Rio de Janeiro RJ Brazil, Tel.:+55 21 2598-2511, Fax: +55 21 2598-2737 / +55 21 2598-2514 -
Rio de Janeiro -
RJ -
Brazil E-mail: cadernos@ensp.fiocruz.br
rss_feed
Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
scite shows how a scientific paper has been cited by providing the context of the citation, a classification describing whether it supports, mentions, or contrasts the cited claim, and a label indicating in which section the citation was made.