Open-access O ciclo estral modula a hiperalgesia muscular inflamatória aguda e persistente em fêmeas sedentárias, mas não exercitadas

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS  Dor persistente é um problema de saúde pública que impacta significativamente a qualidade de vida. Mulheres relatam sentir dores persistentes com maior intensidade e frequência do que homens, o que é atribuído às flutuações dos hormônios sexuais. Neste estudo, investigou-se a influência do ciclo estral no desenvolvimento e manutenção da hiperalgesia muscular inflamatória aguda e persistente em fêmeas sedentárias e exercitadas.

MÉTODOS  A hiperalgesia muscular mecânica foi avaliada em camundongos fêmeas, da linhagem Swiss, submetidos ao modelo de hiperalgesia muscular inflamatória aguda e persistente, durante as quatro fases do ciclo estral (proestro, estro, metaestro ou diestro). O exercício foi realizado através da natação previamente à indução da hiperalgesia muscular.

RESULTADOS  Quando o estímulo inflamatório da carragenina ocorre na fase proestro, desencadeia-se a hiperalgesia muscular aguda de maior intensidade. Por outro lado, durante a fase estro, o estímulo inflamatório desencadeia a hiperalgesia muscular persistente de maior intensidade. A duração da hiperalgesia muscular persistente não é modulada pelos ciclos estrais. Exercícios de natação regulares preveniram a hiperalgesia muscular aguda e persistente independentemente do ciclo estral.

CONCLUSÃO  A fase do ciclo estral em que ocorreu o estímulo inflamatório é determinante para o desenvolvimento da hiperalgesia muscular aguda e sua transição para a fase persistente. Esse efeito foi observado em fêmeas sedentárias, mas não em exercitadas, sugerindo que a atividade física regular pode promover benefícios analgésicos independentemente da fase do ciclo estral ou das flutuações hormonais associadas. Pesquisas adicionais são necessárias para elucidar os mecanismos subjacentes ao desenvolvimento da hiperalgesia muscular inflamatória em fêmeas.

Descritores:
Camundongos fêmeas; Ciclo estral; Exercício físico; Hiperalgesia persistente; Músculo

O ciclo estral, no qual ocorreu o estímulo inflamatório, foi determinante para o desenvolvimento da hiperalgesia muscular inflamatória aguda e persistente

O estímulo inflamatório no músculo esquelético durante a fase proestro provocou a hiperalgesia muscular aguda mais intensa

O estímulo inflamatório no músculo esquelético durante a fase estro provocou a hiperalgesia muscular persistente mais elevada

A prática regular de natação preveniu a hiperalgesia muscular aguda e persistente, independentemente da fase do ciclo estral

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